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Manuel Júlio Matias Barão da Cunha,
Capitão de Cavalaria, da CCav704: Cruz de Guerra, de 3.ª
Classe
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo III, pág. 225, da RHMCA / CECA / EME
7.º Volume, Tomo II, pág.s
256 a 258, da
RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército, ed. 121,
pág. 61, de Jan1970
Apoio de um colaborador do
portal UTW
Imagens dos distintivos
cedidas pelo
veterano Carlos Coutinho |
 
Manuel Júlio Matias Barão da Cunha
Coronel de Cavalaria
na situação de reforma
Angola - Alferes de
Cavalaria do:
1.º Esquadrão do Grupo de
Reconhecimento de Angola «DRAGÕES»
«OS NOSSOS FEITOS RESPONDERÃO POR NÓS»
Jan1960 a Jan1962
Guiné
- Comandante da:
Companhia de Cavalaria 704 do Batalhão
de Cavalaria 705
«CAVALEIROS MARINHOS -
SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ»
Jul1964 a Mai1966
Medalha de Mérito
Militar, de 3.ª classe
Cruz de Guerra, de 3.ª
classe
O livro:
"Tempo Africano
-
Aquelas Longas Horas em Sete Andamentos"
Título:
"Tempo Africano / Aquelas Longas Horas em Sete
Andamentos".
Autor: Manuel Barão da
Cunha.
Edição: Câmara Municipal de
Oeiras
Prefácio: João Aguiar.
Posfácios:
tenente-general Alípio Tomé Pinto, tenente-general Vasco
Rocha Vieira, almirante João Ribeiro Pacheco e
conselheiro de Estado
Miguel Anacoreta Correia.
Outros testemunhos:
Fernando Farinha, Hélder Teixeira, Armando Inácio e
Constantino de Brito, ex-combatentes dos Dragões de
Angola; Helena Pinto Magalhães, Teresa Richter e Manuela
Jardim, pintoras nascidas em África; António Sena e
Silva, ex-alferes miliciano em Angola;
Açucena Arruda, de
Angola; coronéis José Montez, Ruben Domingues e Luís
Dias Antunes; prof. doutor Henrique Gouveia e Victor
Jesus, ex-milicianos na Guiné.
Capa: com base numa pintura
de Albano Neves e Sousa e estudo de Rui Governo.
Desenhos no inicio de cada
andamento (conjunto de capítulos): de Albano
Neves e Sousa.
Fotografias: de Fernando
Farinha e de Manuel Barão da Cunha.
Redacção de texto: Rui
Governo com o apoio de Filipa Diniz, Gabriel Domingues e
António Costa.
Concepção gráfica: Rui
Governo.
Impressão e Acabamento:
Europress, Lda.
1.ª Edição: Novembro de
2008, 500 exemplares.
© de Manuel Barão da
Cunha e Câmara Municipal de Oeiras.
Os lucros dos
direitos de autor desta edição revertem para Associação
de Antigos Alunos do Colégio Militar, Associação Coração
Amarelo e Liga dos Combatentes.
ISBN: 978-989-608-074-7
Depósito Legal:
284938/08
Apresentação do livro,
em 20 de Maio de 2009, pelo General Chito Rodrigues -
clique aqui
Prefácio:
«Tempo Africano é uma obra cuja
importância ultrapassa os limites do simples mérito
literário e deixa a perder de vista aqueles outros
limites, muito mais acanhados - e mais discutíveis - da
evocação saudosista e lamentosa. É uma obra que devemos
considerar como parte importante de algo que ainda está
muito incipiente e que, ao mesmo tempo, já tarda, pelo
que se torna urgente: a catarse da guerra colonial e da
perda do Império.
(...) para nos reencontrarmos, é
importante conhecermo-nos. Julgo que não nos
conheceremos e não nos reencontraremos se não fizermos a
catarse do Império e para isso é indispensável conhecer
esse império, nas suas grandezas e misérias, incluindo o
período final. E conhecer implica tentar - pelo
menos, tentar - pôr de lado as nossas simpatias
partidárias e os nossos preconceitos, seja qual for o
seu sinal.
Neste contexto, qualquer obra literária
sobre o assunto, se escrita com sinceridade e com
honestidade, assume grande importância,
independentemente de concordarmos, ou não, com a
perspectiva que nos apresenta; porque, sendo essa
perspectiva honesta, ela decerto reflectirá, pelo menos,
uma parte, uma faceta de uma realidade que foi vivida e
sentida, que é componente da nossa História.
(...) este livro relata uma experiência e
uma realidade extremamente difíceis de descrever
fielmente e mais difíceis ainda de apreender por gente
que não tenha vivido experiências semelhantes.
(...) Na minha interpretação (...),
Manuel Barão da Cunha fala-nos, não tanto do sonho, mas
destas marcas e de uma realidade que elas moldaram. E o
que importa, aqui, não é a guerra de África, mas os
exemplos de uma certa vivência, de uma certa
mentalidade, de uma certa forma de relacionamento, de
uma certa forma de sentir, de actuar; até mesmo
(perdoem-me a fantasia) "de uma certa forma de louvar a
Deus".
Podemos rejeitar o sonho e a sua visão do mundo. Não
podemos dizer que não existe, ou não existiu. Nem
podemos (agora, sim: lógica e racionalmente) pretender
que não é importante conhecer toda esta experiência, se
queremos conhecer-nos a nós próprios. (...)
João Aguiar (do prefácio)
Página 23:

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