«..."Como foi o empenhamento
da Arma de Cavalaria durante a
Guerra de África (1961-1974),
relativamente à tipologia e à
quantidade de unidades mobilizadas
para emprego operacional em cada um
dos três Teatros de Operações
(Angola, Guiné e Moçambique)?"
O empenhamento da Arma de
Cavalaria na Guerra de África
demonstrou-se bastante complexo e
multifacetado, como é demonstrado no
gráfico da tendo em conta que não se
resumiu a mobilizar unidades "puras"
de Cavalaria. O esforço de
mobilização de unidades do tipo
Atiradores revelou-se fundamental na
contribuição da Arma de Cavalaria,
sendo o tipo de unidades mais
mobilizado.
Em suma, dos BCav mobilizados para
os três TO, o peso relativo ao
empenhamento total da mobilização da
Arma representou: em Angola 26%, na
Guiné 10% e em Moçambique 19%.
Quanto ás CCav, estas unidades
também pesaram de forma diferente no
esforço da Arma. Em Angola
corresponderam a 30%, na Guiné a 19%
e em Moçambique 26%. No total, no
que toca á tipologia Atiradores, os
valores totais são bastante
expressivos com semelhanças entre os
TO de Angola e Moçambique. Em
Angola, os BCav e CCav correspondem
a 56%, na Guiné são 29%, e em
Moçambique 55%.
Em termos de unidades de
Reconhecimento, os ERec mobilizados
na metrópole significaram 7% do
total das unidades mobilizadas para
a Guiné. Por outro lado, os PelRec
significaram 10% em Angola, 55% na
Guiné e 30% em Moçambique. No total,
o tipo de unidades de Reconhecimento
significou 62% das unidades
mobilizadas para a Guiné. Este valor
bastante considerável, uma vez que
representa quase dois terços do
esforço de mobilização.
Quanto ás unidades de CPM, o seu
peso no empenhamento total da Arma
de Cavalaria divide-se pelos TO da
seguinte forma: Angola 18%, Guiné 5%
e Moçambique 25%. E os PelPM
representaram 16% em Angola e 4% na
Guiné. No total, o tipo de unidades
da Policia Militar representou 34%
das unidades mobilizadas para
Angola, 9% na Guiné e 25% em
Moçambique. Considerando os dados
apresentados pelas figuras 32, 33 e
34, e o efetivo padrão69
de cada tipo de unidade apresentado
de seguida, podemos obter a
proporção aproximada em termos do
número de militares mobilizados,
para cada TO.
• BCav: 600 militares
• CCav: 160 militares
• ERec: 120 militares
• PelRec Fox: 30 militares
• PelRec Daimler: 15 militares
• CPM: 140 militares
• PelPM: 40 militares
No TO de Angola, os BCav e as CCav
destacam-se com 67% e 19%,
respetivamente, de seguida as CPM
representam 11% e os PelPM apenas
3%. Em termos de militares
mobilizados, a componente de
atiradores não tem expressão para o
TO de Angola, não atingindo sequer
1%.
Relativamente á Guiné, os BCav
simbolizam 53% dos militares e as
CCav 26%. A componente do
Reconhecimento já apresenta valores
diferentes de Angola, sendo que os
ERec correspondem a 7% e os PelRec a
8%. Quanto á Policia Militar, tem
menor impacto neste TO que em
qualquer outro, com 5% a
corresponderem ás CPM e apenas 1%
aos PelPM.
Quanto a Moçambique, 58% dos
militares mobilizados foram
integrados em BCav, e 22% em CCav.
Os PelRec apenas simbolizam 2% e as
CPM 18%.
No total dos três TO, os BCav e as
CCav correspondem a 61% e 23%,
respetivamente, os ERec a 2% e os
PelRec a 1%. As CPM registam 11% do
efetivo total mobilizado e os PelPM
apenas 2%. Através da análise dos
dados anteriores, podemos afirmar
que, apesar do valor referente às
percentagens de militares do tipo
Atiradores, se destacar da mesma
forma que na análise do número de
unidades mobilizadas, o mesmo não se
verifica com as unidades de
Reconhecimento. Após observarmos o
panorama das unidades mobilizadas
pela Arma de Cavalaria para os três
TO, podemos concluir que fosse em
BCav ou em CCav, o esforço foi
maioritariamente exercido na
tipologia Atiradores.
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