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Nota de óbito

Luís Mário da Silva e Sá, Alferes Mil.º de Infantaria 'Comando'

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

  HONRA E GLÓRIA  

 

 

 

Luís Mário da Silva e Sá
 

Alferes Mil.º de Infantaria ‘Comando’, n.º 11646269
 

Comandante de pelotão da


26.ª Companhia de Comandos
«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»


Guiné: 31Mar a 24Set1970 (data do falecimento)
 

Luís Mário da Silva e Sá, Alferes Mil.º de Infantaria ‘Comando’, n.º 11646269, natural da freguesia de Panóias de Cima, concelho da Guarda, filho de Mário de Sousa e Sá e de Aurora dos Santos Silva e Sá, solteiro;


Mobilizado pelo Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE – Lamego) «QUE OS MUITOS POR SER POUCOS NAM TEMAMOS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 25 de Março de 1970, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’, como comandante de pelotão da 26.ª Companhia de Comandos (26ªCCmds), rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 31 de Março de 1970;


A sua subunidade, comandada pelo Capitão de Infantaria ‘Comando’ Alberto Freire de Matos, após o desembarque, deslocou-se em 06 de Abril de 1970 para Bula, onde iniciou o treino operacional com a 16.ª Companhia de Comandos (16ªCCmds), que decorreu no período de 07 a 29 de Abril de 1970, deslocando-se seguidamente para Teixeira Pinto, a fim de realizar operações nas regiões de Peconha, Catum e Belenguerez, ficando depois atribuída ao Comando de Agrupamento Operacional (CAOP) «ONDE NECESSÁRIO», mais tarde passou a designar-se por Comando de Agrupamento Operacional 1 (CAOP1), como força de intervenção e reserva daquele agrupamento; nesta situação tomou parte em diversas operações realizadas nas regiões de Churo-Caboiana, Bachile, Burné, Churobrique e Belenguerez, entre outras, com destaque para a operação "Relâmpago Gigante";


Faleceu no dia 24 de Setembro de 1970, no Hospital Militar 241 (HM241 – Bissau) «INTER ARMA MEDICINA», em consequência de graves ferimentos adquiridos em combate em Balenguerez;


Paz à sua Alma


Está inumado no cemitério de Benfica, no concelho de Lisboa.


Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, a título póstumo, pela Portaria de 04 de Agosto de 1971, publicado na Ordem do Exército n.º 17 – 2.ª série, de 01 de Setembro de 1971:


Alferes Miliciano de Infantaria, Comando
LUÍS MÁRIO DA SILVA E SÁ
 

26ªCCmds - CIOE
GUINÉ


2.ª CLASSE (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 17 - 2.ª série, de 01 de Setembro de 1971.


Por Portaria de 04 de Agosto de 1971:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, a título póstumo, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Alferes Miliciano de Infantaria, Luís Mário da Silva e Sá, da 26.ª Companhia de Comandos - Centro de Instrução de Operações Especiais.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):

 
Adoptado, para todos os efeitos legais, o louvor conferido a título póstumo, na Ordem de Serviço n.º 14, de 08 de Abril de 1971, do Comando Territorial Independente da Guiné, ao Alferes Miliciano de Infantaria, Comando, Luís Mário da Silva e Sá, da 26.ª Companhia de Comandos, do Centro de Instrução de Operações Especiais, com a seguinte redacção:


"Porque, no dia 24 de Setembro de 1970, na Província da Guiné, quando a força que comandava caiu debaixo de intenso fogo inimigo, conseguiu, a peito descoberto, manobrar e instigar o seu Grupo de Combate, estando sempre presente onde a sua acção era mais necessária, a ponto de, ao ver a urgência do uso de fogo de morteiro, não hesitou em colocá-lo em campo aberto, protegendo destemidamente com o corpo e sacrifício da própria vida a arma e o apontador, contribuindo, grandemente, para fazer gorar os intentos do adversário e que não resultassem mais perdas para as nossas tropas.


Combatente de eleição e chefe estimado pelos superiores, camaradas e subordinados, evidenciou sempre o Alferes Sá, em todos os contactos com o inimigo, dotes de excepcional coragem, sangue-frio, serena energia debaixo de fogo e gosto pelo risco, muito honrando os Comandos a que pertenceu e o Exército que tão devotadamente serviu.
 

 

 

 

 

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