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HONRA E GLÓRIA

 

Nuno Mira Vaz

 

Coronel de Cavalaria Pára-Quedista

(na situação de reforma)

 

Angola: BCP21 (Set1963 a Out1965)


Guiné: CCP121/BCP12 (Dez1966 a Mai1968 e Abr1970 a Abr1972)


Moçambique: 3ªRep-Operações/COMRA3 e BCP32 (Abr1973 a Dez1974)

 

Cruz de Guerra, de 1.ª Classe

O livro:

 

"Pára-quedistas em Combate: 1961-1975"

 

Convite:

 

O Coronel Nuno Mira Vaz, a Força Aérea Portuguesa, e a Fronteira do Caos Editores têm o prazer de convidar V. Ex.ª para a sessão de lançamento do livro:

 

"Pára-quedistas em Combate: 1961-1975"

 

Que terá lugar no auditório do Estado-Maior da Força Aérea, em Alfragide, no próximo dia 3 de Dezembro [2019], pelas 18H00.

 

A obra será apresentada pelo Dr. Nuno Rogeiro.

 

 

 

título: "Pára-quedistas em Combate: 1961-1975"
autor: Nuno Mira Vaz

editor: Fronteira do Caos
1ªed. Porto, 29Out2019
362 págs (ilustrado)
23x18 cm
pvp: 18€
dep.leg: PT-462195/19
ISBN: 989-54610-2-8

Sinopse (do editor):


- «Um livro com imensa informação sobre esta força de elite que combateu nos três teatros de operações africanos.


O livro cobre as operações com salto em para-quedas, o heli-assalto, as principais operações, os resultados operacionais. A acção em em Timor.


Contém igualmente um capítulo sobre as enfermeiras pára-quedistas.»

Da contracapa:


- «Os Pára-quedistas não comparam resultados operacionais com ninguém. Conscientes de que as tropas especiais não só dispunham de meios humanos e materiais muito superiores aos dos camaradas em quadrícula como agiam em circunstâncias de combate mais favoráveis, consideram hipócrita qualquer tentativa de alardear superioridade nesse domínio. O vasto conjunto de militares que combateu com eles em terras africanas, e que é o mais habilitado dos juízes nessa matéria, saberá preservar para as Tropas Pára-quedistas um justo lugar na sua memória.

 

Os resultados obtidos implicaram um número de mortos e de incapacitados que não puderam evitar-se e que não constituem motivo de orgulho. Motivo de orgulho é, sim, o de terem conjugado, no cumprimento imperativo das missões, a excelência técnica e a prudência táctica, porque a segurança de cada um era um bem demasiado precioso para ser negligenciado. E é por isso que, no íntimo de cada pára-quedista, serão sempre demasiados os Boinas Verdes que tombaram para sempre, sem nada pedir em troca.


Têm os seus motivos de orgulho, de que não abdicam: por terem sido os primeiros a voar da Metrópole para os Dembos em 16 de Março de 1961; por terem estado entre os últimos a saír de África e de Timor; por não terem deixado nenhum camarada para trás; por terem respeitado nos campos de batalha os que contra eles se bateram; por terem agido guiados pela Honra, pelo Dever e pela Camaradagem.»

Excerto:


- «Há na verdade, no comportamento das Tropas Pára-Quedistas em África, uma inequívoca linha de continuidade, feita de profissionalismo e de prontidão.


Um profissionalismo garantido por quadros permanentes com elevada aptidão psicofísica, experiência operacional e determinação no cumprimento da missão; e uma prontidão reconhecida pela generalidade dos responsáveis políticos e militares, que determinou terem estado os Boinas Verdes entre os primeiros militares a marchar para Angola em Março de 1961 e entre os últimos a deixar os territórios africanos em 1975, podendo ainda lembrar-se que, quando a situação se degradou perigosamente em Timor, foram eles que ali se mantiveram disponíveis para correr riscos, constituindo por um período de tempo apreciável, apesar de reduzidos a escassas dezenas, o único segmento militar com capacidade operacional naquele longínquo território. Do primeiro ao último dia das Guerras de África, os pára-quedistas foram uma garantia de fiabilidade e por isso lhes couberam algumas das acções mais espinhosas, dos assaltos mais duros e das nomadizações mais prolongadas.»

Índice:
Pág. 9 ....... Agradecimentos
Pág. 11 ..... Introdução
Pág. 17 ..... Os primeiros a chegar
Pág. 41 ..... Operações com salto em pára-quedas
Pág. 75 ..... Angola
Pág.145 .... Guiné
Pág.219 .... Moçambique
Pág.261 .... Os últimos a partir
Pág.303 .... Enfermeiras de Camuflado
Pág.329 .... Ninguém fica para trás
Pág.349 .... Epílogo
Pág.351 .... Resultados operacionais
Pág.357 .... Bibliografia

Recensão:


- «Um excelente livro sobre a Guerra do Ultramar e em muitos aspectos será mesmo um dos melhores já publicados sobre este conflito! O autor socorre-se de factos comprovados, não esconde dificuldades, mostra-nos o campo de batalha como poucas vezes se tem lido. Esta obra de Nuno Mira Vaz, coronel pára-quedista que fez a guerra e já publicou vários livros em diferentes estilos, tem como objectivo mostrar ao leitor os principais feitos de armas dos boinas verdes portugueses na guerra em Angola, Guiné, Moçambique e Timor, dos primeiros dias do conflito aos últimos da descolonização.


Um primeiro aspecto que importa destacar, o facto de Mira Vaz não pretender ganhar para os pára-quedistas qualquer campeonato, forçando um lugar cimeiro em rankings mais ou menos discutíveis que se podem sempre ajeitar com o decorrer dos anos, antes, faz questão de partilhar muitas vitórias!


"Pelo facto de terem nascido na Força Aérea, as Tropas Pára-quedistas dispuseram de condições muito favoráveis para se organizarem e prepararem para combater. Arma jovem, a Força Aérea estabeleceu com os Páras uma relação que, em lugar de privilegiar a dependência hierárquica, estimulava a iniciativa e o sentido de responsabilidade. Desta relação peculiar nasceu o binómio pára-quedista/helicóptero, uma parceria capaz de alcançar elevados padrões de rendimento nos mais diversos tipos de acções de combate. A colaboração era de tal modo intensa que, em certas operações, se revelou impossível determinar, com exactidão, quantos guerrilheiros haviam sido atingidos pelo canhão do helicóptero ou pelas armas dos pára-quedistas."


Não é um livro sobre a história das tropas pára-quedistas, muita coisa fica de fora, mas centra-se com um rigor inexcedível naquelas operações que lhe pareceram mais significativas. O que não está confirmado é assim referido e uma ou outra suposição - por exemplo, muitas vezes o número de feridos inimigos era de difícil avaliação -, fica clara.


No decorrer da obra são várias as transcrições de outros autores e também de relatos da imprensa da época sobre algumas operações/factos. Mira Vaz deixa para terceiros - muitos não-pára-quedistas -, os maiores elogios à actuação dos Páras!


Para nós que somos consumidores frequentes deste tipo de literatura, um dos aspectos mais marcantes, é o modo como muitas situações de combate são descritas mas também o facto de ser apenas um livro sobre a guerra. Está muito bem escrito, de leitura fácil, compreensível, sem divagações ou considerações mais ou menos pessoais a que muitos autores compreensivelmente não conseguem fugir.


Baseado nos relatórios de operações da altura e muitas vezes também em declarações actuais dos intervenientes de então, são de um realismo raramente alcançado. Não finge que na guerra não matávamos, a descrição de situações em que o fulano de tal abateu, matou, são muito frequentes, e do mesmo modo os nossos, com nomes, também morrem e ficam feridos e estropiados.


Muitos exemplos podia aqui dar, mas numa apreciação mais pessoal impressiona a quantidade de vezes - e não são todas as operações, repito, são algumas das mais significativas -, que os pára-quedistas na Guiné se encontravam frente-a-frente com o inimigo, não raras vezes bem armado - inclusive com armas pesadas que os Páras não dispunham -, treinado e motivado, e combatiam ferozmente. A vitória no campo de batalha acabava por acontecer pela preparação técnico-táctica e física dos nossos militares, pelo superior enquadramento, mas também, 'in extremis', pelo apoio aéreo - aviões - e mais frequentemente a entrada em acção do temível AL-III canhão.


Não pretendo aqui fazer uma síntese de todo o livro, apenas assinalar alguns aspectos. Por exemplo em Angola é de realçar não só os tempos heróicos do início da guerra - que incluíram combates corpo-a-corpo e a muito curta distância -, quando os pára-quedistas foram os primeiros a chegar idos de Lisboa logo no dia seguinte aos massacres de 15 de Março de 1961, como mais tarde os combates no Leste que dizimaram o MPLA e, por fim, o sucesso das técnicas e tácticas de contra-infiltração que foram sendo aperfeiçoadas em conjunto com a Força Aérea e que se traduziam em resultados significativos em termos de baixas causadas ao inimigo e capturas de material. As últimas operações de combate em Angola, já depois do golpe de 25 de Abril de 1974 em Lisboa, surpreendem pelos efectivos que o inimigo empenhava - aqui a FNLA -, e o seu armamento. De Moçambique as tremendas distâncias muitas vezes sem qualquer hipóteses de apoio nem terrestre nem aéreo, e um inimigo aguerrido e esquivo. A sede e o drama das evacuações está descrito de modo notável, eu diria arrepiante pelo detalhe, numa parte do último capítulo, pela pena do segundo sargento Joaquim Coelho.


O preço de sangue destes 15 anos de guerra para as Tropas Pára-quedistas Portuguesas escreve-se em duas pesadas linhas: causaram 2780 mortos e 981 feridos confirmados ao inimigo, sofreram 160 mortos e 737 feridos.


Desde muito cedo durante a guerra, em 1968, que os pára-quedistas honraram os seus mortos, construindo em Tancos na Casa-Mãe das Tropas Pára-quedistas Portuguesas, o Monumento aos Mortos em Combate. O seu culto e o respeito com que é tratado marcou e marca hoje todos os que serviram nas Tropas Pára-quedistas.


Portugal mudou muito, onde antes combatemos hoje há países independentes e amigos, mas o respeito por aqueles que morreram ao serviço da Pátria ultrapassa regimes políticos, gerações, ideologias.


Em Tancos, no Monumento, em várias Paradas com os seus nomes, e no Museu das Tropas Pára-quedistas, sem complexos, nunca se esqueceram os mortos em combate. Ainda hoje assim é e este livro vem reforçar esse culto pelo conhecimento que transporta até todos.


A leitura deste livro é uma lição de história centrada no valor do militar pára-quedista em combate e a coragem que demonstrava frente ao inimigo. A competência técnica e táctica, especialmente nos escalões mais baixos - da companhia à secção, mesmo que ocasionalmente todo um batalhão (ou mesmo dois!) tenha sido empregue -, produziram os resultados aqui bem explícitos.


Caro leitor, este pequeno texto que aqui termino, acredite, não faz jus ao livro, terá que o ler. Mesmo que não tenha sido ou seja pára-quedista, mas se tem interesse no que foi a Guerra do Ultramar do ponto de vista do combatente - e Mira Vaz aborda várias vezes acções em que outras unidades quer de Intervenção quer de Quadrícula intervieram -, daquele que enfrentava o inimigo "olhos nos olhos" tem aqui uma excelente fonte de informação!


Tem muitas fotos a preto e branco, vários mapas e quadros resumos dos resultados operacionais, quer em termos de baixas quer de material capturado.»


(Miguel Silva Machado, 20Nov2019)

 

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