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Nota
de óbito |
Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW
Imagens dos distintivos cedidas pelo
veterano
Carlos Coutinho
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Faleceu, no dia 14 de Março de 2019,
o veterano
Augusto
José de Matos Sobral Cid
Furriel Mil.º Atirador
Companhia
de Cavalaria 1449
Batalhão de Cavalaria 1863
«PRONTOS
PARA TUDO»
Angola: 23Out1965 a 12Dez1967

Augusto José de Matos Sobral Cid,
Furriel Mil.º Atirador,
nascido em Novembro de 1941 na cidade da
Horta (Faial - Açores), filho de
Maria Manuela Bicker Correia Ribeiro
e de Fernando Augusto de Resende
Sobral Cid.
Em Lisboa frequenta o Colégio
Infante de Sagres e o Colégio
Moderno, após o que prossegue
estudos secundários nos Estados
Unidos da América.
No início de 1965 regressa da
Califórnia, sendo incorporado na
Escola Prática de Cavalaria (EPC - Santarém) onde conclui o curso de
sargentos milicianos.
Em 14 de Outubro de 1965, tendo sido mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 - Ajuda) para servir Portugal
na Província Ultramarina de Angola,
embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz'
rumo a Luanda, como furriel
miliciano atirador integrado na
Companhia de Cavalaria 1449 do
Batalhão de Cavalaria 1863 (CCav1449/BCav1863), com destino à
zona de intervenção leste.
Em 12 de Dezembro de 1967 inicia a torna-viagem à
Metrópole.
Faleceu no dia 14 de Março de 2019.
A sua Alma repousa em Paz
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O Livro
"Que se Passa
na Frente?"


título: "Que se Passa na Frente?"
autor: Augusto Cid
editor: (O Autor)
1ªed. Lisboa, Dez1973
128 págs (BD colorido)
18x24cm
«Nasci na ilha do
Faial numa manha cinzenta e fria de
Novembro de 41 aos gritos de
"Baleias! Baleias!" Sem esperar que
me pendurassem pelos pés e me dessem
a palmada da praxe, corri para a
praia e em vão tentei deter os
homens do arpão. Uma hora depois era
içada de um mar tinto de sangue uma
linda baleia e lentamente cortada às
rodinhas no cais... Eis quando
subitamente se fez luz no meu
espírito, — Corri para casa, voltei
com tintas e pincéis e nessa mesma
manhã parti para o mar. De então
para cá tenho-me dedicado a pintar
nas baleias tenebrosos monstros
capazes de paralisar de medo os mais
ousados homens do arpão.
Ainda há pouco
acabo de chegar de mais uma das
minhas viagens — pintei mais 14
baleias! Graças às minhas pinturas
elas têm sido miraculosamente
poupadas ao serem tomadas por
monstros marinhos, razão por que
mundo nunca teve conhecimento delas.
É uma tarefa
enorme esta a que me propus... e há
cada vez mais baleias por pintar...»
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Augusto Sobral Cid descobriu a sua
veia humorística quando da sua
estadia na Califórnia em 1960 como
bolseiro do American Field Service.
Aí participou em numerosas
exposições tendo-lhe sido atribuído
um ART AWARD que lhe proporcionaria
continuar os seus estudos de arte na
universidade. Mais tarde ingressaria
na Escola Superior de Belas Artes de
Lisboa no curso de escultura para
pouco tempo depois a abandonar
desiludido com as condições de
ensino na mesma.
É
durante a sua comissão militar em
Africa (ANGOLA, 1965-1967) que Cid
começa a reunir material para um
futuro livro baseado nas suas
experiências de atirador. Foi sua
preocupação coleccionar um número de
trabalhos que viesse mais tarde
contribuir para aliviar de certo
modo a enorme tarefa do combatente
ensinando-o a encarar as suas
dificuldades com outro espírito e a
saber rir-se das suas próprias
fraquezas.
Ao
seu trabalho procurou emprestar
figuras com as quais o soldado
imediatamente se identificasse, ao
mesmo tempo que cultivava um senso
de humor acessível a todos os
níveis.
"QUE SE PASSA NA FRENTE" é portanto
uma compilação de trabalhos que
remontam das suas colaborações em
Luanda na revista da R.M.A.
juntamente com outros mais recentes
e que só agora foi possível reunir
numa obra completa.
Presente há 5 anos consecutivos no
Salão internacional de Montreal para
Cartoonistas Profissionais, Cid
trabalha de estreita colaboração com
as revistas OBSERVADOR e LORENTI'S e
mais recentemente com a R.T.P..
Uma vez que o cartoon político
parece definitivamente afastado das
nossas publicações diárias e o humor
desenhado se compra a peso ás
agências distribuidoras sem a mínima
preocupação de qualidade, Cid viu-se
forçado a voltar-se para a
publicidade como free-lancer. Os
seus trabalhos publicitários para a
TAP, SHERATON e ultimamente para a
SANDEMAN, demonstram bem como embora
transitando para o plano
publicitário, Cid se mantém fiel aos
seus "cartoons" aos quais o seu
inconfundível traço emprestam uma
força e originalidade rara.
Carlos Jorge Peres
EDITOR ASSOCIADO