|

TRABALHOS, TEXTOS
SOBRE OPERAÇÕES MILITARES ou LIVROS
Imagem da capa cedido por
Ilídio
Costa
Restantes elementos
cedidos por LC123278
Ricardo Marques
(nascido em 1974)
 |
"Moçambique
- O Regresso dos Soldados"
editor: Publicações
Dom Quixote
1ªed. Lisboa, 2005
19x13cm
185 págs (ilustrado
c/fotos p-b)
preço: 12.20€
ISBN: 972-20-2827-8
|

Sinopse (1)
- «Nas entrevistas
que fiz, muitas delas na Ilha de Moçambique, procurei
que me falassem principalmente das outras coisas. Dos
cheiros, das cores, das gentes. Mas também da guerra, do
medo e da morte. Todos aceitaram, com mais ou menos
vontade. São conversas que nunca esquecerei. Que não
poderei esquecer. Esta viagem começa junto a um rio, não
muito longe de Maputo. Começa com um menino que lança
barcos de cana à água e com um exercício de imaginação.
Os portugueses vão nesse barco, incapazes de luta contra
a corrente, ao encontro de Moçambique. Resta-lhes
partir. O convite que lhe faço é que os acompanhe.»
(o autor)
in:
http://www.dquixote.pt/pesquisa.html?area=&code=1&titulo=regresso
Sinopse (2)
- «Ricardo Marques é
um jornalista do Correio de Manhã, de Lisboa. Neste
livro narra a sua viagem a Moçambique como
acompanhante-cronista de um pequeno grupo de antigos
soldados da guerra colonial/de libertação (que o nome
varia conforme quem lê), um grupo heterógeneo - há
notícias de outras visitas de grupos nascidos na própria
guerra, antigas companhias ou regimentos. [...] Nele se
revive o corolário da nostalgia desses antigos soldados,
hoje (quase) reformados, na sua esmagadora maioria
regressando pela primeira vez onde combateram na
juventude. [...] Mas onde também ganharam afecto à
terra, às pessoas. Essas contradições que fazem rica a
vida. [...] Mas o livro é também a memória das
impressões de então, cruzada com as de hoje, tornando-o
assim pequeno documento para entender a visão que os
soldados tinham, e iam criando, do Moçambique onde
guerreavam. E de como essa imagem se foi transformando
até ao hoje. Torna-o também interessante uma prosa seca,
com a vantagem de procurar fugir a moralizações,
saudosismos, exotismos, turistismos. Vai vendo e ouvindo
os velhos soldados, transmite-nos o que eles viram e vêm
aqui. Depois tem piada encontrar velhos conhecidos por
entre o livro, o padre Lopes na ilha, ainda a falar da
maldita (e horrorosa) estátua do Camões, o Simões (que
se irritaria se lesse o livro), o lendário Santos de
Mueda, símbolo do tasqueiro português, que vim a apanhar
no Encontro e na Tasca de Pemba, agora algures em Nacala,
entre outros. E assuntos que fazem a história actual,
como o omnipresente boato do pagamento de pensões aos
ex-soldados do exército português, coisa que durou para
aí uma década e que exigiria um livro, sobre
expectativas criadas e também sobre a extraordinária
capacidade de reprodução de boatos. [...] É o registo de
uma viagem, uma romaria de saudade que é também catarse.
Não pretende ser mais nada. Se não se for mais exigente,
lê-se com muito prazer. E toma-se até como fonte. [...]
Marques e os outros passaram e viram. Lido sem
criticismos absurdos o livro é bem interessante. E,
particularmente, para os velhos soldados. [...] Aqui
narra-se uma viagem em finais de 2003. [...] Significa
também o peso simbólico que estas viagens têm ainda. Em
ambos os lados de então. Se tiver sido verdade bastaria
ler um livro assim, ver as fotos, para o desengano.
Memórias vivas. E, surpreendentemente (?), fraternais.
Apesar da guerra que fizeram? Por causa da guerra que
fizeram.»
(José Pimentel
Teixeira
<maschamba@gmail.com>, 24Abr2006 14:14)
in:
http://maschamba.weblog.com.pt/arquivo/2006/04/o_regresso_dos.html
Sinopse (3)
Excerto da página
934, Análise Social, Vol. XL (4.º), 2005 (n.º
177), pp. 925-945 - in:
http://analisesocial.ics.ul.pt/?no=101000100011 -
Ficheiro em formato "pdf" -
clique aqui para visualização do teor completo.
Do livro "Sobreviver num mar de tinta",
de René
Pélissier
[...] Ora,
assistimos, desde há uns anos para cá, a uma espécie de
turismo sentimental relativamente à Guiné e a
Moçambique. Nada em relação a Angola? Antigos
combatentes viajam, em grupo, na direcção da sua
juventude, dos seus medos, dos seus sofrimentos, das
guarnições abandonadas há mais de trinta anos. E este
fenómeno dá origem a alguns livros. Dois bons exemplos?
Moçambique. O regresso dos soldados20 é uma
reportagem muito literária de um jornalista que não
viveu este período, mas que em Novembro de 2003
acompanhou um punhado destes homens, mais gordos, mais
velhos e nostálgicos. Inevitavelmente, depois do
cemitério de Maputo, o grupo toma a direcção do Norte de
Moçambique. Pemba, Mocimboa da Praia (parece que
regressámos a 1915-1917), mas, mais grave, Antadora,
Chai, Sagal (as casernas abandonadas foram pilhadas e
destruídas pela população), Mueda (não seria
propriamente Cascais!), Lichinga, as guarnições do lago
Niassa. Os portugueses levam presentes e o que notamos é
a ausência de hostilidade de parte a parte. Existe um
pathos em cada reencontro, nomeadamente com os
mestiços de 30-40 anos deixados para trás pelos
soldados. Eles procuram os pais! Chora-se. Em Montepuez
há uma reunião com um ex-comando moçambicano, agora
coronel da FRELIMO. Onde estão os inimigos de ontem? O
historiador nota que o autor, Ricardo Marques, inseriu
capítulos históricos para que todos os seus leitores
pudessem compreender as origens e o desenvolvimento
desta guerra. Isto quer dizer que a «nova» geração tem
necessidade de saber o que é que os seus avós ou os seus
pais fizeram nessa guerra, já tão longínqua como a de
1914. Dito de outra maneira, a guerra colonial apaga-se
progressivamente da consciência nacional, e é
lamentável, pois, devido às transformações que ela
provocou na sociedade e na história portuguesas, é
Alcácer-Quibir, mas sem sebastianismo (até agora). Um
bom livro. [...]
Índice
Agradecimentos
Prefácio
Introdução
Maputo
A
corrente
Fotografia na Marginal
O sonho
nasce da ausência
É golo,
presidente!
Economia
I
Economia
II
Vinte
anos, outra vez
Campas
sem nome
Para
Norte
Um país
no aeroporto
Jornal
pelo ar
Still
the one
O livro
da guerra
Lucas
desapareceu
Meninos
da areia
O
cruzamento
Escolher
a espada
Mondlane
e Machel
A Curva
da Morte
Catarina,
Moçambicana de Portugal
Nó Górdio
Encontrar-te onde estejas
«Vocês
recebiam ordens»
Figuras
do passado
As
árvores morrem de pé
Guerra no
corpo deles
Lugar
nenhum
Pequena
lição de Maconde pelo professor Geraldo
As horas
e o Texas
À procura
de uma imagem
Companhia
de Comandos
O livro e
a fotocópia
As cartas
de José capela
Uma
história que falta
Nas ondas
do lago
O ouro é
branco
Ilha
Portugal
foi aqui
Estes pés
que castigam
Vida e
obra do Padre Lopes
Maputo
Sistema
solar
A foto e
o saco
Conclusão
do jornal
Bush,
Saddam e o táxi
Bibliografia
|