Elementos cedidos por um Veterano
João
Paulo Guerra
João Paulo Guerra Baptista Coelho Vieira,
nasceu a 16Abr1942 em Lisboa; sua Mãe, foi fundadora e
chefe-de-redacção da revista "Crónica Feminina".
Em 1962 iniciou-se no jornalismo, na Rádio Renascença; e
em 1963-67 foi redactor-locutor no serviço de
noticiários 'PBX', do Rádio Clube Português.
Em Jan68, seguiu para Moçambique como alferes miliciano
do Exército, colocado na APsic do QG/Av em Nampula – vd
s/artigo "Uma Guerra sem Frente" (in BInf-EME nº37) –,
ao tempo em que o general Francisco da Costa Gomes era
comandante da RMM (Fev68-Jul69).
De acordo com informação na contra-capa do seu livro
"Memória das Guerras Coloniais", consta ter sido:
«caçador de infantaria na província [sic] do Niassa, no
Centro de Instrução de Infantaria de Nampula, e na 2ª
Repartição do Posto Avançado do Quartel-General».
O livro:
"Corações Irritáveis"

título: "Corações Irritáveis"
autor: João Paulo Guerra
editora: Clube do Autor
ano de edição: Fevereiro de 2016
número de páginas: 224
local edição: Lisboa
Encadernação: Brochado
Preço: 14,00 €
ISBN: 9789897242748
C.I.: 00000284771
«Ou foi a guerra que o fez a ele? Adélia levanta a
dúvida. Certo é que décadas após terminarem as guerras
coloniais, Henrique, como muitos dos outros 800 mil
homens que combateram, ainda não assinou o cessar-fogo
consigo próprio nem conseguiu apagar as tatuagens da
memória. E é assim que para eles – e são milhares – a
guerra ainda não acabou.
Quando Henrique fez a guerra colonial, o Ultramar não se
discutia. A guerra envolveu muitos segredos e ainda hoje
há mistérios por explicar. E quando Adélia começou a
perscrutar os segredos de Henrique, no mundo caótico dos
papéis que ele escrevia, riscava, rasgava e reescrevia,
em busca de uma verdade, era tarde para salvar o seu
homem e ela própria já mergulhara nos infernos que há
para além do inferno.
– Que fizemos de nós, Henrique? Que fizemos nós?»