Tenente - General
José Lopes Alves
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Militar na reforma, José Lopes Alves foi
Chefe de Estado-Maior do Exército entre 1981 e 1983, com
a patente de Tenente-General. Ocupou também a
presidência da Revista Militar desde 1991 até 2000,
sendo membro honorário da Academia Portuguesa de
História.
Fonte:
http://www.pedroalmeidavieira.com/?p/785/1089//J/3509/
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O livro:
"Ocaso
em tempo que nasce – os últimos meses de um império"

título: "Ocaso em tempo que nasce – os
últimos meses de um império"
autor: José Lopes Alves (TGen)
editor: Europress
1ªed. Lisboa, Set2013
520 págs
24,5x14,4cm
preço: 19,80€
ISBN: 972-559-333-2
Apresentação:
O Tenente-General José Lopes Alves, natural do concelho
de Valpaços, além de militar distinto, revela-se, obra a
obra que vai publicando, um escritor de coluna
vertebral, de uma coerência pouco comum e de um domínio
temático que espanta pela sua profundidade e largueza de
conhecimentos. Tem-nos enviado, regularmente, as suas
obras e do vasto leque de autores que nos chegam, José
Lopes Alves é daqueles que mais nos surpreende, trate-se
de geopolítica e de geoestratégia, de Ética Militar, de
lagoas e outros vestígios rurais da sua Região, seja
ficção, seja de história parcelar como a Batalha de
Ourique. Mais parece um profissional das Letras do que
um militar que atingiu o topo da carreira e continua a
pedalar noutros campeonatos como o demonstra neste
volume de mais de 500 páginas, com a chancela da
Europress e nos conta, em jeito de romance «os últimos
meses de um império». Aqui está, de pé, a falar com voz
sintonizada, construtiva e sem desvios bruscos, à
narração que deve ser feita, por quem sabe do que fala.
(in
http://5l-henrique.blogspot.pt/2013/11/livros-e-autores-do-norte-2.html)
Sinopse:
Nesta obra acompanhamos o Tenente Miliciano
Jorge Miguel Alves do Canto, personagem central que foi
mobilizado para prestar serviço em Angola, no ano de
1973, no contexto da Guerra do Ultramar.
O autor, já conhecido pela publicação de alguns livros
de base histórica romanceada, cujos protagonistas,
eventos e lugares existiram ou ainda existem, mas
receberam, na sua maior parte, designações e nomes
fictícios, retrata os últimos anos da Guerra e das
províncias portuguesas ultramarinas, sempre com uma
toada romanceada, mas autêntica do que muitos militares
viveram naquela época.
«Pode já ver nitidamente o solo coberto de vegetação
escura cortada por linhas de água de reflexos prateados,
a extensa e espraiada foz do Rio Zaire e as línguas de
areia batidas pelas ondas que por norte e sul a
ladeavam».
Esta é apenas uma das várias descrições da riqueza
natural de África, que acompanham o desenrolar da
história e "transportam" o leitor para os locais dos
acontecimentos.
Excerto:
– «Galhofaram os três como se estivessem a
tratar da acção mais humanitária desta vida. O Aristides
dividiu então pelos três copos o já diminuto conteúdo da
garrafa, esvaziaram-nos ao mesmo tempo e, logo a seguir,
com um sonoro "boa noite amigo", despediram-se do
taberneiro, então empenhado, de cabeça baixa, a lavar o
balcão.
Ainda não teriam, porém, decorrido dois minutos sobre a
saída do grupo quando, trancada a porta, o taberneiro se
dirigiu para o telefone e marcou um número.
- Desejava falar com o senhor inspector Adalberto
Campos... – disse – É o Campinas!...
Logo a seguir, murmurou para si:
- Finalmente, parece-me que tenho algo de peso para
justificar a gratificação que me pagam!...
O dia seguinte, 16 de Março, uma sexta-feira, surgiu de
céu carregado e com chuva miúda puxada pelo vento.
Seguindo a rotina das suas funções no quartel-general,
Jorge do Canto, depois de ter assistido ao brifingue
matinal, sentou-se à secretária e iniciou a análise dos
documentos que lhe haviam sido distribuídos na tarde
precedente. Subitamente, porém, pelas dez horas,
irrompeu no gabinete o coronel Jorge Vilares, que, com
voz excitada, exclamou:
- Então não é que aqueles filhos das suas senhoras mães
conseguiram mais uma vez safar-se?!... Ainda não foi
desta que tiveram o prémio que merecem!.. Foi uma
pena!...».