Joaquim Manuel Trigo de Mira
Mensurado
Coronel de Infantaria Pára-Quedista

Brevíssima resenha castrense
Angola: Entre os anos de 1958 e
1959
Colocado no
Regimento de Infantaria de
Luanda «PRA’ FRENTE»
Região Militar de Angola
«CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO
SACRIFÍCIO SE OFERECE»
Angola: 1961 a 1963
Comandante de pelotão e
Comandante da
3.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA
MAIS QUE QUANTAS»
2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E
GRANDEZA»
Moçambique: 1965 a 1967
Oficial de Operações e
Informações do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31 «HONRA-SE A
PÁTRIA DE TAL GENTE»
3.ª Região Aérea «LEALDADE E
CONFIANÇA»
Angola: 1968 a 1970
Comandante da
2.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA
MAIS QUE QUANTAS»
2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E
GRANDEZA»
Angola: 1970 a 1972
Oficial de Operações e
Informações do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA
MAIS QUE QUANTAS»
2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E
GRANDEZA»
Guiné: 1973 a 1974
2.º Comandante e Comandante
Interino
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E
LUTA»
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»
Medalha de Ouro de Valor Militar
om Palma Colectiva
Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas 21
2 Medalhas de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Medalha Comemorativa das
Campanhas e Comissões de
Serviços Especiais com a legenda
‘Angola 1961 – 63’
Medalha Comemorativa das
Campanhas e Comissões de
Serviços Especiais com a legenda
'Moçambique 1965 – 67’
Medalha Comemorativa das
Campanhas e Comissões de
Serviços Especiais com a legenda
‘Angola 1968 – 70’
Medalha Comemorativa das
Campanhas e Comissões de
Serviços Especiais com a legenda
‘Angola 1970 – 72’
Medalha Comemorativa das
Campanhas e Comissões de
Serviços Especiais com a legenda
'Guiné 1973 – 74’

Joaquim Manuel Trigo de Mira
Mensurado, Coronel de Infantaria
Pára-Quedista, nascido no dia 18
de Abril de 1936, em Novo
Redondo, na Província
Ultramarina de Angola;
De
1946 a 1954, aluno do Colégio
Militar (CM) «ZACATRAZ» - «UM
POR TODOS, TODOS POR UM»,
com
o número 252/1946;
Em 14 de Outubro de 1954,
ingressa na Escola do Exército
(EE) «DULCE ET DECORUM EST PRO
PATRIA MORI»;
Em 1957 concluiu na Escola do
Exército (EE) «DULCE ET DECORUM
EST PRO PATRIA MORI» o curso da
Arma de Infantaria;

Em 01 de Novembro de 1958,
promovido a Alferes de
Infantaria;

No
período de 1958 e 1959, esteve
colocado no Regimento de
Infantaria de Luanda «PRA’
FRENTE» da Região Militar de
Angola «CONSTANTE E FIEL» - «AO
DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE», nas
localidades de Luanda e em
Maquela do Zombo (norte de
Angola);
Em
1959, ingressa no Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas (BCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM» e frequenta o 9.º
Curso de Paraquedismo Militar,
que conclui no dia 27 de
Novembro de 1959, pelo que lhe
foi concedido o brevet n.º 603;

Em 01 de Dezembro de 1960,
promovido a Tenente de
Infantaria Pára-Quedista;

Em
27 de Março de 1961, mobilizado
pelo Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas (BCP - Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM» para servir Portugal
na Província Ultramarina
de
Angola, como comandante de
pelotão da 3.ª Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas (3ªCCP)
do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE
OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª
Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE
E GRANDEZA»;
Em 01 de Janeiro de 1963,
promovido a Capitão de
Infantaria Pára-Quedista;



Em 08 de Março de 1963, cessa as
funções de comandante de pelotão
e passa a comandar a 3.ª
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas (3ªCCP) do
Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas 21
(BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE
QUANTAS» da 2.ª Região Aérea
(2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;
Em 31 de Maio de 1963, regressa
à Metrópole e ao Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas (BCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM», o qual, desde 05
de Maio de 1961, passou a
designar-se por
Regimento
de Caçadores Pára-Quedistas (RCP
– Tancos) «QUE NUNCA POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM»;
Agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais
com a legenda ‘Angola 1961 –
63’;
Em
1964, frequenta e conclui o
curso de Instrutor de
Para-Quedismo Militar;
Em 03 de Junho de 1965,
mobilizado pelo Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR
VENCIDOS
SE CONHEÇAM» para servir
Portugal na Província
Ultramarina de Moçambique, como
Oficial de Operações e
Informações do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 31
(BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE
TAL GENTE» da 3.ª Região Aérea
(3ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA»;
Em
Julho de 1966, fica doente
gravemente com uma úlcera no
duodeno, pelo que foi evacuado
com urgência para a Metrópole;
Agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas e
Comissões
de Serviços Especiais com a
legenda ‘Moçambique 1965 – 67’;
Em 26 de Março de 1968,
mobilizado pelo Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM» para servir
Portugal na Província
Ultramarina
de Angola, como comandante da
2.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas (2ªCCP) do
Batalhão de Caçadores Pára-
Quedistas
21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS
QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea
(2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;
Em
05 de Maio de 1969, promovido a
Major de Infantaria
Pára-Quedista;
Agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais
com a
legenda
‘Angola 1968 – 70’;
Em 1970, regressa à Metrópole e
é novamente mobilizado Regimento
de Caçadores Pára-Quedistas (RCP
– Tancos) «QUE NUNCA POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM» para
servir
Portugal
na Província Ultramarina de
Angola, como Oficial de
Operações e Informações do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE
OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª
Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE
E GRANDEZA»;
Agraciado com a Medalha de Prata
de Serviços Distintos com Palma,
pela Portaria de 07 de Janeiro
de 1970:
Major
Pára-Quedista
JOAQUIM MANUEL TRIGO MIRA
MENSURADO
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Por Portaria de 7 de Janeiro
de 1970
Louvado, por proposta do
comandante da 2.ª Região Aérea,
o Major Para-Quedista Joaquim
Manuel Trigo Mira Mensurado,
por, durante a sua comissão de
serviço na 2.ª Região Aérea, ter
revelado, como comandante da 2.ª
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas e como chefe da
secção de informações e
operações da sua unidade,
invulgares qualidades de chefia
e excelente poder de
organização.
Dotado de bom senso, firmeza e
profundo conhecimento dos
processos tácticos de
contraguerrilha, preocupado,
permanentemente, com satisfazer
as aspirações espirituais e
materiais dos seus homens,
logrou incutir-lhes
extraordinário espírito de corpo
e óptima capacidade operacional,
granjeando a sua estima,
respeito e consideração.
Actual chefe da secção de
informações e operações do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas N.º 21, vem
desenvolvendo uma acção metódica
e laboriosa, mercê de natural
potencialidade organizadora e de
notável espírito de colaboração,
o que tem contribuído, e muito,
para o bom rendimento
operacional da unidade.
Por
tudo isto, merecem os serviços
por si prestados ser
considerados distintos,
relevantes e extraordinários.
Em
1972, regressa à Metrópole e ao
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP – Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;
Agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas e
Comissões de Serviços Especiais
com a legenda ‘Angola 1970 – 72;
Agraciado com a
Medalha de
Ouro de Valor Militar com Palma
Colectiva - Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 21
(BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE
QUANTAS» da 2.ª
Região Aérea (2ªRA) «LEALDADE E
CONFIANÇA» - publicado no Diário
de Governo n.º 43 – 2.ª série,
de 20 de Fevereiro de 1973;
Agraciado com a Medalha de Prata
de Serviços Distintos com Palma,
publicado no Diário do Governo
n.º 51, 2.ª Série de 1 de Março
de 1973:
Major
Pára-Quedista
JOAQUIM MANUEL TRIGO MIRA
MENSURADO
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Diário do Governo n.º 51, 2.ª
Série de 1 de Março de 1973
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da
Defesa Nacional, louvar, por
proposta do comandante-chefe das
forças armadas de Angola, o
major Para-quedista Joaquim
Manuel Trigo Mira Mensurado,
porque durante os últimos dois
anos em que prestou serviço no
Batalhão de Caçadores
Pára-quedistas n.º 21,
desempenhando a importante
missão de chefe da Secção de
Informações e Operações, o fez
de forma distinta e eficiente,
revelando inteligência,
dedicação, elevado zelo e
notável competência.
Dotado de argúcia natural e
espírito de observação,
possuidor de um desejo
insaciável de obter para a sua
unidade bons resultados, foi
sempre incansável e persistente
na procura de objectivos nas
áreas onde o batalhão actuava.
Oficial de elevada capacidade de
chefia e iniciativa, soube
estruturar e dinamizar a sua
secção de forma que obtivesse
destacado rendimento nos seus
múltiplos aspectos.
Evidenciou-se particularmente na
elaboração de inúmeros
planeamentos de actividade
operacional da unidade,
permitindo aos comandantes das
subunidades um perfeito
conhecimento das manobras a
efectuar, orientando-os e
auxiliando-os com oportunos e
proficientes conselhos, baseados
na sua longa experiência e
profundo conhecimento da guerra
de contraguerrilha, contribuindo
assim para os assinaláveis
êxitos obtidos pelo batalhão.
Nomeado algumas vezes para
comandar as companhias de
Pára-quedistas em operações,
houve-se sempre a pôr de forma a
tirar o melhor rendimento,
procurando dar o maior
contributo para o sucesso das
operações, sendo de salientar a
sua acção na operação Colheita
H.
Demonstrou ainda o major
Pára-Quedista Mensurado ser
dotado de excelentes qualidades
de carácter, firmeza de
atitudes, inexcedível lealdade e
franco espírito de colaboração,
merecendo muito justificadamente
que os serviços por si prestados
sejam classificados de
extraordinários, relevantes e
distintos.
Em
01 de Agosto de 1973, mobilizado
pelo Regimento
de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM» para servir
Portugal na Província
Ultramarina da Guiné, como 2.º
Comandante do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 12
(BCP12) «UNIDADE E LUTA» da
Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné
(ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;
Em 23 de Maio de 1974, nomeado
como Comandante Interino do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 (BCP12)
«UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea
de Cabo Verde e Guiné (ZACVG)
«ESFORÇO E VALOR»;
Em 31 de Agosto de 1974,
regressa à Metrópole e ao
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP – Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;

Agraciado
com a Medalha Comemorativa das
Campanhas e Comissões de
Serviços Especiais com a legenda
‘Guiné 1973 – 74';
Em
01 de Janeiro de 1976, promovido
a Tenente-Coronel de Infantaria
Pára-Quedista;
De 1976 até 1977, Adjunto da 3.ª
Divisão – Operações Militares –
do Estado-Maior General das
Forças Armadas (EMGFA) «QUE QUEM
QUIS SEMPRE PÔDE»;
De 1977 até 1978, Chefe do
Estado-Maior da Segurança da
Força Aérea Portuguesa «EX
MERO
MOTU»;
Em 05 de Março de 1979,
regressou ao quadro de origem;
Em 1980, passou à situação de
reserva;
Por despacho conjunto n.º
12023/2015, de 27 de Outubro,
dos Ministérios das Finanças e
da Defesa Nacional, publicado no
Diário da República n.º
210/2015, 2.ª série, de 27 de
Outubro de 2015, página 30913,
promovido a Coronel de
Infantaria, com a antiguidade a
31 de Março de 1998:

Pela Portaria n.º 892/15, de 18
de Novembro de 2015, transitou
para a situação de reforma, nos
termos alínea c) do n.º 1 do
artigo 1.º da Lei n.º 15/92 de 5
de agosto, devendo ser
considerado nesta situação,
desde 18 de Abril de 1998,
publicado no Diário da República
n.º 241 – 2.ª série, de 10 de
Dezembro de 2015 e na Ordem do
Exército n.º 12/2015 – 2.ª
série, página 583, de 31 de
Dezembro de 2015:

Faleceu no dia 16 de Junho de
2016.
Paz à sua Alma
