Celebrações do 10 de
Junho - Encontro Nacional de Combatentes

[...]
Portugueses,
A memória
da Grande Guerra deve constituir-se num tributo ao
sacrifício, ao valor e ao caráter do combatente
português que, em França, em África, e nas “trincheiras
do tempo”, à Pátria tudo deu.
Portugal e
os Portugueses têm uma dívida de gratidão e não podem,
não devem esquecer aqueles que, ao longo de quase nove
séculos, em seu nome combateram e em seu nome morreram.
Combater é
um ato supremo de cidadania. Nunca é demais recordá-lo.
É por isso que, mais uma vez, nas celebrações do Dia de
Portugal, rendemos homenagem aos antigos combatentes
aqui presentes, dando público testemunho da consideração
e do respeito que nos merecem. [...]
Palavras
proferidas por Sua Excelência o Presidente da República
e
Comandante
Supremo das Forças Armadas, Professor Doutor Aníbal
Cavaco Silva,
nas cerimónias
do 10 de Junho, na cidade da Guarda
Encontro Nacional de Combatentes
10
de Junho - As cerimónias
21.º Encontro Nacional de Combatentes
10 de Junho de 2014
Com o apoio de um
colaborador do portal UTW
Na comunicação social:
Fontes: «Jornal
da Madeira» - «dnoticias.pt»
- «jornal
I»
10 Junho: Combatentes do Ultramar juntam-se em Lisboa
e pedem “mais atenção” ao Governo
ARTIGO | TER, 10/06/2014 - 14:29

Centenas de ex-combatentes do Ultramar
juntaram-se hoje em Lisboa, na tradicional cerimónia do
10 de Junho, reclamando "mais atenção" do Governo para
com aqueles que, como eles, "lutaram pela pátria".
A reportagem da agência Lusa junto ao monumento aos
Combatentes do Ultramar, em Belém, encontrou diversos
ex-combatentes satisfeitos por reverem amigos de outros
tempos mas também preocupados pelo seu futuro e pelo
futuro dos seus familiares mais jovens.
"Espero que possamos mudar o rumo dos acontecimentos",
começou por dizer Hugo Coimbra, de 61 anos, que esteve
no hospital militar de Bissau, na Guiné.
"Não sendo um militar de carreira, que esteve na frente
de combate, ainda mais tenho respeito por todos os
outros e pelas condições que tinham. O hospital militar
era a amostra do que eram todos os horrores daquela
guerra", lembrou.
Já Domingos Manuel, que também esteve na Guiné, entre
1963 e 1965, diz que nem sempre participa na cerimónia
do 10 de Junho mas este ano quis vir "para ver alguns
amigos e ver a honra" concedida aqueles que lutaram
"pela pátria".
A história do país e o que os combatentes viveram
merece, advoga, "mais atenção" dos governantes: "Não nos
podem tirar aquilo a que temos direito", sustentou.
Arlindo Mourato, de 63 anos, esteve em Angola e diz que
o Estado "não olha como deve ser" para alguns
ex-combatentes, muitos dos quais feridos em guerra.
"Saí das saias da mãe para ir para a guerra", lembrou
ainda à reportagem da Lusa.
O presidente da Comissão Executiva destas comemorações,
o tenente-general Sousa Rodrigues, destacou na sua
intervenção que todos aqueles que combateram no Ultramar
fizeram-no "combatendo em terras inóspitas, longínquas,
em defesa de Portugal e dos seus valores".
Também convidado a intervir, o professor Henrique Leitão
lembrou que "as circunstâncias específicas do momento
atual são muito diferentes das que se colocam diante dos
combatentes do Ultramar", embora os desafios não sejam
menores.
"Os nomes que estão nas lápides deste monumento não
evocam só saudade e perda; eles comprometem-nos:
recordam-nos a todos, de maneira muito severa e muito
exigente, que quaisquer que sejam as dificuldades, não
se desiste de Portugal", sustentou.
No momento seguinte foram depositadas várias coroas de
flores em memória de todos os combatentes que perderam a
vida no Ultramar.