– «Se antes do cerimonial houve ocasião de nos
cumprimentarmos, não tive porém oportunidade de, após a
sua excelente exortação, vivamente o felicitar
localmente, sendo que o faço agora e por este meio,
agradecendo a cópia (cuja será objecto de merecida
divulgação permanente, na página do portal UTW dedicada
ao nosso XXIII ENC).
Grande lição de História Pátria.
As gerações do nosso pós-guerra (e alguns da nossa
geração), merecem ler e aprender; e reflectir.
Faltam-me os adjectivos.
Parabéns.
E muito obrigado.
Um forte abraço, do
Abreu dos Santos»
Excertos do discurso:
«É sabido que a defesa da Pátria não se faz apenas de
armas na mão; essa defesa pode e deve, estender-se a
todas as áreas da actividade humana.»
«E, ao ter-se abandonado o Serviço Militar
Obrigatório, parece que a defesa da Pátria – esse dever
e direito fundamental, segundo a Constituição, ficou
direito de todos e dever só de alguns…»
«Ora haver Nação sem Pátria é curto; mas haver Pátria
sem Nação, é impossível!…»
«Ora se o Estado não representar a Nação, não pode
sentir a Pátria como sua, tão pouco a entender.»
«E Camões – que também foi um combatente - não se
esqueceu de, neles, referir a Nação – fê-lo, até, por
sete vezes – e não foi avaro em relação à Pátria já que
a evoca em 35 ocasiões!»
«E caros compatriotas aqui presentes, não somos nós
que estamos mal; “eles” é que se afastaram do trilho
certo. Do trilho do Dever, da Honra, do Patriotismo, do
amor a Portugal.»
«Onde se devem individualizar as mães e as mulheres,
pois foram elas que sempre aguentaram a rectaguarda!»
«Por isso todos nós devemos estar orgulhosos dos
nossos combatentes; de quem disse “pronto”, quando
chegou a hora; quem lutou quando foi preciso lutar; quem
não virou a cara aos sacrifícios; quem não desertou do
combate ou, pior ainda, quem traiu a terra que lhe
serviu de berço, a terra dos seus pais.»
«Os nossos antepassados não andaram a trabalhar, a
lutar, a edificar e a expandir o nosso país, desde 1128,
para agora estarmos a alienar ao desbarato, a nossa
soberania, a nossa nacionalidade, a nossa cultura (onde
a língua tem um lugar de destaque), as nossas gentes, o
nosso património e a nossa terra.»
«Para ficarmos escravos de dívidas perpétuas e
enredados em leis alheias, iberismos serôdios ou
federalismos espúrios;»
«E, outrossim, por nos estarmos a suicidar
colectivamente, por via de excesso de emigração,
imigração, leis de naturalização erradas, quebra
demográfica gravíssima e corrupção galopante.»
«Finalmente para sermos reféns de organizações sem
rosto oficial, de carácter internacionalista e mais ao
menos secretas ou discretas, que ninguém elegeu e que
transformam, só por si, a Democracia e a Justiça, numa
ficção.»
«Caros compatriotas, esta cerimónia destina-se à
exaltação da memória dos combatentes, nossos
antepassados ou contemporâneos, mas destina-se também,
aos que hoje vivem e a quem compete receber e passar o
testemunho.»
«Devemos, deste modo, curvar-nos, reverentes e
obrigados, junto aos nomes daqueles que estão gravados
nos muros deste memorial, que combateram nas últimas das
centenas de campanhas ultramarinas que realizámos nos
últimos seis séculos (não foram seis décadas…),»
«Nela chegámos a manter 230.000 homens em pé de
guerra, em quatro continentes e três oceanos, a combater
durante 14 anos, em três teatros de operações enormes,
distantes entre si e a então Metrópole...»
«Lembrar o seu exemplo e preservar a sua memória, é
tarefa ingente de todos os bons portugueses, pois tal
deixou de ser feito na escola, na generalidade dos
“média” e quase desapareceu do discurso político a não
ser em frases de circunstância, ditas sem convicção.»
«Lembro que um combatente só dá baixa para a cova!»