Alferes Miliciano de
Infantaria, Comando, n.º 07729668;
Mobilizado
pelo Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE –
Lamego) «QUE OS MUITOS, POR SEREM POUCOS, NÃO TEMAMOS»
para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;
No
dia 11 de Julho de 1970, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Carvalho
Araújo’, como comandante de pelotão da 27.ª Companhia de
Comandos «AUDACES FORTUNA JUVAT», rumo ao estuário do
Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 20 de Julho de
1970;
A sua subunidade de comandos, comandada, sucessivamente,
pelo Capitão Mil.º Comando José Eduardo Lima Rebola,
pelo Capitão de Artilharia Comando Octávio Emanuel
Barbosa Henriques e pelo Alferes Mil.º Comando Manuel
Carlos Génio Vidal,
após
o desembarque, seguiu em 25 de Julho de 1970 para Bula,
onde iniciou o treino operacional, deslocando-se em 04
de Agosto de 1970 para Cacheu, a fim de completar o
referido treino e tomar parte em operações realizadas
naquela área em complemento da actividade do Comando de
Agrupamento Operacional 1 (CAOP1) «ONDE NECESSÁRIO»;
mantendo-se em Cacheu como subunidade de intervenção e
reserva do Comando de Agrupamento Operacional 1 (CAOP1),
tomou parte em diversas operações realizadas nas regiões
de Bijope, Burné e Ponta Costa; em 06 de Dezembro de
1970, foi colocada em Saliquinhedim, sendo atribuída ao
Comando Operacional 6 (COP6), com
vista
à realização de operações nas regiões de Biribão,
Irabato, lonfarun e Berecobá, em cooperação com a
segurança e protecção dos trabalhos de asfaltagem da
estrada Mansabá-Farim; em 06 de Março de 1971, foi
deslocada para Fulacunda a fim de tomar parte em
operações nas regiões de Gangetra e Príame, em reforço
do Batalhão de Artilharia 2924 (BArt 2924) «PORFIAMOS» -
«O CÉU A TERRA E AS ONDAS ATROANDO», após o que recolheu
em 17 de Março de
1971
a Bolama e em 13 de Abril de 1971 a Bissau; em 23 de
Abril de 1971, seguiu para Mansabá, tendo sido
atribuída, de novo, ao Comando Operacional
6
(COP6), como subunidade de intervenção e reserva, tendo
actuado em operações nas regiões de Morés, Biribão.
Tiligi e Mansomine, entre outras; transitoriamente,
tomou ainda parte em operações na região do Quinara,
de
26 a 30 de Junho de 1971, atribuída ao Batalhão de
Caçadores Pára-Quiedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E
VALOR», e na região de Calijambari, de 27 a 31 de Agosto
de 1971 e em 02 de Dezembro de 1971, ambas em reforço do
Batalhão de Artilharia 3844 (BArt3844) «BRAVOS E SEMPRE
LEAIS»; em 24 de Maio de 1972, recolheu a Bissau, a fim
de efectuar o embarque de regresso.
No dia 30 de Maio de 1972, regressou à Metrópole;
Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de
1.ª classe, pela Portaria de 24 de Junho de 1972,
publicada na Ordem do Exército n.º 15 – 2.ª série, de 01
de Agosto de 1972:
Alferes
Miliciano de Infantaria, Comando
DORINDO FERREIRA
27ªCCmds - CIOE
GUINÉ
1.ª CLASSE
Transcrição da
Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 15 - 2.ª
série, de 01 de Agosto de 1972.
Por Portaria de 24 de Junho findo:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Alferes
Miliciano Dorindo Ferreira, da 27.ª Companhia de
Comandos, com a medalha de Cruz de Guerra de 1.ª classe,
ao abrigo dos artigos 14.º, 15.º, 16.º e 63.º do
Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de
1971
Transcrição do
louvor que originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do
Exército):
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
da Defesa Nacional, louvar o Alferes Miliciano de
Infantaria, Comando, Dorindo Ferreira, pelas
extraordinárias qualidades de coragem, decisão,
sangue-frio e serena energia debaixo de fogo,
evidenciadas ao longo da sua permanência no teatro de
operações da Guiné.
De salientar a sua actuação no decorrer da operação
«Xarope IV», em que, tendo as nossas tropas sofrido uma
emboscada, pegou no lança-granadas e, debaixo de intenso
fogo, deslocou-se, da posição em que se encontrava,
disparando sobre o adversário, causando-lhes pesadas
baixas.
Na acção «Xangai I» e durante um violento contacto com o
inimigo, que obrigou as nossas forças a recuarem,
imediatamente se colocou à testa dos seus homens e
carregou sobre o adversário, arrastando pelo exemplo o
pessoal sob o seu comando, contribuindo decisivamente
para a debandada daquele.
No decurso da operação «Larga Agora» soube incutir nos
seus subordinados alto espírito combativo, dominando bem
as contrariedades que surgiram, sendo sempre o primeiro
homem a entrar em todos os acampamentos, nunca
descurando as necessárias medidas de segurança, que
adaptou com tacto e inteligência às diferentes
circunstâncias.
Finalmente, na operação «Urraca», apesar de fisicamente
diminuído, não hesitou em colocar-se à frente dos seus
homens para, com nítido desprezo pelo perigo, carregar
sobre o inimigo, obrigando-o a retirar.
O alferes Dorindo Ferreira, pelo conjunto de qualidades
militares e morais que nele se cruzam e de que se
salientam a invulgar agressividade, a notável capacidade
para o comando de tropas em campanha e o elevado sentido
de missão, honrou altamente a tropa «Comandos», a que
pertence, o Exército e a Pátria, que tão devotadamente
serve.
