4
de Novembro de 2010
Beja: Faleceu o
médico-radiologista João Covas Lima (Dr.
Nana)
Faleceu esta
madrugada o médico-radiologista João
Manuel Covas Lima, popularmente
conhecido como Dr. Nana.
O corpo saiu hoje
(quinta-feira) da Casa Mortuária do
Hospital de Beja para a Igreja do
Carmo às 14 horas e o funeral
realiza-se amanhã (sexta-feira) às
11 horas para o Cemitério da cidade.
Adiado jantar
comemorativo dos 40 anos do Hospital
de Beja.
Associação de Futebol
de Beja anunciou o cumprimento de
"Um minuto de silêncio" nos jogos
que se disputam este fim-de-semana.
Faleceu esta madrugada o
médico-radiologista bejense João Manuel
Pacheco Covas Lima, conhecido em todo o
País como "Dr.Nana".
Ao que foi possível apurar,
durante a madrugada João Covas Lima ter-se-á
sentido mal, foi transportado para o
Hospital José Joaquim Fernandes pela
família, acabando por falecer.
João Manuel Pacheco Covas Lima,
tinha 73 anos, nasceu em Lisboa em 28 de Outubro
de 1937, sportinguista de "corpo e alma",
o conceituado médico exerceu os mais diversos
cargos em várias instituições da cidade de Beja,
desde os Bombeiros Voluntários, a Associação de
Futebol, Liga dos Combatentes e Núcleo
Sportinguista.
Entre outras condecorações, João
Manuel Covas Lima, recebeu do Município de Beja em
1992, a Medalha de Mérito Municipal, grau Prata e do
Ministério da Saúde em 2006, a Medalha de Serviços
Distintos, grau Ouro.
Em 12 de Fevereiro do corrente ano, o
médico publicou o livro "Torre de
(Ho)menagem-Crónicas de um Homem do Alentejo", onde
compilou 200 crónicas de sua autoria, publicadas nos
últimos 4 anos no Diário do Alentejo.
No dia da apresentação do livro e
numa entrevista à Voz da Planície, João Covas Lima,
afirmou que se tratava de "deitar um olhar sobre o
Alentejo", acrescentado que as crónicas "dão a
conhecer as suas diversas facetas sem esquecer os
amigos".
Apolino Salviano, director do Serviço
de Urgência do Hospital José Joaquim Fernandes,
afirmou que "desapareceu uma grande bandeira do
hospital", com um feito muito próprio "e polémico",
mas que foi "um Senhor na radiologia", que nasceu em
Lisboa "por acidente, sendo um bejense convicto".
A Cidade, o Concelho, o Distrito e o
País ficaram mais pobres com o desaparecimento do
médico, Dr.João Covas Lima, e do Homem e do Amigo de
toda a gente, Dr.Nana.
O corpo saiu hoje (quinta-feira) da
Casa Mortuária do Hospital de Beja para a Igreja do
Carmo às 14 horas e o funeral realiza-se amanhã
(sexta-feira) às 11 horas para o Cemitério da
cidade.
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Covas Lima - Um Sábio. Um Companheiro. Um Amigo.
Uma
lágrima do João Martins (Oliveira de Azeméis)
acompanhou a notícia recebida através do
telemóvel. O antigo Batalhão de Caçadores nº
596/1963, (Moçambique) “deixou partir o seu
médico, sem avisar”. O Dr. João Manuel Covas
Lima era um Amigo, um Sábio, um Médico do pobre
e do rico, sem olhar à cor, do militar da alta
patente ou do soldado raso. Era um Companheiro
por excelência. A farda era um acidente.
Recusava andar armado. Da sua actuação
profissional durante a comissão militar, destaco
três milagres: ajudou a salvar das garras da
morte o furriel-miliciano Alves Martins e o
alferes miliciano Correia de Morais e armou um
cordão de protecção das doenças venéreas em
ambiente de fácil proliferação. Uma nota. A sua
participação na cobertura sanitária em
colaboração com o delegado de saúde daria para
escrever um grosso capítulo da sua biografia,
por alguém entendido. “Covas Lima” ajudou a
transformar uma companhia de militares
recrutados “ao acaso” numa família. Os laços
ainda perduram. O seu Conterrâneo, Amigo e
Companheiro da CCS 596, o Brigadeiro Ventura
Lopes é testemunha fiável do ambiente fraterno
que foi desenvolvido entre o corpo militar e os
vários “escalões” da sociedade. Com
naturalidade, Covas Lima consolidava os elos da
fraternidade. Partiu um Grande Senhor. Fique o
exemplo. Os sentidos pêsames para a família.
Sérgio da Cruz Micaelo Ferreira (na ocasião,
alferes miliciano)
Por: Sérgio Ferreira Data:
04-11-2010
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Nota da equipa do UTW: Por não
possuirmos em arquivo o distintivo do Batalhão de
Caçadores 596, optámos por colocar o distintivo da
unidade mobilizadora - RI2