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Condecoração

Joaquim Manuel Trigo de Mira Mensurado, Coronel de Infantaria Pára-Quedista

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos e imagens cedidas pelo PQ Pedro Castanheira

Com a devida vénia, fotos de perfil e texto, extraídas da Revista 'ZacatraZ', n.º 187, de Abr/Jun2012, e

Outras fotos do arquivo do SarMor Serrano Rosa

 

Faleceu no dia 16 de Junho de 2016 o veterano

 

Joaquim Manuel Trigo de Mira Mensurado

 

Coronel de Infantaria Pára-Quedista

 

 

 

 

Brevíssima resenha castrense

 

 

Angola: Entre os anos de 1958 e 1959
 

Colocado no

 

Regimento de Infantaria de Luanda «PRA’ FRENTE»
Região Militar de Angola «CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE»
 

Angola: 1961 a 1963
 

Comandante de pelotão e Comandante da
 

3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»
 

Moçambique: 1965 a 1967
 

Oficial de Operações e Informações do
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
3.ª Região Aérea «LEALDADE E CONFIANÇA»
 

Angola: 1968 a 1970
 

Comandante da
 

2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»
 

Angola: 1970 a 1972
 

Oficial de Operações e Informações do
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»
 

Guiné: 1973 a 1974
 

2.º Comandante e Comandante Interino
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E LUTA»
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO E VALOR»

 

 

Medalha de Ouro de Valor Militar om Palma Colectiva
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21

 

2 Medalhas de Prata de Serviços Distintos com Palma

 

Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda ‘Angola 1961 – 63’


Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda 'Moçambique 1965 – 67’


Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda ‘Angola 1968 – 70’


Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda ‘Angola 1970 – 72’


Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda 'Guiné 1973 – 74’

 

 

 

Joaquim Manuel Trigo de Mira Mensurado, Coronel de Infantaria Pára-Quedista, nascido no dia 18 de Abril de 1936, em Novo Redondo, na Província Ultramarina de Angola;


De 1946 a 1954, aluno do Colégio Militar (CM) «ZACATRAZ» - «UM POR TODOS, TODOS POR UM», com o número 252/1946;


Em 14 de Outubro de 1954, ingressa na Escola do Exército (EE) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;


Em 1957 concluiu na Escola do Exército (EE) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI» o curso da Arma de Infantaria;

 


Em 01 de Novembro de 1958, promovido a Alferes de Infantaria;


No período de 1958 e 1959, esteve colocado no Regimento de Infantaria de Luanda «PRA’ FRENTE» da Região Militar de Angola «CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE», nas localidades de Luanda e em Maquela do Zombo (norte de Angola);


Em 1959, ingressa no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» e frequenta o 9.º Curso de Paraquedismo Militar, que conclui no dia 27 de Novembro de 1959, pelo que lhe foi concedido o brevet n.º 603;

 


 

Em 01 de Dezembro de 1960, promovido a Tenente de Infantaria Pára-Quedista;


Em 27 de Março de 1961, mobilizado pelo Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, como comandante de pelotão da 3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (3ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;


Em 01 de Janeiro de 1963, promovido a Capitão de Infantaria Pára-Quedista;

 

 

 

 

 


Em 08 de Março de 1963, cessa as funções de comandante de pelotão e passa a comandar a 3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (3ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;


Em 31 de Maio de 1963, regressa à Metrópole e ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», o qual, desde 05 de Maio de 1961, passou a designar-se por Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda ‘Angola 1961 – 63’;


Em 1964, frequenta e conclui o curso de Instrutor de Para-Quedismo Militar;


Em 03 de Junho de 1965, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, como Oficial de Operações e Informações do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» da 3.ª Região Aérea (3ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA»;


Em Julho de 1966, fica doente gravemente com uma úlcera no duodeno, pelo que foi evacuado com urgência para a Metrópole;


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda ‘Moçambique 1965 – 67’;


Em 26 de Março de 1968, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, como comandante da 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;


Em 05 de Maio de 1969, promovido a Major de Infantaria Pára-Quedista;


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda ‘Angola 1968 – 70’;


Em 1970, regressa à Metrópole e é novamente mobilizado Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, como Oficial de Operações e Informações do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;


Agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma, pela Portaria de 07 de Janeiro de 1970:


Major Pára-Quedista
JOAQUIM MANUEL TRIGO MIRA MENSURADO


Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma


Por Portaria de 7 de Janeiro de 1970


Louvado, por proposta do comandante da 2.ª Região Aérea, o Major Para-Quedista Joaquim Manuel Trigo Mira Mensurado, por, durante a sua comissão de serviço na 2.ª Região Aérea, ter revelado, como comandante da 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas e como chefe da secção de informações e operações da sua unidade, invulgares qualidades de chefia e excelente poder de organização.


Dotado de bom senso, firmeza e profundo conhecimento dos processos tácticos de contraguerrilha, preocupado, permanentemente, com satisfazer as aspirações espirituais e materiais dos seus homens, logrou incutir-lhes extraordinário espírito de corpo e óptima capacidade operacional, granjeando a sua estima, respeito e consideração.


Actual chefe da secção de informações e operações do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas N.º 21, vem desenvolvendo uma acção metódica e laboriosa, mercê de natural potencialidade organizadora e de notável espírito de colaboração, o que tem contribuído, e muito, para o bom rendimento operacional da unidade.


Por tudo isto, merecem os serviços por si prestados ser considerados distintos, relevantes e extraordinários.


Em 1972, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda ‘Angola 1970 – 72;


Agraciado com a Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma Colectiva - Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA» - publicado no Diário de Governo n.º 43 – 2.ª série, de 20 de Fevereiro de 1973;


Agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma, publicado no Diário do Governo n.º 51, 2.ª Série de 1 de Março de 1973:


Major Pára-Quedista
JOAQUIM MANUEL TRIGO MIRA MENSURADO


Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma


Diário do Governo n.º 51, 2.ª Série de 1 de Março de 1973


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do comandante-chefe das forças armadas de Angola, o major Para-quedista Joaquim Manuel Trigo Mira Mensurado, porque durante os últimos dois anos em que prestou serviço no Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 21, desempenhando a importante missão de chefe da Secção de Informações e Operações, o fez de forma distinta e eficiente, revelando inteligência, dedicação, elevado zelo e notável competência.


Dotado de argúcia natural e espírito de observação, possuidor de um desejo insaciável de obter para a sua unidade bons resultados, foi sempre incansável e persistente na procura de objectivos nas áreas onde o batalhão actuava.


Oficial de elevada capacidade de chefia e iniciativa, soube estruturar e dinamizar a sua secção de forma que obtivesse destacado rendimento nos seus múltiplos aspectos.


Evidenciou-se particularmente na elaboração de inúmeros planeamentos de actividade operacional da unidade, permitindo aos comandantes das subunidades um perfeito conhecimento das manobras a efectuar, orientando-os e auxiliando-os com oportunos e proficientes conselhos, baseados na sua longa experiência e profundo conhecimento da guerra de contraguerrilha, contribuindo assim para os assinaláveis êxitos obtidos pelo batalhão.


Nomeado algumas vezes para comandar as companhias de Pára-quedistas em operações, houve-se sempre a pôr de forma a tirar o melhor rendimento, procurando dar o maior contributo para o sucesso das operações, sendo de salientar a sua acção na operação Colheita H.


Demonstrou ainda o major Pára-Quedista Mensurado ser dotado de excelentes qualidades de carácter, firmeza de atitudes, inexcedível lealdade e franco espírito de colaboração, merecendo muito justificadamente que os serviços por si prestados sejam classificados de extraordinários, relevantes e distintos.


Em 01 de Agosto de 1973, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, como 2.º Comandante do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;


Em 23 de Maio de 1974, nomeado como Comandante Interino do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;


Em 31 de Agosto de 1974, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

 

 

 

Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda ‘Guiné 1973 – 74';


Em 01 de Janeiro de 1976, promovido a Tenente-Coronel de Infantaria Pára-Quedista;


De 1976 até 1977, Adjunto da 3.ª Divisão – Operações Militares – do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) «QUE QUEM QUIS SEMPRE PÔDE»;


De 1977 até 1978, Chefe do Estado-Maior da Segurança da Força Aérea Portuguesa «EX MERO MOTU»;


Em 05 de Março de 1979, regressou ao quadro de origem;


Em 1980, passou à situação de reserva;


Por despacho conjunto n.º 12023/2015, de 27 de Outubro, dos Ministérios das Finanças e da Defesa Nacional, publicado no Diário da República n.º 210/2015, 2.ª série, de 27 de Outubro de 2015, página 30913, promovido a Coronel de Infantaria, com a antiguidade a 31 de Março de 1998:

 

 


Pela Portaria n.º 892/15, de 18 de Novembro de 2015, transitou para a situação de reforma, nos termos alínea c) do n.º 1 do artigo 1.º da Lei n.º 15/92 de 5 de agosto, devendo ser considerado nesta situação, desde 18 de Abril de 1998, publicado no Diário da República n.º 241 – 2.ª série, de 10 de Dezembro de 2015 e na Ordem do Exército n.º 12/2015 – 2.ª série, página 583, de 31 de Dezembro de 2015:

 


 

 

Faleceu no dia 16 de Junho de 2016.

 

Paz à sua Alma

 

 

 

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