Elementos cedidos por um colaborador
do portal UTW


Fernando Reis Lima
Fernando Eduardo Fernandes Reis Lima,
nascido a 03Mai1935 na freguesia urbana portuense da
Vitória.
Em 09Jun1961-03Jul1963 prestou serviço
militar em Angola como alferes miliciano médico,
integrado na CCS/BCac114.
O livro:
"A Guerra -
Angola 1961-1963"
título:
"A Guerra - Angola 1961-1963"
autor: Fernando Reis Lima
editor: Modo de Ler
1ªed. Porto, 04Jun2014
180 págs
preço: 19,00 €
ISBN: 978-989-83646-0-9
extracto da pág.29:
Em 10Jul61 iniciou-se a partir do Sassa,
a marcha do BCac114 com subunidades orgânicas e de
reforço, que constituiu a coluna sul da Operação
Viriato, rumo a Quicabo:
- «Quando o Batalhão se deslocava na arrancada para
Nambuangongo, as Companhias de Caçadores 115 e 117 foram
atacadas [no dia 15Jul61] por um grupo de guerrilheiros
['turras' da UPA].
Estava a Companhia de Comando e Serviços, de que eu
fazia parte, a aguardar ordem de avançar, a
umas
centenas de metros do local da emboscada, junto à ponte
de Anapasso que atravessava o rio Lifune.
Já tinha o atrelado sanitário, onde estava a tenda do
pronto-socorro e todo o material e medicamentos
necessários, atrelados a um jipão para me integrar na
coluna militar, quando, a dado momento, a maioria dos
militares começou a disparar para a mata, para repelir
eventuais atacantes.
Nunca pensei que fosse tão impressionante o barulho
produzido por tantas armas a fazer fogo!
Lembro-me de me encontrar no chão, aterrorizado com o
que assistia. Somente quando me trouxeram os primeiros
feridos reagi, esquecendo o que me rodeava e passando a
ser apenas médico.
Naquele combate, a crueza da guerra foi-me apresentada
na sua pior expressão, pois sofremos 6 mortos
(¹) e 15 [ie, 14]
feridos [entre eles 4 com gravidade]
(²), a quem prestei
assistência em condições de campanha, com os parcos
meios disponíveis.(³)
As
nossas tropas reagiram com galhardia e coragem, abatendo
cerca de duas centenas de guerrilheiros ['turras' da
UPA], a tiro e em combates à baioneta, em corpo-a-corpo.
Tive ocasião de testemunhar a coragem de muitos
militares que, gravemente feridos, me diziam para tratar
os que lhes pareciam estar pior.»
(¹) - Os mortos:
António da Cruz Silva (Soldado condutor n.º
2191/60 do 2ºPelotão da CCac115)
António da Cruz Silva, natural da
freguesia de São Pedro, concelho de Celorico da Beira,
mobilizado pelo Grupo de Companhias Trem Auto (GCTA)
para servir na Região Militar de Angola, integrado na
Companhia de Caçadores 115 do Batalhão de Caçadores 114.
Tombou em combate no dia 15 de Julho de 1961. Os seus
restos mortais repousam no cacifo n.º 7-I-C do ossário
militar do cemitério de Santana (Catete), em Angola.
António de Jesus Sousa (Soldado
atirador n.º 1217/60 do 2ºPelotão da CCac115)
António de Jesus Sousa, natural da
freguesia de Miragaia, concelho do Porto, mobilizado
pela Escola Prática de Infantaria para servir na Região
Militar de Angola, integrado na Companhia de Caçadores
115 do Batalhão de Caçadores 114. Tombou em combate no
dia 15 de Julho de 1961. Os seus restos mortais repousam
no cacifo n.º 7-H-C do ossário militar do cemitério de
Santana (Catete), em Angola.
Eduardo Carvalho Fernandes
(Soldado atirador do 2ºPelotão da CCac115)
Eduardo Carvalho Fernandes, natural da
freguesia e concelho de Guimarães, mobilizado pela
Escola Prática de Infantaria para servir na Região
Militar de Angola, integrado na Companhia de Caçadores
115 do Batalhão de Caçadores 114. Tombou em combate no
dia 15 de Julho de 1961. Os seus restos mortais repousam
no cacifo n.º 7-F do ossário militar do cemitério de
Santana (Catete), em Angola.
Manuel José de Matos (Soldado
atirador do 2ºPelotão da CCac115)
Manuel José Matos, natural da freguesia
de São Paulo de Frades, concelho de Coimbra, mobilizado
pela Escola Prática de Infantaria para servir na Região
Militar de Angola, integrado na Companhia de Caçadores
115 do Batalhão de Caçadores 114. Tombou em combate no
dia 15 de Julho de 1961. Os seus restos mortais repousam
no cacifo n.º 7-J-C do ossário militar do cemitério de
Santana (Catete), em Angola.
João Maria Certo Loureiro (Furriel
milº enfermeiro da CCS/BCac114)
João Maria Certo Loureiro, natural da
freguesia de Buarcos, concelho da Figueira da Foz,
mobilizado pelo 1.º Grupo de Companhias de Saúde (1ºGCS)
para servir na Região Militar de Angola, integrado na
Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Caçadores
114. Tombou em combate no dia 15 de Julho de 1961. Está
sepultado no cemitério da freguesia de naturalidade.
Virgílio da Costa Marques (Soldado
atirador n.º 1007/60 do 2ºPelotão da CCac115)
Virgílio da Costa Marques, natural da
freguesia de Santo António dos Olivais, concelho de
Coimbra, mobilizado pela Escola Prática de Infantaria
para servir na Região Militar de Angola, integrado na
Companhia de Caçadores 115 do Batalhão de Caçadores 114.
Tombou em combate no dia 15 de Julho de 1961. Os seus
restos mortais repousam no cacifo n.º 7-L do ossário
militar do cemitério de Santana (Catete), em Angola.
(²)
- Os feridos:
Carlos Francisco Fragoso Pires
(Soldado condutor do 2ºPelotão da CCac115), veio a ser
agraciado com a Medalha de Cobre de Valor Militar
c/Palma
Durval Prata Ferreira (Soldado
condutor do 2ºPelotão da CCac115), veio a ser agraciado
com a Medalha de Cobre de Valor Militar c/Palma
Eduardo Rego da Costa Cunhal (1.º
Cabo sapador n.º 148/60 de um pelotão da CSap123),
evacuado para o Hospital das Mabubas, onde veio a
falecer quatro dias depois
Eduardo Rego da Costa Cunhal, natural do
Paço, freguesia de Mujães, concelho de Viana do Castelo,
mobilizado pela Escola Prática de Engenharia para servir
na Região Militar de Angola, integrado na Companhia de
Sapadores 123. Faleceu no dia 19 de Julho de 1961. Os
seus restos mortais repousam no talhão militar campa 2-3
do cemitério de Sassa, em Angola.
Mário Mendes Felício (Soldado
atirador do 2ºPelotão da CCac115), evacuado para o
Hospital Militar de Luanda, onde permaneceu longos meses
internado.
(³) No socorro aos feridos:
Intervieram também o tenente milº
médico Augusto Correia Simões (da CCac115), e o
alferes milº médico Mário Afonso da Silva Madeira
(da CCac117)