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João
José Brandão Ferreira

João
José Brandão Ferreira, tenente-coronel piloto aviador,
comandante de Linha Aérea e mestre em Estratégia pelo
ISCSP.
Nasceu em Algés no
dia 23 de Setembro de 1953, é casado e tem dois filhos.
Fez o curso de Aeronáutica Militar (1971/1974) e o curso
de Undergraduate Pilot Training, Nos EUA (1975/1976).
Iniciou a sua
carreira militar na Base Aérea n.º 5, onde fez o curso
de Caça em F-86, tornando-se mais tarde piloto
operacional (1976-78). Posteriormente surgiu a
oportunidade de se tornar instrutor de voo na esquadra
102 (T-37).
Durante três anos foi
instrutor na Academia da Força Aérea, responsável por
toda a formação militar dos cadetes e pelo programa de
ensino de liderança, ao mesmo tempo que desempenhava
funções de instrutor de voo (T-37 e RF-10).
Ao ser colocado
novamente na Base Aérea n.º 5, em Monte Real, frequentou
o curso de qualificação em A-7P vindo, mais tarde, a
comandar uma das esquadras existentes (esquadra 302 -
falcões) entre 1986 e 1988.
Teve uma ampla
experiência como oficial de Estado-maior na Força Aérea,
Direcção Geral de Política de Defesa Nacional e EMGFA,
em áreas distintas como operações, política d/e defesa,
assuntos internacionais, planeamento estratégico, entre
outras.
Em 1992 foi
comandante da Base Aérea n.º 11, em Beja, e adido de
Defesa na República da Guiné Bissau, Senegal e Guiné
Conakri, entre 1996-97. A 4 de Fevereiro de 1999, passou
à reserva no posto de tenente-coronel, sendo, na altura,
chefe da Repartição de Logística do Comando Operacional
da Força Aérea.
Foi piloto em
companhias de aviação charter e, nos tempos livres,
instrutor de voo em escolas de aviação, assim como
presidente da direcção do Movimento 10 de Junho,
associação patriótica de intervenção cívica. É cavaleiro
da Ordem Militar de S. Miguel da Ala e sócio fundador da
Associação Cristóvão Colon.
Durante toda a sua
vida profissional foi colaborador de quase todas as
revistas militares portuguesas e de alguns jornais,
tendo publicado mais de 600 artigos e efectuado mais de
50 conferências.
É ainda autor de
vários livros entre eles A Evolução do Conceito
Estratégico Ultramarino Português e A Inserção
das Forças Armadas na Sociedade.
O livro:
"Guerra d'África 1961-1974 – Estava a
Guerra Perdida?"
título: "Guerra d'África 1961-1974 –
Estava a Guerra Perdida?"
autores: João José Brandão Ferreira, Humberto Nuno de
Oliveira
editor: Fronteira do Caos
1ªed. Porto, 09Abr2015
392 págs
23x16cm
pvp: 18€
ISBN: 989-8647-44-3
Sinopse (texto da
contra-capa):
«A ideia deste livro, surgiu na sequência das conclusões
de um colóquio, sobre as operações militares nos três
teatros-de-operações em causa, no âmbito dos três Ramos
das Forças Armadas, ocorrido no IESM [Instituto de
Estudos Superiores Militares] em 12 e 13 de Abril de
2012, e na polémica que se seguiu.
No sentido de enriquecer o que intentaram escrever, e
colher um amplo leque de opiniões, os autores decidiram
colocar uma pergunta – a diferentes [22] militares e [a
2] civis, de reconhecido mérito e com conhecimento
abrangente sobre a matéria em apreço:
"Na sua perspectiva, considera que as operações
anti-subversivas e de contra-guerrilha, desenvolvidas em
Angola, Guiné e Moçambique, em defesa da soberania
portuguesa sobre aqueles territórios e populações que
viviam há séculos debaixo da Bandeira das Quinas, estava
militarmente perdida?".
Quarenta anos depois do fim do conflito, que marcou o
século XX Português, e de toda a controvérsia que tem
gerado, a Nação dos Portugueses merece-o.»
Excerto do prefácio:
«Pode nestes termos dizer-se – e o volume aqui
apresentado vai nesse sentido –, que em 1961, no início,
em Angola, havia um forte sentimento de unidade
patriótica e coesão na necessidade de defesa.
A ofensiva no Norte de Angola, com características de
massacre racista, com que a UPA desencadeou as
hostilidades, não deixava espaço para outra solução, que
não a resistência e a retribuição.
O estender progressivo da guerra, primeiro à Guiné em
1963, e depois em 1964 ao Norte de Moçambique, trouxe um
desafio militar e logístico, a que o Governo, o Exército
e as populações responderam, com capacidade,
criatividade e estoicismo.
Diga-se também que, na época, a opinião nacional, foi de
apoio à política de Salazar e mesmo muitos dos seus
tradicionais opositores e militantes da oposição
democrática, não hesitaram, sublinhando diferenças
ideológicas, em afirmar o seu apoio à política de
defesa.
Também o país profundo – em parte ainda rural –,
contribuiu com as dezenas de milhar de jovens recrutas
necessários para o Contingente, num ritmo que se
repetiria nos anos seguintes.»
(Jaime Nogueira Pinto)
Apresentação:
«No prefácio, Jaime Nogueira Pinto recorda o
capítulo do seu livro "Portugal, Os Anos do Fim - A
Revolução que veio de dentro", reeditado no ano passado,
intitulado "A guerra que nunca se perdeu", onde
"procurava deixar uma síntese do panorama operacional
nos três teatros da guerra de África – Angola,
Moçambique e Guiné-Bissau –, nas vésperas do 25 de
Abril. A conclusão era que, apesar da sempre volátil
situação na Guiné e de um agravamento circunstancial, na
segunda metade de 1973, em Moçambique, a guerra do
Ultramar estava muito longe de estar 'perdida' ".
Para o politólogo, "muitos que se intitulam hoje de
direita – ou mesmo não se intitulando, pretendem ter a
simpatia e os votos do povo de direita –, usaram em
relação à História do século XX e às suas categorias e
semânticas, a linguagem e as etiquetas de esquerda. E
alinham com a esquerda em quase tudo que tem a ver com o
passado próximo.
O novo livro de Brandão Ferreira e Humberto Nuno de
Oliveira, com prefácio de Jaime Nogueira Pinto, lança a
questão: "Estava a Guerra de África perdida?" Uma
análise do conflito complementada com entrevistas a
dezenas de personalidades.
Para complementar os seus textos, os autores
entrevistaram 22 militares e 2 civis: Francisco Vidal
Abreu; Lopes Alves; Luís Sanches de Baêna; António Jesus
Bispo; José Francisco Nico; Caçorino Dias; Luís Cadete;
Victor Lopo Cajarabille; Moura Calheiros; John P. Cann;
José Vizela Cardoso; Manuel Vizela Cardoso; Silvino Cruz
Curado; José Lemos Ferreira; Raúl Folques; Taveira
Martins; Soares Martinez; Adriano Moreira; José Malhão
Pereira; Renato Marques Pinto; Fontes Ramos; Cardeira
Rino; António Maria de Sá Alves Sameiro.
O objectivo do livro, é dar ao leitor "o direito ao
contraditório", nomeadamente face ao discurso oficial
que afirma que a Guerra de África foi "injusta" e que
estava irremediavelmente perdida.
Um livro oportuno, que seguramente abrirá um debate
necessário sobre um período tão importante da nossa
História contemporânea.»
(Duarte Branquinho)
Aquisição:
Distribuído pela 'Gradiva' a partir de Maio
de 2015, em todas as livrarias do País, nomeadamente
'Almedina, 'Bertrand' e 'FNAC', entre outras que o
desejem receber.
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Para visualização do
conteúdo clique no sublinhado que se segue:
Alocução proferida pelo Ten-Cor PilAv Brandão Ferreira,
no dia 23Abr2015, durante o lançamento do livro
Convite:

