|
Trabalhos, textos ou livros sobre a Guerra do Ultramar
"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
José Alberto de Moura Calheiros
Coronel de Infantaria Pára-Quedista na situação de
reforma

Brevíssima Resenha
Castrense
José Alberto de Moura Calheiros, Coronel de Infantaria
Pára-Quedista, nascido no dia 13
de
Agosto de 1936, na freguesia de Peso, concelho da
Covilhã;
No dia 14 de Outubro de 1954, ingressa na Escola do
Exército (EE) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI» no
curso de infantaria, após a sua conclusão, foi colocado
na Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM»
para
tirocínio;
Concluído o tirocínio, foi colocado no Regimento de
Infantaria 7 (RI7 - Leiria) «HONRA E GLÓRIA» - «SINE
SANGUINE
VICTORIA NON EST», onde ministrou uma recruta;
Em 01 de Setembro de 1958, ingressa como voluntário nas
tropas para-quedistas, pelo que se apresenta no Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas (BCP - Tancos) «QUE NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», onde frequenta o 5.º Curso de
Paraquedismo Militar, que veio a concluir em Novembro de
1958, pelo que lhe foi atribuído o brevet n.º 358;
Em
01 de Novembro de 1958, promovido a Alferes;

Em 01 de Dezembro de 1960, promovido a Tenente;

Em 01 de Janeiro de 1963, promovido a Capitão;
Em
Maio de 1963, mobilizado pelo Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA
POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província
Ultramarina
de Angola, integrado no Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE
QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE E
GRANDEZA»;
Em 12 de Agosto de 1963, assume o comando da 1.ª
Companhia de Caçadores Pára-Quedistas «IRMÃOS DE MARTE»
do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21)
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea
(2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;
Em
19 de Julho de 1964, cessa as funções de comandante
daquela companhia de pára-quedistas e fica
integrado no
respectivo batalhão;
Em Maio de 1965, regressa à Metrópole e ao Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM»;
Em 1965, agraciado com a Medalha de Mérito Militar de
3.ª classe;
Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Angola
1963 – 65”;

Tancos, em 1967, com o seu corpo de instrutores, todos
Pára-Quiedistas que haveriam de fazer mais que uma
comissão, da esquerda para a direita: Alferes Cordeiro
(falecido Guiné 1974), Alferes Coutinho, Alferes Valente
dos Santos, Alferes Terras Marques, Alferes Pires, PSar
Leitão, Alferes Almeida Martins, PSar Caldeira, PSar
Lança (falecido)
 Em
Agosto de 1967, mobilizado pelo Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina
de Moçambique,
integrado
no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31 -
Beira) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» do Comando da
Região Aérea n.º 3 (COMRA3) «LEALDADE E CONFIANÇA»;
Em 01 de Outubro de 1967, assume o comando da 2.ª
Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) do
Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31 - Beira) «HONRA-SE
A PÁTRIA DE TAL GENTE» do Comando da Região Aérea n.º 3
(COMRA3) «LEALDADE E CONFIANÇA»;
Em
17 de Janeiro de 1968, cessa as funções de comandante
daquela companhia de pára-quedistas;
Em 21 de Janeiro de
1968,
assume o comando da 2.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas (2ªCCP) do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 32 (BCP32 - Nacala) «FAMOSA GENTE A
GUERRA USADA» do Comando da Região Aérea n.º 3 (COMRA3)
«LEALDADE E CONFIANÇA»;
Louvor publicado na Ordem de Serviço n.º 293, de 16 de
Dezembro de 1968, do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 32:
“Louvo o Oficial abaixo mencionado, porque, comandando a
2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) desde
há 14 meses, vem confirmando apuradas qualidades morais
e militares e conseguiu elevar e manter a sua
Sub-Unidade a alto nível de disciplina, permanente
prontidão e eficiência.
Quando da transferência da sua Companhia para esta
Unidade, soube vencer grandes dificuldades inerentes ao
modo como se processou aquela transferência, assim como
as derivadas de imediato empenhamento em operações e,
apesar de sempre intensa actividade operacional,
transformou a 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
(2ªCCP) numa Sub-Unidade com Espírito de Corpo bem
vincado e muita valia, de que o Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 32 (BCP32) legitimamente se orgulha.
Com acentuado espírito de cooperação, sabedor e
experiente, ponderado e bom organizador, com espírito de
sacrifício que lhe permite dominar por vezes precárias
condições físicas, o Capitão MOURA CALHEIROS é Oficial
de carácter e muito mérito cuja acção bem tem
contribuído para a crescente valorização da Sub-Unidade,
o CAP/PARA/2CCP JOSÉ ALBERTO DE MOURA CALHEIROS.”

1969: Nacala

Capitão José Alberto de Moura Calheiros
Em
15 de Fevereiro de 1969, cessa as funções de comandante
daquela companhia de pára-quedistas e fica integrado no
respectivo batalhão;
Em 05 de Maio de 1969, promovido a Major;
Louvado por feitos em combate, publicado na Ordem de
Serviço n.º 62, de 17 de Maio de 1969, do Comando da
Região Aérea n.º 3:
“Pelo
Comando da Região Aérea n.º 3 (COMRA3) foi louvado o
oficial abaixo indicado, por após ter assumido o comando
da 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) em
13 de Setembro de 1967 na Beira, se terem processado no
prazo de dois meses as rendições de quase todos os
quadros da companhia, dificuldade que aliada à
transferência da companhia para Nacala constituíram
problemas só solucionadas por um oficial distinto, com
impecável organização e que sabe conduzir a bom termo
todas as missões que lhe são atribuídas.
De 13 de Setembro de 1967 a 15 de Março de 1969, período
em que comandou a companhia e efectuou 20 operações na
Zona de Intervenção Norte (ZIN) dando a todas integral
cumprimento, tendo em muitas delas tido referências
altamente elogiosas, destacando-se as seguintes:
“VERMELHA”, “DRAGÃO DOURADO”, “SALTO EM FRENTE”,
“MILHARFE UM”, “MILHAFRE QUATRO”, “TIRA TEIMAS”, “ZEBRA
TRÊS” e “ZEBRA QUATRO”.
A companhia sob o seu comando nos sectores onde tem
actuado foi sempre considerado pelos comandos
respectivos uma companhia de eleição quer pelo aspecto
disciplinar quer pelos processos de actuação nas zonas
infestadas pelo inimigo.
Comandando por vezes agrupamentos equivalentes a duas
companhias sempre teve comportamento digno de oficial
superior.
O Capitão JOSÉ ALBERTO DE MOURA CALHEIROS em quase todas
as operações efectuou golpes de mão com êxito e em
condições por vezes difíceis, sofreu emboscadas por
parte do inimigo tendo revelado em todas as acções
qualidades invulgares de energia, decisão e sangue-frio.
Nos períodos de descanso este oficial teve comportamento
altamente meritório nos aspectos desportivos, de
instrução, obras de recreação para as suas tropas.
A sua acção deste oficial durante o período em que
comandou a 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
(2ªCCP), caraterizou-se pelo dinamismo, eficiência e
distinção, sendo considerado altamente dignificante por
forma a honrar as tropas Pára-Quedistas.
Os serviços prestados pelo honrar pelo Capitão JOSÉ
ALBERTO DE MOURA CALHEIROS são considerados relevantes
muito distintos e extraordinários, o CAP/PARÁ JOSÉ
ALBERTO DE MOURA CALHEIROS”
Em Setembro de 1969, regressa à Metrópole e ao Regimento
de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;
Agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª
classe Colectiva – Batalhão de
Caçadores
Pára-Quedistas 31 – pelo Decreto n.º 49109,
de 09 de Julho de 1969, publicado no Diário do Governo
n.º 159/1969, Série I, de 9 de Julho de 1969.

Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais com a legenda
“Moçambique 1967 – 69”;
Em Agosto de 1971, mobilizado Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»
para servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné,
como Oficial de Operações do Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E LUTA» da
Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»,
cuja função exerceu até 18 de Setembro de 1972;
Em 07 de Outubro de 1972, nomeado 2.º comandante do
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E
LUTA»;
Agraciado com a
Medalha de Ouro de Valor Militar
com Palma Colectiva – Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 – publicado no Diário do
Governo n.º 43, 2.ª série, de 20 de Fevereiro de 1973;
Em 31 de Julho de 1973, cessa as funções de 2.º
comandante do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12
«UNIDADE E LUTA»;

Seguidamente e sucessivamente, nomeado comandante do
Comando Operacional n.º 3 (COP3), Oficial de Operações
dos Comandos Operacionais n.ºs 4 (COP4) e 5 (COP5);
Em Outubro de 1973, regressa à Metrópole;
Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Guiné
1971 – 73”;
Agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos
com Palma, publicado no Diário do Governo n.º 12, 2.ª
Série de 15 de Janeiro de 1974:
Major
Pára-Quedista
JOSÉ ALBERTO DE MOURA CALHEIROS
Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma
Diário do Governo n.º 12, 2.ª Série de 15 de Janeiro de
1974
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
da Defesa Nacional, louvar, por proposta do
comandante-chefe das forças armadas da Guiné, o major de
infantaria Pára-Quedista José Alberto Moura Calheiros,
pela forma altamente eficiente como se desempenhou das
funções que lhe foram confiadas durante a sua comissão
de serviço da Guiné.
Oficial de reconhecida competência profissional,
dedicação sem limites e grande experiência de campanha,
foi, inicialmente como chefe da secção de operações e
depois como 2.º comandante da sua unidade, um valoroso
colaborador do seu comandante, distinguindo-se pelo bom
senso, meticulosidade e iniciativa com que resolveu
todos os problemas que se lhe depararam.
Além de prestimosa colaboração prestada no planeamento
das operações realizadas pelo seu batalhão, acompanhou a
sua quase totalidade, quer no terreno, junto das tropas
executantes, quer em avião, em posto de comando volante,
onde somou mais de duas centenas de horas de voo, em
situação de risco evidente, como quando a aeronave em
que seguia foi atingida pelo fogo inimigo.
Merece também ser destacada a sua acção como adjunto do
comando operacional n.º 4, pelo entusiasmo e elevada
proficiência com que cumpriu as importantes tarefas que
lhe foram atribuídas, contribuindo significativamente
para os resultados obtidos no âmbito da manobra militar
e no quadro de promoção sócio-económica das populações
da área.
O major Calheiros, confirmando o alto conceito em que é
tido nas tropas Pára-quedistas, ganhou jus a que os
serviços que prestou em campanha no teatro de operações
da Guiné, sejam classificados de extraordinários,
relevantes e distintos.
Após
o 25 de Abril de 1974, é nomeado 2.º comandante do
Destacamento Militar da TAP, o qual tinha sido criado
por decreto da Junta Nacional de Salvação, onde é
colocado uma
Companhia
de Caçadores Pára-Quedistas (CCP) para pôr cobro aos
graves tumultos dos trabalhadores, pois era necessário
colocar em marcha as pontes aéreas, tinha como
Comandante o Major Pára- Quedista
Mansilha.
Em 1974, agraciado com a Medalha de Mérito Militar de
2.ª classe;
Em 11 de Março de 1975, graduado em Coronel e nomeado
por imposição Comandante do Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM», cargo que exerceu
no
período de 12 de Março até 05 de Julho de 1975,
altura
em que aquele Regimento passou a denominar-se por Base
Escola de Tropas Paraquedistas (BETP) «QUE NUNCA POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM», continuando, no entanto, no
comando até Novembro de 1975;
Em
01 de Janeiro de 1976, promovido a Tenente-Coronel;
Em 1977, nomeado Chefe Estado-Maior do Corpo de Tropas
Paraquedistas (CTP) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»,
sendo um dos grandes impulsionadores da criação da
Brigada Ligeira de Paraquedistas;
Em 13 de Dezembro de 1979, promovido a Coronel;
Em 1981, cessa as funções de Estado-Maior do Corpo de
Tropas Paraquedistas (CTP) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL
GENTE»;
Em Fevereiro de 1981, passa a situação de reserva com o
Posto de Coronel de Infantaria Pára-Quiedista;
Licenciado em Finanças pelo ISCEF – Instituto Superior
de Ciências Económicas e Financeiras, passou então a
desempenhar funções de técnico economista no Ministério
da Indústria, IPE – Instituto de Participações do Estado
e na Direcção Financeira de empresas. Mais tarde
dedicou-se à gestão de empresas.
Hoje está reformado e afastado de qualquer actividade
profissional.

|