José Marques Valente, Tenente Mil.º de
Infantaria, na situação de disponibilidade
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
| HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW |


José Marques Valente
Tenente Mil.º de Infantaria, na
situação de disponibilidade
Companhia de
Caçadores 1550
Batalhão de Caçadores 1888
«VENDO,
TRATANDO E PELEJANDO»
Guiné: 26Abr1966 a 17Jan1968
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Louvor Individual
Prémio Governador da Guiné
Cruz de Guerra de 3.ª classe e Louvor
Individual
Alferes Miliciano de Infantaria
JOSÉ MARQUES VALENTE
CCac1550/BCac1888 - RI1
GUINÉ
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria
publicada na Ordem de Serviço n.º 11 – 2.ª série, de
1967.
Por Portaria, de 25 de Abril de 1967:
Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados
em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o
Alferes Miliciano, José Marques Valente, da Companhia de
Caçadores 1550 do Batalhão de Caçadores n.º 1888 -
Regimento de Infantaria n.º 1.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 11, de 02 de Março de
1967, do Quartel General do Comando Territorial
Independente da Guiné:
Que, por seu despacho de 23 de Fevereiro de 1967 e por
proposta do Exm.º Comandante do Comando de Agrupamento
n.º 24, louvou o Alferes Miliciano, José Marques
Valente, da Companhia de Caçadores 1550 do Batalhão de
Caçadores n.º 1888, pela coragem, sangue frio, noção das
responsabilidades e total desprezo pelo perigo, que
demonstrou amplamente no ataque que o inimigo
desencadeou na noite de 17 de Janeiro de 1967 ao
aquartelamento do Xime.
Encontrava-se com pouco mais de 20 elementos das Nossas
Tropas, grande parte pertencentes à Formação quando,
repentinamente, o inimigo desencadeou o forte ataque,
com canhão sem recuo, morteiro, várias bazookas, duas
metralhadoras pesadas e grande número de armas ligeiras
automáticas. Sabia que o pessoal que habitualmente
trabalha com o morteiro 81 não se encontrava no quartel
e, por esta razão, o Alferes Valente dirige-se debaixo
de denso fogo, rastejando, para o abrigo do morteiro 81,
mostrando muita coragem, sangue frio e presença de
espírito. Sozinho, durante mais de uma hora, manobrou o
morteiro 81 com tal perícia, que obrigou o inimigo a
retirar-se tendo-se observado que quase todas as
posições onde o inimigo tinha armas pesadas foram
atingidas pelas granadas do morteiro 81, vendo-se nestes
locais muitos rastos de sangue.
Apesar de ser um oficial adjunto, esteve presente em
todas as acções de fogo em que a Companhia tomou parte,
demonstrando sempre valentia, presença de espírito e
desprezo pelo perigo.
Por tudo isto, o Alferes Valente prestou às Nossas
Tropas serviços que devem ser considerados relevantes e
muito importantes.

