Celebrações do 10 de
Junho - Encontro Nacional de Combatentes

[...]
Portugueses,
A memória
da Grande Guerra deve constituir-se num tributo ao
sacrifício, ao valor e ao caráter do combatente
português que, em França, em África, e nas “trincheiras
do tempo”, à Pátria tudo deu.
Portugal e
os Portugueses têm uma dívida de gratidão e não podem,
não devem esquecer aqueles que, ao longo de quase nove
séculos, em seu nome combateram e em seu nome morreram.
Combater é
um ato supremo de cidadania. Nunca é demais recordá-lo.
É por isso que, mais uma vez, nas celebrações do Dia de
Portugal, rendemos homenagem aos antigos combatentes
aqui presentes, dando público testemunho da consideração
e do respeito que nos merecem. [...]
Palavras
proferidas por Sua Excelência o Presidente da República
e
Comandante
Supremo das Forças Armadas, Professor Doutor Aníbal
Cavaco Silva,
nas cerimónias
do 10 de Junho, na cidade da Guarda
Encontro Nacional de Combatentes
10
de Junho - As cerimónias
21.º Encontro Nacional de Combatentes
10 de Junho de 2014
Elementos cedidos pelo
Tenente-Coronel Morais Pequeno
Palavras do
Sr. Tenente-General Sousa Rodrigues
Presidente da
Comissão Executiva para a Homenagem Nacional aos
Combatentes
Combatentes, Senhores Convidados, Minhas
Senhoras e meus Senhores
Manda-nos o dever de memória que, no dia
de Portugal, a Sociedade Civil se reúna aqui, frente ao
Monumento aos Combatentes, para prestar Homenagem aos
que em armas contribuíram de forma sublime para honrar o
nome de Portugal.
Combatentes, convoquei-vos para virem a
Belém para que celebremos Portugal.
E celebrá-lo recordando o ambiente de
vida que nos tornou mais fortes e mais conscientes do
valor da entrega por amor à Pátria e do sentir profundo
da solidariedade que acompanha todos os actos de
combate, em particular os que se travam em terras de
fogo. Tomando o exemplo dos portugueses que, mais por
armas que por letras, criaram e expandiram Portugal,
nós, mais de um milhão de jovens, demos o melhor da
nossa Juventude, combatendo em terras inóspitas,
longínquas, em defesa de Portugal e dos seus valores.
Éramos tão jovens, e fomos… deixando para
trás o que mais gostávamos: mães, esposas, namoradas,
amigos, diversões, … muitos de nós, como eu, deixando
filhos bebés, outros a caminho de nascer… E combatemos…
lutámos,
E será que os jovens de hoje comparecem
perante os novos combates por Portugal? Perante sérias
dúvidas, esta Comissão Executiva elegeu um tema de
reflexão que urge tomar em mãos: colocar a juventude
como elemento nuclear na definição dos desígnios de
Portugal e pôr os jovens a pensar sobre os seus próprios
desafios e motivá-los a responder às várias ameaças que
por aí andam.
E a vencê-las. E elegemos “O MAR” como um
desses desafios. Por isso levámos este assunto a debate
em colóquio universitário, mostrando as potencialidades
do Mar que é nosso, que aumenta imenso o nosso
território e património, cuja exploração económica exige
um aval científico que está nas fronteiras do
conhecimento, plataforma que precisamos de defender para
assegurar uma via essencial ao nosso desenvolvimento.
E muitos outros combates nos esperam, a
salvaguarda da independência, a defesa da língua e da
cultura, a erradicação da pobreza, tantos outros. A
nossa geração de jovens dos anos sessenta e setenta
enfrentou muitos desafios, antes, durante e depois da
guerra. Combatemos por Portugal porque nos impunha o
dever moral de defender os valores nacionais.
Foi por sentir a necessidade de
transferir a responsabilidade de prosseguir os Combates
por Portugal para as novas gerações que vos pedi que
trouxessem os vossos filhos e os vossos netos, para que,
daqui, do ponto de onde todos partimos, cujo património
histórico nos faz recordar os nossos heróis de aventura,
eles possam meditar sobre os seus compromissos para com
o nosso País. Por último queria pedir-vos um pequeno
momento de meditação… Voltem-se para as paredes brancas
desta Fortaleza e recordem os vossos amigos…
Com este gesto, gostaria que focássemos a
atenção no essencial: A Homenagem que aqui prestamos aos
combatentes que morreram por Portugal. E louvar os de
hoje que combatem noutras terras, noutros conflitos. E
recordar as centenas de milhares de combatentes do
Ultramar que não puderam vir. É inequívoco o seu amor
por PORTUGAL, o Portugal que jurámos defender, mesmo com
o sacrifício da própria vida.
Obrigado
Combatentes. VIVA PORTUGAL