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Condecorações

Dorindo Fereira, Alferes Mil.º de Infantaria Comando, comandante de pelotão da 27ªCCmds

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

 

Dorindo Ferreira
 

Alferes Mil.º de Infantaria Comando
 

27.ª Companhia de Comandos
«AUDACES FORTUNA JUVAT»
 

Guiné: 20Jul1970 a 30Mai1972
 

Cruz de Guerra de 1.ª classe
 

Louvor Individual

 

 

Alferes Miliciano de Infantaria, Comando, n.º 07729668;


Mobilizado pelo Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE – Lamego) «QUE OS MUITOS, POR SEREM POUCOS, NÃO TEMAMOS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 11 de Julho de 1970, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Carvalho Araújo’, como comandante de pelotão da 27.ª Companhia de Comandos «AUDACES FORTUNA JUVAT», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 20 de Julho de 1970;


A sua subunidade de comandos, comandada, sucessivamente, pelo Capitão Mil.º Comando José Eduardo Lima Rebola, pelo Capitão de Artilharia Comando Octávio Emanuel Barbosa Henriques e pelo Alferes Mil.º Comando Manuel Carlos Génio Vidal, após o desembarque, seguiu em 25 de Julho de 1970 para Bula, onde iniciou o treino operacional, deslocando-se em 04 de Agosto de 1970 para Cacheu, a fim de completar o referido treino e tomar parte em operações realizadas naquela área em complemento da actividade do Comando de Agrupamento Operacional 1 (CAOP1) «ONDE NECESSÁRIO»; mantendo-se em Cacheu como subunidade de intervenção e reserva do Comando de Agrupamento Operacional 1 (CAOP1), tomou parte em diversas operações realizadas nas regiões de Bijope, Burné e Ponta Costa; em 06 de Dezembro de 1970, foi colocada em Saliquinhedim, sendo atribuída ao Comando Operacional 6 (COP6), com vista à realização de operações nas regiões de Biribão, Irabato, lonfarun e Berecobá, em cooperação com a segurança e protecção dos trabalhos de asfaltagem da estrada Mansabá-Farim; em 06 de Março de 1971, foi deslocada para Fulacunda a fim de tomar parte em operações nas regiões de Gangetra e Príame, em reforço do Batalhão de Artilharia 2924 (BArt 2924) «PORFIAMOS» - «O CÉU A TERRA E AS ONDAS ATROANDO», após o que recolheu em 17 de Março de 1971 a Bolama e em 13 de Abril de 1971 a Bissau; em 23 de Abril de 1971, seguiu para Mansabá, tendo sido atribuída, de novo, ao Comando Operacional 6 (COP6), como subunidade de intervenção e reserva, tendo actuado em operações nas regiões de Morés, Biribão. Tiligi e Mansomine, entre outras; transitoriamente, tomou ainda parte em operações na região do Quinara, de 26 a 30 de Junho de 1971, atribuída ao Batalhão de Caçadores Pára-Quiedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR», e na região de Calijambari, de 27 a 31 de Agosto de 1971 e em 02 de Dezembro de 1971, ambas em reforço do Batalhão de Artilharia 3844 (BArt3844) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS»; em 24 de Maio de 1972, recolheu a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.


No dia 30 de Maio de 1972, regressou à Metrópole;


Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe, pela Portaria de 24 de Junho de 1972, publicada na Ordem do Exército n.º 15 – 2.ª série, de 01 de Agosto de 1972:


Alferes Miliciano de Infantaria, Comando
DORINDO FERREIRA
 

27ªCCmds - CIOE
GUINÉ


1.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 15 - 2.ª série, de 01 de Agosto de 1972.


Por Portaria de 24 de Junho findo:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Alferes Miliciano Dorindo Ferreira, da 27.ª Companhia de Comandos, com a medalha de Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 14.º, 15.º, 16.º e 63.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar o Alferes Miliciano de Infantaria, Comando, Dorindo Ferreira, pelas extraordinárias qualidades de coragem, decisão, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo, evidenciadas ao longo da sua permanência no teatro de operações da Guiné.


De salientar a sua actuação no decorrer da operação «Xarope IV», em que, tendo as nossas tropas sofrido uma emboscada, pegou no lança-granadas e, debaixo de intenso fogo, deslocou-se, da posição em que se encontrava, disparando sobre o adversário, causando-lhes pesadas baixas.


Na acção «Xangai I» e durante um violento contacto com o inimigo, que obrigou as nossas forças a recuarem, imediatamente se colocou à testa dos seus homens e carregou sobre o adversário, arrastando pelo exemplo o pessoal sob o seu comando, contribuindo decisivamente para a debandada daquele.


No decurso da operação «Larga Agora» soube incutir nos seus subordinados alto espírito combativo, dominando bem as contrariedades que surgiram, sendo sempre o primeiro homem a entrar em todos os acampamentos, nunca descurando as necessárias medidas de segurança, que adaptou com tacto e inteligência às diferentes circunstâncias.


Finalmente, na operação «Urraca», apesar de fisicamente diminuído, não hesitou em colocar-se à frente dos seus homens para, com nítido desprezo pelo perigo, carregar sobre o inimigo, obrigando-o a retirar.


O alferes Dorindo Ferreira, pelo conjunto de qualidades militares e morais que nele se cruzam e de que se salientam a invulgar agressividade, a notável capacidade para o comando de tropas em campanha e o elevado sentido de missão, honrou altamente a tropa «Comandos», a que pertence, o Exército e a Pátria, que tão devotadamente serve.

 


 

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