Trabalhos, textos sobre a Guerra do
Ultramar ou livros
Convite:
A tribuna da História e a Comissão
Portuguesa de História Militar, têm o prazer de Convidar
V. Ex.ª para a cerimónia de lançamento do livro de John
P. Cann
Os Dragões em
África
O retorno do cavalo
nas Guerras de Contrainsurreição 1965-1974
que terá lugar na quinta-feira, dia 4
de Novembro [2021], pelas 17H30, no Salão Nobre do
Palácio da Independência, Largo de São Domingos, n.º 11,
em Lisboa.
A apresentação da obra será feita pelo
Senhor Tenente-General Alexandre Sousa Pinto.
Após a cerimónia será servido um
Setúbal de honra

O livro:
"Os Dragões em
África - O retorno do cavalo nas Guerras de
Contrainsurreição 1965-1974"

título: "Os Dragões em África - O retorno
do cavalo nas Guerras de Contrainsurreição 1965-1974"
autor: John P. Cann
editor: Tribuna da História
1ªed. Parede, Set2021
152 págs
27x20cm
pvp: 19,95 €
ISBN: 989-8219-63-3
Sinopse:
- «Em 1961, quando Portugal iniciou o esforço
militar de contrainsurreição para manter os seus
territórios africanos, estava pouco preparado para o
fazer. Foi evidente a sua dificuldade em projectar
forças militares da Metrópole europeia para os seus
vastos territórios em África. Na difícil reocupação do
Norte de Angola, onde tinham ocorridos os terrificantes
ataques em massa iniciais, Portugal percebeu que
necessitava de forças militares mais eficazes para
operações de contrassubversão em África. Havia que
atender aos conhecimentos de guerrilheiros operando em
terreno africano distinto e à modificação das forças
militares portuguesas preparadas para operações em
teatros europeus. Uma das iniciativas mais singulares e
de maior sucesso táctico, foi o reatamento de antigas
unidades de cavalaria locais, os Dragões (entretanto
reequipados com autometralhadoras!), providos já com
esquadrões de cavalaria montada a cavalo, para patrulhar
as vastas savanas do Leste de Angola e, mais tarde,
planaltos do Oeste de Moçambique.
No Sudeste de Angola, historicamente designado por
Terras do Fim do Mundo, o terreno é caracterizado por
savanas ou chanas, escassamente povoadas, que cobrem
cerca de 250000 km2, mais de duas vezes e meia a
superfície de Portugal. Nessa vastidão, as patrulhas de
cavalaria em operações de longo raio de ação, eram
capazes de localizar o inimigo e de o destruir.
Inicialmente houve grande resistência no Exército à
formação de unidades a cavalo.
"A aparente contradição do uso" de forças arcaicas num
cenário de contrainsurreição moderna, foi resolvida
quando se percebeu que, pelo preço de uma viatura
Berliet de 8 toneladas, se poderia ter um esquadrão de
cavalaria completo! A experiência foi autorizada e
provou ser um absoluto sucesso militar. Os cavalos eram
resistentes, moviam-se silenciosamente, evitavam baixas
humanas com minas e eram eficazes a surpreender os
guerrilheiros, que temiam os cavalos e se sentiam
intimidados por um soldado posicionado mais alto num
cavalo, equipado com armas modernas. Se ousassem atacar
um grupo de cavaleiros armados, estes dispersavam-se
naturalmente em seu redor! Uma patrulha nas chanas
poderia durar várias semanas e cobrir facilmente 500 km.
Este livro conta a história dos "Dragões a cavalo", que
substituíram as históricas lanças do passado, por armas
automáticas modernas. Reorganizados, desenvolveram
táticas imaginativas, eficazes e temidas, que aplicaram
nas suas constantes operações de patrulha na vastidão do
Leste de Angola, para localizar e destruir um inimigo
que atemorizava as populações. As suas patrulhas
permitiam também estabelecer contactos com os escassos
povos das savanas do Leste Angolano, e nos planaltos de
Moçambique, o que as patrulhas aéreas não permitiam
fazer.»