Nascido em 10 de
Novembro de 1940, em Bafatá, na Guiné. Ferido em combate
por duas vezes com gravidade, foi agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra e com a Medalha de Dedicação e
Mérito.
Que a sua Alma descanse em Paz.
O livro:
"Guineense,
Comando, Português"
[..[[...]Toda a vida
de um guineense, que se afirma tão português como muitos
de nós, em quatro volumosos maços de folhas A4, escrita
pela mão dele, em letra grande, num misto de palavras em
português, crioulo e fula. Textos seguidos, sem vírgulas
nem pontos, tudo de rajada, escritos por uma alma
grande, com a sabedoria, o senso e a inteligência, que
muitas vezes presenciámos naqueles nossos companheiros
de armas.[...]
V. António
Briote, ex-alferes mil.º CCav489/BCav490 e Comandos do
CTIG (1965/66)
editor: Associação de Comandos (com apoio da Comissão
Portuguesa de História Militar)
1ªed. Lisboa, 08Mar2010
dimensões: 24 x 16,5
cm
299 págs (com cerca de 100 fotos)
preço: 25 €
ISBN: 989-9560-11-6
dep.legal: PT-307781/10
assunto: Memórias de Contra-Guerrilha na Guiné
(1963-1974)
Este é um
relato de acontecimentos dos anos da guerra em vários
locais da Guiné vistos pelos olhos e pela memória do
Amadú Bailo Djaló. São descrições de caminhadas em
trilhos e carreiros, de travessias de lalas, ribeiros, e
bolanhas, de galos e javalis a servirem de guias, de
combates travados.
Amadú Djaló é hoje
um dos raros sobreviventes que pode falar de todos os
anos que durou o conflito.
Incorporado em
1962, percorreu todo o território onde se combatia na
então Província Portuguesa. Fula-Fula, natural de
Bafatá, sobrinho-neto de Alfa Iá Iá, Amadú combateu no
Exército Português, ao lado de milhares de guineenses.
O Convite da
Associação de Comandos:
Guiné 1962 - 1963
Filme realizado pelo então
tenente/capitão George Freire, entre 1962/63, com
imagens do Gabu, Cacine, Bedanda.
Guiné 1966 - op Hermínia
porbra6567em15/06/2009
Em 6 de Março de 1966
realizou-se a 1ª heliportagem de assalto na Guiné. A
zona, seleccionada através de reconhecimento aéreo, foi
em Jabadá, Tite. 6 Allouettes - III transportaram até às
portas do acampamento do PAIGC, 30 comandos do CTIG, 15
do Gr "Centuriões" e 15 do Gr "Diabólicos". Comandou a
operação no terreno o então capitão Garcia Leandro, na
altura cmdt da CCmds. A tripulação dos All - III foi
comandada pelo MajPilAv Mendonça e da tripulação fazia
parte, entre outros excelentes pilotos, o Tenente Velez
Caldas.
Era um domingo. ÀS 13h00
descolaram da BA12 e às 13h20 estavam no solo. Às 13h25
morreu o Soldado António A. Maria da Silva, vítima do
tiroteio que se seguiu após o lançamento.
O acampamento estava
dividido em duas partes. Uma albergava a população, a
outra a guerrilha. Aos "Centuriões", por moeda ao ar,
calhou atacar o acampamento da guerrilha, ao outro grupo
cercar e recuperar a população. Nada disto sucedeu. A
guerrilha estava misturada com a população nos dois
abarracamentos. Depois de um lançamento sem qualquer
reacção, o gr "Diabólicos", com uma equipa lançada um ou
dois minutos depois do grupo, viu-se envolvido por fogo
cruzado. A evacuação foi pedida com os helis de regresso
a Bissau. Imediatamente, um dos helis, protegido por uma
parelha de T 6, aproximou-se da zona, pedindo
sinalização. Foi lançada uma granada de fumos laranja e
o capim da pequena lala começou a arder. De um momento
para o outro, só havia uma saída para a equipa que
estava a proceder à evacuação, o caminho para o Geba. O
heli no ar, a equipa progrediu em direcção à mata, ao
encontro das duas equipas que já lá se encontravam.
Foram transportadas para
o aquartelamento de Jabadá as pessoas que se conseguiram
subtrair à guerrilha.