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Falecimento

António Lourenço de Sousa Lobato, Major Piloto-Aviador na situação de reforma

 

 

 

Nota de óbito

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

Faleceu no dia 8 de Março de 2024 o veterano

 

Ant-nio-Louren-o-de-Sousa-Lobato-350

 

 

 

António Lourenço de Sousa Lobato

 

Major Piloto-Aviador na situiação de reforma

 

Aeródromo Base n.º 2 - Bissalanca

 

Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné

«ESFORÇO E VALOR»

 

 

 

O livro: "Liberdade ou Evasão"

 

O mais longo cativeiro da guerra

 

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados se segue e no texto:

 

 

 

Alguns dados adicionais à narrativa histórica, do Major António Lobato

(remetidos por Abreu dos Santos em Jan1996, ao autor)

 

 

 

O livro:

 

"Liberdade ou Evasão"

 

título: "Liberdade ou Evasão - o mais longo cativeiro da guerra"
autor: António Lobato


editor: Erasmos
1ªed. Amadora, 16Dez1995
214 págs (incluindo anexo documental)
24x17cm
preço: (original 2.500$00)
dep.leg: PT-96198/95
ISBN: 972-8301-07-3

Com o subtítulo "O mais longo cativeiro da guerra", este impressionante documento humano relata os longos anos em que o piloto aviador Lobato esteve prisioneiro na Guiné Conakry, após ser capturado pelas forças do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), durante a chamada "Guerra Colonial", que opôs Portugal às suas antigas colónias de África.

 

Ao longo de 200 páginas, o livro refere o drama físico e psicológico vivido por um jovem militar português, que durante mais de sete anos foi capaz de suportar um isolamento extremo num cubículo de dimensões exíguas, em condições sub-humanas, mas sem perder a esperança de alcançar de novo a liberdade. Aliás, por três vezes se evadiu, tendo a última escapadela durado ainda uma curta semana, mas tão longa para quem durante dias e meses a fio permanecia confinado numa fortaleza sombria e claustrofóbica.

 

Mas o aspecto talvez mais saliente neste testemunho heróico tem a ver com a reflexão interior que o protagonista deste drama nos dá a conhecer, durante as longas horas que era obrigado a permanecer quase estático num espaço acanhado de quatro por dois passos, na medida do próprio autor. Sem a vastidão ilimitada do céu por onde se habituara a voar, Lobato é forçado, para sobreviver psiquicamente a essa provação extrema, a explorar uma outra dimensão ainda ignota: a do seu próprio ser interior do qual vai aprender a conhecer os limites ou, melhor ainda, a sua infinita transcendência.

 

Recusando-se a desistir da vida e escudado na promessa que fez à sua jovem esposa, nos oito meses que ambos passaram na Guiné " "Se algum dia desaparecer não te preocupes, voltarei sempre." " o tenente Lobato estabelece consigo próprio um diálogo interior que lhe conserva a lucidez e o vai ajudar a passar os dias sufocantes e sempre solitários. Ao mergulhar nesta outra dimensão, comum afinal a todos nós, o prisioneiro revela não apenas a força inabalável do seu carácter, moldado também na dura disciplina militar, mas dá-nos sobretudo uma lição de sobrevivência e da admirável capacidade que o Ser Humano tem de se adaptar às condições mais inóspitas e adversas. Deste modo, e como ele próprio afirma, foi esta vitória sobre si próprio que o salvou e simultaneamente enriqueceu como Pessoa, fazendo jus às palavras milenares de Buda, que a proclamou como "a maior de todas as vitórias".

 

O livro baseia-se não só nas recordações do seu autor, mas também nos apontamentos que ele escreveu durante o cativeiro, quando outro preso importante de uma cela contígua lhe forneceu papel e lápis, o que permitiu inclusive o envio clandestino de algumas cartas para a família, e até informações sobre a prisão e várias outras de carácter militar. Parte destes documentos, incluindo desenhos da topografia local e um esboço do Forte de Kindia, encontram-se reproduzidos nas 26 páginas do anexo final do livro.

 

E é só em Novembro de 1970, que a operação secreta "Mar Verde", durante muito tempo não admitida oficialmente pelo governo português, põe fim ao longo cativeiro de Lobato e outros jovens militares portugueses, entretanto capturados pelos combatentes guineenses.

 

O regresso à Pátria e à família é apenas ensombrado por essa obrigação de não revelar o "modus operandi" da libertação, a qual é apresentada como uma fuga bem sucedida, já que o segredo de Estado assim o determina. Em suma, trata-se de um relato empolgante pela sua veracidade e que nos revela a faceta oculta da nossa própria humanidade, quando confrontados com situações limite em que apenas nos podemos valer de nós mesmos e de mais ninguém. Uns desistem e abandonam-se ao desespero e à negação, mas outros sempre acalentam o eterno sonho da liberdade recuperada, se não nos espaços exteriores, pelo menos na ampla vastidão do querer indómito de uma alma que não se verga a nenhuma adversidade, porque em si a Vida sabe!

Fonte: http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_46273.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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