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10 de Junho

Celebrações do 10 de Junho - Encontro Nacional de Combatentes

 

 

Dia de Portugal

 

 

10 de Junho - As cerimónias

 

 

10 de Junho de 1968 (Coimbra)

 

 

In Jornal do Exército n.º 103, páginas 4 e 5, de Julho de 1968:

 

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Na hierarquia das datas simbólicas, a que hoje se celebra tem para nós, Portugueses, lugar cimeiro que só pode ser excedido pelo Natal, pois se este une o divino ao humano, o Dia de Portugal evoca tudo o que nos prende uns aos outros e à terra nesta grandiosa empresa colectiva que é a afirmação de uma Pátria perante a história e perante o Mundo. E se o Natal nos recorda os sentimentos de amor ao próximo que são a essência do cristianismo, está convencionado que o 10 de Junho seja consagrado ao que nos dignifica e engrandece como nação. No calendário da Pátria, o dia de hoje é, pois, o momento apropriado para reavivarmos a consciência do que somos e do que queremos, para honrarmos a memória dos que nos antecederam e, sobretudo, dos que tudo sacrificaram pela comunidade nacional, e para confirmarmos a decisão de continuarmos dignos da herança que recebemos.

O Dia de Portugal é, na sua mais alta expressão, o Dia dos Heróis, pois são estes, com a sua devoção à causa sagrada da Pátria, que têm perpetuado o nome do nosso país através de séculos de história gloriosa. Com plena justificação, as Forças Armadas Portuguesas prestam, pois, hoje homenagem aos que, por actos de bravura e nalguns casos com abnegado sacrifício da vida, continuam em nossos dias a gesta que deu a Portugal um lugar no Mundo.

As nações não se edificam de uma vez para sempre. São actos de fé que quotidianamente se renovam e que a todo o momento precisam de ser defendidos sem tibiezas. Contra Portugal surgiram, no meio da subversão de valores que avassala o Mundo, ameaças brutais que põem em causa, não só os nossos incontestáveis direitos e o bem-estar de quantos vivem ao abrigo da nossa bandeira, mas o próprio futuro da civilização ocidental. Ante esse desafio, Portugal não manitestou as hesitações e fraquezas que são sintoma das nações em declínio. Com uma força de ânimo digna das suas melhores tradições e a que a história fará justiça, a Pátria ergueu-se em defesa do solo nacional, sentindo bem que está tão presente nas veigas do Minho, nos fraguedos da Beira ou nas planícies do Alentejo como nas florestas de Cabinda ou nos matagais de Moçambique.

Para salvar a sua honra, para cumprir o seu dever para com a civilização ameaçada por bandos terroristas treinados e armados no estrangeiro, Portugal precisou de apelar para a coragem e o espirito de sacrifício dos seus melhores filhos. E estes não lhe faltaram na hora de provação. Às gerações de bravos que fizeram a glória desta nação outra veio agora juntar-se, igual às anteriores no denodo e na fidelidade, que são características imperecíveis do nosso povo.

Uma tranquila certeza multiplica as forças dos nossos combatentes - a de que lutam por uma causa justa. Portugal não faz guerra para destruir ou conquistar, mas para defender direitos e valores morais de que seria abjecta cobardia abdicar. O que está em jogo em Africa não são apenas alguns interesses económicos, mas o destino de uma Pátria, por vocação plurirracial e multicontinental.

Hã séculos que o nosso país põe em prática uma cruzada de paz e de fraternidade, levando aos mais afastados recantos do seu território uma mensagem de tolerância e um estilo de vida baseado no respeito dos valores humanos. Seria decerto preferível que nada nos tivesse vindo distrair dessa nobre missão. Mas no palco da história os intérpretes não escolhem os papéis. Se as cobiças e os ódios alheios põem em perigo obra de civilização que temos realizado, forçoso é defendê-la de armas na mão, corno se está fazendo.

Portugal orgulha-se dos seus soldados. Está-lhes grato pelo que têm feito em defesa dos sagrados direitos da Pátria. Por isso hoje, Dia de Portugal, presta homenagem à sua mais recente geração de heróis e evoca sentidamente os que tombaram para sempre, contribuindo com o seu sacrifício para que a nação se continue em liberdade.

 

(Do «Diário de Noticiais»)

 

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In Diário de Lisboa n.º 16335, página 12, de 11 Junho de 1968:

 

COIMBRA, 11 - «O Dia de Camões é o dia de Os Lusíadas, essa epopeia que, por ser um repositório de glórias nacionais, ensina o caminho a seguir por todos os portugueses», afirmou ontem nesta cidade o prof. Salvador Dias Arnault, da Faculdade de Letras, durante a cerimónia de consagração dos militares da II Região Militar condecorados por feitos em combate. O acto solene, que decorreu na Praça da República, teve a assistência do ministro da Justiça, secretário de Estado da Industria, oficiais-generais das três armas, sete governadores civis das Beiras e Ribatejo e autoridades universitárias, administrativas e religiosas.


Lidos os louvores e impostas as condecorações, seguiu-se um desfile das forças em parada, provenientes de várias unidades da II Região Militar, a que assistiu muito público.

 

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As fotos da cerimónia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos do Arquivo Histórico Militar do Exército Português,

e trabalhadas pela equipa do UTW:

 

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