"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA
e
nota de óbito |
Elementos cedidos pelo
PQ
Pedro Castanheira |
Faleceu no dia 12 de Outubro de
2022, em Lisboa, o veterano
Manuel Claudino Martins Veríssimo
Coronel Pára-Quedista

Angola: 03Dez1960 a 07Mar1963
Acompanhou a missão de uma Equipa de
Pára-Quedistas Cinotécnicos
Comandante da
Polícia Aérea na Base Aérea n.º 9
Oficial de ligação e responsável de
apoio logístico, construção de
carris e de emprego Operacional
junto do Comando da 2.ª Região Aérea
Comandante da
3.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
21
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E
GRANDEZA»
Moçambique: 31Ago a 24Nov1964
Chefe da Informações e Operações do
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
31
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
3.ª Região Aérea «LEALDADE E
CONFIANÇA»
Guiné: 24Nov1964 a 16Mar1966
Companhia de Pára-Quedistas da
Esquadra de Defesa Mista
Aeródromo Base n.º 2 da Base Aérea
n.º 12
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»
Guiné: 05Jan1968 a 09Jan1970
Comandante da
Esquadra da Polícia Aérea da Base
Aérea n.º 12
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»
Moçambique: 26Mar1972 a 19Jul1974
Chefe de Operações e Informações,
2.º Comandante e Comandante do
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
32
«FAMOSA GENTE A GUERRA USADA»
3.ª Região Aérea «LEALDADE E
CONFIANÇA»
Medalha de Ouro de Valor Militar
Colectiva
3 Medalhas de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Medalha de Mérito Militar de 3.ª
Classe
4 Medalhas Comemorativas das
Campanhas das Forças Armadas com as
legendas “Norte de Angola 1961 –
63”, “Guiné 1964 – 66”, “Guiné 1968
– 70” e “Moçambique 1972 – 74”

Manuel Claudino Martins Veríssimo,
Coronel Pára-Quedista, nascido
no
dia 12 de Abril de 1936, na
freguesia de Salvada, concelho de
Serpa, distrito de Beja;
Em
19 de Outubro de 1954, ingressa na
Escola do Exército (EE) «DULCE ET
DECORUM EST PRO PÁTRIA MORI», onde
frequenta o Curso de Administração
Militar;
Em 01 de Outubro de 1957, promovido
a Aspirante-a-Oficial e colocado na
Escola
Prática
de Administração Militar (EPAM -
Lisboa) «INSTRUIR PARA BEM SERVIR»;
Em 01 de Novembro de 1957, promovido
a Alferes e colocado no Regimento de
I
nfantaria
7 (RI7 - Leiria) «SINE SANGUINE
VICTORIA NON EST» - «HONRA E
GLÓRIA»;
Em 1958, voluntaria-se para
frequentar o 5.º Curso de
Paraquedismo Militar no Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas (BCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM», tendo concluído em 18 de
Novembro de 1958, pelo que lhe foi
atribuído o brevet n.º 357;

Em 01 de Dezembro de 1959, promovido
a Tenente Pára-Quedista;
Em 30 de Novembro de 1960,
mobilizado pelo Batalhão de
Caçadores
Pára-Quedistas (BCP - Tancos) «QUE
NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, embarcou em
avião “Skymasters”, acompanhando a
missão da Equipa de Pára-Quedistas
Cinotécnicos, que seguiu naquele
voo, com destino à Base Aérea n.º 9
(BA9 – Luanda) «FIDELIDADE E
COLRAGEM», que iriam assegurar a
segurança daquela Base Aérea;
Aquele voo levou 4 dias a atingir
Luanda, dado que só podia voar
durante o dia, pelo que foram
necessárias 4 escalas – Ilha do Sal,
Bissau, São Tomé e por fim Luanda,
onde desembarcou no dia 03 de
Dezembro de 1960;

in Revista "Os Parquedistas"
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Na Base Aérea n.º 9 (BA9 – Luanda), além de
acompanhar a missão da Equipa de
Pára-Quedistas Cinotécnicos, nomeado para
assumir o comando da Polícia Aérea, sendo o
oficial de ligação com o Comando da 2.ª
Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA», com a responsabilidade do
apoio logístico, construção dos carris e de
emprego operacional, após o que regressaria
à Metrópole; |

Foto cedida pelo SMor PQ Serrano
Rosa
Em 15 de Março de 1961, quando se
preparava para o regresso à
Metrópole, deu-se o início do
terrorismo em Angola;
Já não regressou à Metrópole;

Foto cedida pelo SMor PQ Serrano
Rosa
A propósito desta nova situação do
Tenente Pára-Quedista Manuel
Claudino Martins Veríssimo, o
Coronel do
Serviço Geral Pára-Quedista Luís
António Martinho Grão
escrevia na Revista “Boina Verde”
n.º 211, de 2005, o seguinte:
“No
dia 16 de Abril de 1961 marcha para
o interior do território, em defesa
da povoação da Damba, levando
consigo nove homens da Polícia
Aérea.
No dia seguinte, já auxiliado pelos
Paraquedistas comandados pelo
Alferes Mota da Costa, que estava na
altura empenhado noutra missão
operacional na zona, repele as
sucessivas investidas de um numeroso
grupo de rebeldes.
A 19 de Abril de 1961, regista-se o
último ataque, efectuado durante a
noite, e durante o qual é
mortalmente atingido o frade
capuchinho italiano João Pedro. Por
seu lado, os rebeldes sofrem pesadas
baixas que os levam a desistir
definitivamente de conquistar a
povoação.
A secção da Polícia Aérea é,
entretanto, rendida pelo pelotão de
Paraquedistas do Alferes Mota da
Costa.
O Tenente Veríssimo parte então para
Luanda, onde recebe ordens para
voltar a juntar-se às tropas do
Alferes Mota da Costa, na Damba; ali
chegado, marchou, a 27 de Abril de
1961 com uma força constituída por
10 Paraquedistas, para a povoação de
31 de Janeiro, nessa altura nas mãos
do inimigo.
Com ele seguiram os civis refugiados
na Damba, que queriam, ansiosamente,
regressar às suas terras e haveres,
abandonados desde a sua precipitada
fuga da localidade. É na povoação de
31 de Janeiro que o Tenente
Veríssimo vai escrever mais uma
página brilhante da nossa História,
onde o heroísmo e a abnegação estão
de mãos dadas.
Os Paraquedistas lançam um forte
ataque contra as posições ocupadas
pelos rebeldes na povoação,
obrigando-os a refugiarem-se na
densa mata envolvente; os homens da
UPA não querem, porém, aceitar a
derrota, e lançam um inesperado
contra-ataque, aproveitando-se do
densíssimo nevoeiro que, entretanto,
se tinha abatido sobre 31 de
Janeiro.
O Tenente Veríssimo, que com o Chefe
de Posto, Rodrigo Baião, combinavam
junto a um estabelecimento comercial
as medidas de segurança a tomar,
viram-se, em breves segundos,
rodeados por um numeroso e ululante
grupo de negros em fúria; reagiram
rapidamente e saltaram para o seu
jipe, que foi de imediato envolvido
e agarrado pelos homens da UPA na
tentativa de impedir o seu arranque.
A luta foi tremenda, provocando
vários ferimentos nos dois ocupantes
da viatura. Finalmente e à custa dos
vários atropelamentos dos seus
perseguidores, conseguiram afastar
do local, rumando para as posições
defensivas guarnecidas pelos
paraquedistas. Mesmo assim, os
rebeldes não desistem da presa que
poucos momentos estivera ao alcance
das suas mãos, mas não tardam a
chegar á conclusão de que as balas
dos Paraquedistas são um argumento
demasiado forte para as suas
pretensões.
Nos dias seguintes, continuam os
ataques desesperados, que esbarram,
invariavelmente, na impenetrável
muralha defensiva levantada pelos
ocupantes de 31 de Janeiro.
Desanimados e sofrendo cada vez mais
baixas, os homens da UPA põem termo
aos seus ataques e retiram,
embrenhando-se no interior da selva
angolana.
Os dias são agora de maior calma
expectativa. Inesperadamente, a 5 de
Maio, aterra na improvisada pista de
31 de Janeiro, um pequeno avião da
Força Aérea. Os 36 habitantes, entre
militares e civis, vêem com espanto
e júbilo, dele saírem, o Ministro do
Ultramar, Prof. Adriano Moreira e o
SEA, Coronel Kaúlza de Arriaga. A
emoção é grande e torna-se
irreprimível quando estes dois
governantes abraçam, um a um, todos
os habitantes de 31 de Janeiro.
Seguem, depois, para o Posto
Administrativo onde são bem visíveis
as marcas recentes provocadas por
centenas de balas inimigas, e é lá
que vão dar despacho a vários
assuntos de interesse e de urgência.
Antes de regressarem a Luanda,
presidem a uma singela cerimónia,
perante a formatura impecável e
garbosa dos homens que tão
heroicamente tinha defendido 31 de
Janeiro. São lidos louvores, ali
mesmo redigidos, dados ao Chefe de
Posto, Rodrigo José Baião, e ao seu
pessoal, bem como ao Tenente
Veríssimo e Paraquedistas sob o seu
comando.
A Pátria não esqueceu os feitos
cometidos pelos seus heróis, e
concedeu, por portaria de 1 de
Agosto de 1961, ao Tenente
Paraquedista Martins Veríssimo, a
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma.
Foi ele, sem dúvida, o primeiro de
muitos militares Paraquedistas
condecorados por actos de bravura em
combate, durante os treze anos que
durou a guerra nos antigos
territórios ultramarinos
portugueses.”

Em
09 de Maio de 1961, nomeado
Comandante da recém-criada 3.ª
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21)
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da
2.ª Região Aérea (2ªRA) «LEALDADE E
CONFIANÇA»;

In revista "Mais Alto", de 1961
Na Ordem de Serviço n.º 30 do
Comando da 2.ª Região Aérea
«FIDELIDADE E GRANDEZA», de 29
de Junho de 1961:

Agraciado com a Medalha de Prata de
Serviços Distintos com Palma, pela
Portaria de 01 de Agosto de 1961,
publicado na Ordem à Aeronáutica n.º
12 – 2.ª série, de 1961:
Tenente
Pára-quedista
MANUEL CLAUDINO MARTINS VERÍSSIMO
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Por Portaria de 01 de Agosto de 1961
O Tenente Pára-Quedista MANUEL
CLAUDINO MARTINS VERÍSSIMO
demonstrou, em todo o trabalho que
realizou e em todas as acções em que
tomou parte, em Angola, possuir
excepcionais qualidades de Comando,
organização e improvisação e um
também excepcional valor em combate.
Encarregado inicialmente das tropas
de polícia e defesa próxima da Base
Aérea n.º 9, houve-se muito bem,
instruindo-as e dando-lhes acentuado
espírito combativo.
Responsável pela defesa da povoação
de Damba e depois pela reconquista e
defesa da de 31 de Janeiro, para o
que ambos os casos dispôs de uma
força de dez Pára-Quedistas, mostrou
toda a sua estatura, repelindo em
poucos dias quatro ataques de grande
número de rebeldes, um dos quais, em
31 de Janeiro, em condições
particularmente difíceis. O acerto
das suas decisões e a bravura das
suas acções granjearam-lhe o
respeito dos seus chefes e a
admiração das populações de Damba e
31 de Janeiro.
Assim: louvo o Tenente Pára-Quedista
MARTINS VERÍSSIMO, cujos serviços,
prestados em campanha, se devem
considerar como relevantes e
extraordinários.
Em 01 de Dezembro de 1961, promovido
a Capitão Pára-Quedista;

Angola 1961:
Tenente PQ Aleixo, Capitão PQ
Veríssimo e Tenente PQ Moura Martins
Do comandante do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21)
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da
2.ª Região Aérea (2ªRA) «LEALDADE E
CONFIANÇA»:
Louvo o Capitão Pára-Quedista MANUEL
CLAUDINO MARTINS VERÍSSIMO, “porque
servindo sob o meu Comando cerca de
(2) dois anos, inicialmente no
desempenho de funções de subalterno
e posteriormente como comandante da
3-ª Companhia de Combate, patenteou
sempre altas qualidade militares,
destacando-se em especial o
extraordinário interesse que sempre
dedicou ao cumprimento das missões
de combate impostas à sua subunidade
e o desejo permanente de melhorar as
péssimas instalações que ocupava a
sua Companhia. Este Oficial, pela
sua conduta em Angola, prestigiou
altamente as Tropas Pára-Quedistas”


Em
07 de Março de 1963, regressa à
Metrópole e ao Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;
Agraciado com a Medalha Comemorativa
das Campanhas das Forças Armadas com
a legenda “Norte de Angola 1961 –
63”;
Agraciado com a Medalha de Mérito
Militar de 3.ª classe, pela Portaria
de 29 de Outubro de 1963, publicada
na Ordem à Aeronáutica n.º 44 – 2.ª
série, de 1963;
Em
31 de Agosto de 1964, mobilizado
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE
NUNCA
POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Moçambique, como chefe de
Informações e Operações do Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas 31
(BCP31 - Beira) «HONRA-SE A PÁTRIA
DE TAL GENTE» da 3.ª Região Aérea
(3ªRA - Moçambique) «LEALDADE E
CONFIANÇA»;
“Por
ordem do Vice-Chefe do Estado-Maior
das Forças Armadas tinha sido
mandado apresentar no Comando da
Zona Aérea de Cabo Verde
e
Guiné um dos Capitães de serviço no
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
31 da 3.ª Região Aérea, destinado a
comandar a Companhia de
Paraquedistas recentemente formada,
o qual deveria estar na Guiné até 15
de Outubro de 1964”,
in
nota
secreta n.º 230/41, de 28 de
Setembro de 1964, do Estado-Maior
General das Forças Armadas;
Face àquela nota secreta, no dia 24
de Novembro de 1964, assumiu o
comando da Companhia de
Pára-Quedistas da Esquadra de Defesa
Mista do Aeródromo Base n.º 2 da
Base Aérea n.º 12 (BA12
–
Bissalanca) da Zona Aérea de Cabo
Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E
VALOR»;
Em 16 de Março de 1966, regressou à
Metrópole
e ao Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE
NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;
Agraciado com a Medalha Comemorativa
das Campanhas das Forças Armadas com
a legenda “Guiné 1964 – 66”;
Agraciado com a a Medalha de Prata
de Serviços Distintos com Palma,
pela Portaria de 12 de Maio de 1966,
publicado na Ordem à Aeronáutica n.º
21 – 2.ª série, de 1966:
Capitão
Pára-quedista
MANUEL CLAUDINO MARTINS VERÍSSIMO
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Por Portaria de 12 de Maio de
1966
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Secretário de
Estado da Aeronáutica e sob proposta
do general comandante-chefe das
forças armadas da Guiné Portuguesa,
considerar como dado por si o louvor
constante da Ordem de Serviço n.º
3/66 de 8 de Abril de 1966, do
comando-chefe das Forças Armadas da
Província da Guiné, com a seguinte
redacção:
Louvo o capitão Pára-quedistas
Manuel Claudino Martins Veríssimo,
da Base Aérea n.º 12, pela forma como
orientou o comandou da companhia de
caçadores Pára-Quedistas,
dedicando-lhe o melhor da sua
capacidade de trabalho e muito
interesse e entusiasmo. Não
descurando o treino operacional do
seu pessoal e a sua eficiência em
combate, comandou operações em
circunstâncias particularmente
difíceis e mostrou possuir
qualidades de desembaraço e muito
altruísmo, proporcionando com a sua
conduta um dignificante exemplo de
chefe capaz de se sacrificar pela
vida dos seus homens, prestando
serviços que muito justamente devem
ser considerados como
extraordinários, relevantes e
distintos.
Em 12 de Outubro de 1967, promovido
a Major Pára-Quedista;
Em
05 de Janeiro de 1968, mobilizado
pelo
Regimento
de Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM» para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné, como
comandante da Esquadra da Polícia
Aérea da Base Aérea n.º 12 (BA12 –
Bissalanca) da Zona Aérea de Cabo
Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E
VALOR»;
Em
09 de Janeiro de 1970, regressou à
Metrópole e ao Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;
Agraciado
com a Medalha Comemorativa das
Campanhas das Forças Armadas com a
legenda “Guiné 1968 – 70”;
Em 26 de Março de 1972, mobilizado
pelo Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE
NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para
servir Portugal na Província
Ultramarina de
Moçambique,
como Chefe de Operações e
Informações do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas
32
(BCP32 - Nacala) «FAMOSA GENTE A
GUERRA USADA» da 3.ª Região Aérea
(3ªRA - Moçambique) «LEALDADE E
CONFIANÇA»;
Em 21 de Abril de 1972, nomeado 2.º
Comandante do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 32 (BCP32 - Nacala)
«FAMOSA
GENTE A GUERRA USADA» da 3.ª Região
Aérea (3ªRA - Moçambique) «LEALDADE
E CONFIANÇA»;
Em Fevereiro de 1973, considerado
abrangido com direito ao uso da
insígnia da condecoração colectiva
da
Medalha de
Ouro de Valor Militar, com palma,
concedida ao Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE
OUSADA MAIS QUE QUANTAS»;
Em
03 de Novembro de 1973, promovido a
Tenente-Coronel Pára-Quedista e
nomeado comandante do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 32
(BCP32
- Nacala) da 3.ª Região Aérea (3ªRA
- Moçambique) «LEALDADE E
CONFIANÇA»;
Em 19 de Julho de 1974, regressa à
Metrópole e ao Regimento de
Caçadores
Pára-Quedistas
(RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM»;
Agraciado com a Medalha Comemorativa
das Campanhas das Forças Armadas com
a legenda “Moçambique 1972 – 74”;
Agraciado com a Medalha de Prata de
Serviços Distintos com Palma, pelo
despacho do Chefe do Estado-Maior
General das Forças Armadas, de 23 de
Dezembro de 1976, publicado na Ordem
à Aeronáutica n.º 20 – 2.ª série, de
1977:
Tenente-Coronel
Pára-quedista
MANUEL CLAUDINO MARTINS VERISSIMO
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Despacho do Chefe do Estado-Maior
General das Forças Armadas
Portuguesas (CEMGFA) de 23 de
Dezembro de 1976
Manda o Chefe do Estado Maior
General da Forças Armadas, com base
em proposta do Comandante Chefe das
Forças Armadas de Moçambique, louvar
o Tenente-Coronel Pára-Quedista
MANUEL CLAUDINO MARTINS VERISSIMO,
pela forma altamente eficiente e
meritória como exerceu o Comando do
BCP32.
Oficial dotado de insuperável
energia, muito entusiasmo e grande
espírito de iniciativa, soube
incutir nos homens sob o seu comando
elevado espírito de disciplina e
sacrifício, de forma a estoicamente
suportarem as difíceis condições de
campanha.
Possuidor de larga experiência de
operações no Ultramar e com invulgar
noção de comando e chefia, sempre
obteve das tropas que frequentemente
acompanhava, o máximo rendimento nas
acções, merecendo os maiores e mais
significativos encômios dos
Comandantes sob cujas ordens actuou.
Persistente, excepcionalmente
empreendedor e diligente, conduziu e
administrou o seu Batalhão com rara
objectividade, conseguindo, além de
elevada prontidão e eficiência
operacional das suas tropas,
substanciais melhorias para o
funcionamento dos serviços e nas
condições de vida do seu pessoal.
Em paralelo, com irradiante boa
disposição e simpatia, desenvolveu
notável acção social, criando clima
de confiança e bem-estar fortemente
positivo para o rendimento da
Unidade.
Militar altamente cumpridor, revelou
atributos que justificam elevado
conceito em que é tido e o tornam
merecedor de que os serviços por si
prestados, prestigiantes para a
Força Aérea e Forças Armadas, sejam
considerados relevantes,
extraordinários e distintos.
Em 03 de Setembro de 1977, promovido
a Coronel Pára-Quedista;
Em
25 de Novembro de 1977, nomeado
comandante da Comandante da Base
Operacional de Tropas Paraquedistas
n.º 1 ((BOTP1 – Monsanto, Lisboa)
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»;
Em 19 de Janeiro de 1979, cessou as
funções de comandante da Base
Operacional de Tropas Paraquedistas
n.º 1 ((BOTP1 – Monsanto, Lisboa)
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»;
Em Julho de 1979, passou à situação
de reserva;
Em Julho de 1987, passou à situação
de reforma;
Faleceu, em Lisboa, no dia 12 de
Outubro de 2022.
Paz à sua Alma.
