Adilson Augusto Cardoso, Alferes Mil.º
Atirador de Infantaria, da CCav489/BCav490
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
|
HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos por um
colaborador do
portal UTW |
Adilson Augusto
Cardoso
Alferes Mil.º Atirador de Infantaria
Comandante do 2.º pelotão
da
Companhia de Cavalaria
489
Batalhão de Cavalaria 490
«SEMPRE EM FRENTE»
«...NA GUERRA CONDUTA
MAIS BRILHANTE»
Guiné: 22Jul1963 a
07Ago1965
Cruz de
Guerra de 3.ª classe
Louvor Colectivo
Adilson Augusto Cardoso, Alferes Mil.º
Atirador de Cavalaria [Infantaria].
No ano lectivo de 1960/61 da Universidade do Porto,
estudante do 1.º ano do curso de Medicina;
Em 7 de Janeiro de 1963, Soldado-Cadete nº 1247/62 da
Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM»,
conclui o Curso de Oficiais Milicianos (COM) sendo
promovido a Aspirante-a-Oficial Miliciano Atirador de Infantaria
e transferido para o Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»;
Em 17Jul1963, tendo sido mobilizado para servir Portugal
na Província Ultramarina da Guiné, embarca
em Lisboa no
NTT 'Niassa' rumo ao estuário do Geba (Bissau), como
Alferes Miliciano comandante do 2.º pelotão da Companhia
de Cavalaria 489 (CCav489) do Batalhão de Cavalaria 490
(BCav490) «SEMPRE EM FRENTE»;
Louvor colectivo, por despacho de 12 de Fevereiro de
1965 e por proposta do Excelentíssimo Comandante do
Agrupamento n.º 16, louva Oficiais, Sargentos e Praças
do Batalhão de Cavalaria 490 (BCav490), publicado na
Ordem de Serviço n.º 14 do Comando Militar da Guiné, de
16 de Fevereiro de 1965 e na Revista da Cavalaria,
edição de 1965, pág. 150:
BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 490
Que, por despacho de 12 do corrente e por proposta do
Excelentíssimo Comandante do Agrupamento n.º 16, louva:
Batalhão de Cavalaria n.º 490 porque, encontrando-se na
Província há mais de 18 meses e tendo iniciado a sua
missão de quadrícula após um período de intervenção nas
regiões mais afectadas pelo inimigo (Ilha do Como e
Morés), tem mantido uma actividade operacional profícua
a custo dos próprios efectivos em quadrícula,
enfileirando sempre ao lado de outras Unidades mais
modernas na Província.
Não obstante as alterações que tem havido nos principais
colaboradores do Comando e no Comando das suas
Companhias orgânicas, tudo por força de promoções
ocorridas após o início da sua Comissão de Serviço, e
apesar do elevado número de elementos inoperacionais
como consequência de factores vários a que não são
estranhos os períodos vividos em verdadeiro ambiente de
contra-guerrilha, tem o Batalhão de Cavalaria n.º 490
sabido manter um elevado espírito combativo que honra a
Arma de Cavalaria e o Exército.
Unidade dotada de elevado moral, tem-no fortificado nos
duros momentos de luta já vividos e que ficam a atestar
o alto valor militar de todos os seus componentes,
Oficiais, Sargentos e Praças, irmanados como estão no
mesmo sentimento do Dever que os trouxe à Guiné
Portuguesa.
Em 7 de Agosto de 1965 regressa no NTT 'Niassa', do qual
desembarca em Lisboa no dia 14 de Agosto e 1965;
Em 20 de Setembro de 1966 agraciado com a Cruz de Guerra
de 3.ª classe, por relevantes feitos em combate:
Alferes Miliciano de Cavalaria
[Infantaria]
ADILSON AUGUSTO CARDOSO
CCav489/BCav490 - RC3
GUINÉ
3.ª CLASSE
Transcrição da
Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 20 – 2.ª
série, de 1966.
Por Portaria de 20 de Setembro de 1966:
Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados
em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o
Alferes Miliciano de Cavalaria [Infantaria], Adilson
Augusto Cardoso, da Companhia de Cavalaria n.º 489 do
Batalhão de Cavalaria n.º 490 - Regimento de Cavalaria
n° 3.
Transcrição do
louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 09, de 31 de Dezembro
de 1965, do Quartel General do Comando Territorial
Independente da Guiné):
Louvado o Alferes Miliciano, Adilson Augusto Cardoso,
porque, no Comando do seu Grupo de Combate, na operação
levada a cabo pela Companhia de Cavalaria n.º 489 a que
pertence, na zona de Morés, considerada “Quartel
General" do terrorismo na região de Oio, em todas as
acções de fogo em que interveio, mas, principalmente, na
emboscada sofrida a caminho de Talicó e também durante
os vários ataques nocturnos ao estacionamento
improvisado de Morés, nos quais o fogo do inimigo foi
intensíssimo e em grande parte dirigido às posições
ocupadas pelo seu Grupo de Combate, revelou grande
serenidade, desprezo pelo perigo e abnegação.
Tais qualidades levaram-no noutra emboscada montada pelo
inimigo na mesma região e em face da quantidade de
praças atingidas na frente, as quais requeriam urgente
evacuação, a pessoalmente conduzir até lá um grupo de
militares do seu Grupo de Combate, tendo em seguida
colaborado no respectivo transporte dos feridos, atitude
tomada com grande decisão e coragem debaixo de forte
fuzilaria inimiga.
Durante a noite, mais uma vez se distinguiu pela forma
como junto dos seus homens dirigiu a reacção aos cinco
ataques sofridos, de novo pondo à prova muita serenidade
e valentia que viria a ser confirmada no dia seguinte
durante outra emboscada que o inimigo preparou a caminho
de Bijene e na qual o seu Grupo de Combate foi
especialmente visado.
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Louvor Colectivo
BATALHÃO DE
CAVALARIA N.º 490
Ordem de
Serviço n.º 14 do Comando Militar da
Guiné,
de 16 de Fevereiro de 1965
Que, por despacho de 12 do corrente
e por proposta do Excelentíssimo
Comandante do Agrupamento n.º 16,
louva:
Batalhão de Cavalaria n.º 490
porque, encontrando-se na Província
há mais de 18 meses e tendo iniciado
a sua missão de quadrícula após um
período de intervenção nas regiões
mais afectadas pelo inimigo (Ilha do
Como e Morés), tem mantido uma
actividade operacional profícua a
custo dos próprios efectivos em
quadrícula, enfileirando sempre ao
lado de outras Unidades mais
modernas na Província.
Não obstante as alterações que tem
havido nos principais colaboradores
do Comando e no Comando das suas
Companhias orgânicas, tudo por força
de promoções ocorridas após o início
da sua Comissão de Serviço, e apesar
do elevado número de elementos
inoperacionais como consequência de
factores vários a que não são
estranhos os períodos vividos em
verdadeiro ambiente de
contra-guerrilha, tem o Batalhão de
Cavalaria n.º 490 sabido manter um
elevado espírito combativo que honra
a Arma de Cavalaria e o Exército.
Unidade dotada de elevado moral,
tem-no fortificado nos duros
momentos de luta já vividos e que
ficam a atestar o alto valor militar
de todos os seus componentes,
Oficiais, Sargentos e Praças,
irmanados como estão no mesmo
sentimento do Dever que os trouxe à
Guiné Portuguesa.
(in Revista
da Cavalaria do ano de 1965, pág.
150)
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Batalhão de Cavalaria
n.º 490
Identificação:
BCav490
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3 (RC 3 - Estremoz)
Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria
Fernando José
Pereira Marques Cavaleiro (Cruzes de Guerra de 1.ª e 3.ª
classes)
2.º Comandante:
Major de Cavalaria Alexandre António Baía
Rodrigues dos Santos
Major de Cavalaria Raul Augusto Paixão Ribeiro
Oficial de Informações e Operações
/ Adjunto:
Capitão de Cavalaria Domingos Vilas Boas de Sousa
Magalhães
Comandantes de Companhia:
Companhia
de Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Cavalaria Luís Augusto Rodrigues de
Carvalho
Capitão de Cavalaria Luís Alberto Paço Moura dos Santos
Capitão de Cavalaria Luís Moreira Arriscado Nunes
Capitão de Cavalaria Manuel Correia Arrabaça
Capitão do Serviço Geral do Exército António Joaquim
Marques
Companhia de
Cavalaria 487 (CCav487):
Capitão de Cavalaria António Varela Romeiras
Júnior
Capitão de Cavalaria Rui Gonçalves Soeiro Cidrais
Companhia de
Cavalaria 488 (CCav488):
Capitão de Cavalaria Fernando Manuel Lopes
Ferreira
Capitão de Cavalaria Manuel Correia Arrabaça
Tenente de Cavalaria Lourenço de Carvalho Fernandes
Tomás
Companhia de
Cavalaria 489 (CCav489):
Capitão de Cavalaria António Ferreira Cabral Pais
do Amaral
Capitão de Cavalaria João do Nascimento de Jesus Pato
Anselmo
Capitão Mil.º de Cavalaria António Tavares Martins
Divisa:
"Sempre em frente"
Partida:
Embarque no dia 17 de Julho de 1963,
no NTT ‘Niassa’; desembarque no dia 22 de Julho de 1963
Regresso:
Embarque no dia 12 de Agosto de 1965 [7
de Agosto de 1965], no NTT 'Niassa';
desembarque
em Lisboa no dia 14 de Agosto de 1965
Síntese da Actividade Operacional
Após o desembarque, permaneceu em Bissau em
função de intervenção, com duas subunidades em reforço
do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512), a partir de 2 de
Agosto de 1963, por rotação, a fim de actuarem
intensivamente na região de Óio - Morés e Mansoa.
De 14 de Janeiro a 24 de Março de 1964, assumiu o
comando das forças terrestres da operação "Tridente",
realizada nas ilhas de Como, Caiar e Catunco, reforçado
com outras subunidades, incluindo fuzileiros especiais e
pára-quedistas.
Em 23 de Maio de 1964, seguiu para Farim a fim de
preparar a organização, deslocamento e instalação das
forças no Sector C3, mais tarde, Sector O2, então criado
e cuja área se encontrava incluída do antecedente na
zona de responsabilidade do Batalhão de Caçadores 512
(BCac512).
Em 31 de maio de 1964, assumiu a responsabilidade
completa do referido sector, com a sede em Farim que
abrangia os subsectores de Cuntima, Jumbembém, Bigene e
Farim e a partir de 29 de Junho de 1964 o de Binta,
então criado.
Em 25 de Março de 1965, instalou forças para ocupação da
povoação de Canjambari, no seu sector, tendo as suas
subunidades ficado integradas no seu dispositivo e
manobra do Batalhão, a partir de 31 de Maio de 1964.
O batalhão continuou a desenvolver assinalável
actividade operacional de reconhecimentos, emboscadas,
batidas, abertura e protecção dos itinerários e acções
sobre grupos inimigos.
Destacam-se, pelas baixas causadas e pela captura de
bastante armamento e outro material, as operações
"Jocoso", "Vouga" e "Invento", entre outras.
Dentre o armamento capturado mais significativo,
destaca-se uma metralhadora ligeira, 19
pistolas-metralhadoras, 36 espingardas, 10 minas e 9145
munições de armas ligeiras.
Em 15 de Junho de 1965, foí rendido no Sector O2 pelo
Batalhão de Artilharia 733 (BArt733) e recolheu a
Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso, tendo
ainda destacado nesse período alguns efectivos das suas
subunidades para segurança e protecção dos meios de
travessia do rio Cacheu, em S. Vicente.
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A Companhia de Cavalaria 487
(CCav487), enquanto na função de intervenção, foi
empregada em diversas operações nas regiões de Encheia,
Fajonquito, Bissorã e Morés, em reforço de outros
batalhões e, integrada no seu batalhão, na operação
"Tridente" atrás referida.
Em 11 de Março de 1964, seguiu para Farim a fim de
substituir a Companhia de Artilharia 640 (CArt640) na
função de subunidade de intervenção e reserva do sector,
inicialmente na dependência do Batalhão de Caçadores 512
(BCac512) e depois do seu batalhão.
Em 15 de Julho de 1965, após curto período na
dependência do Batalhão de Artilharia 733 (BArt733), foi
substituída em Farim pela Companhia de Artilharia 731
(CArt731) e recolheu então a Bissau a fim de se integrar
novamente no seu Batalhão até ao embarque de regresso.
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A Companhia de Cavalaria 488
(CCav488), enquanto na função de intervenção, foi
empregada em diversas operações nas regiões de Mansoa,
Cutia, Bissorã e Morés, em reforço do Batalhão de
Caçadores 512 (BCac512) e, integrada no seu batalhão, na
operação "Tridente" atrás referida.
Após deslocamento por Bafatá, Cambajú, Canhamina e
Sitató, ocupou e instalou-se em Jumbembém em 31 de Maio
de 1964, assumindo a responsabilidade do respectivo
subsector e ficando integrada no dispositivo e manobra
do seu batalhão.
Em 6 de Junho de 1965, foi rendida pela Companhia de
Artilharia 730 (CArt730) , tendo recolhido seguidamente
a Bissau com o seu batalhão e onde se manteve até ao seu
embarque de regresso.
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A Companhia de Cavalaria 489
(CCav489), enquanto na função de intervenção, foi
empregada, com base em Mansabá, em diversas operações
efectuadas nas regiões de Mansabá, Bissorã e Morés, em
reforço do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) até 27 d
Dezembro de 1963 e, integrada no seu Batalhão, na
operação "Tridente" atrás referida, tendo ainda sido
atribuída temporariamente ao Batalhão de Caçadores 236
(BCac236) e depois ao Batalhão de Caçadores 600
(BCac600) para colaborar na segurança e protecção das
instalações da área de Bissau, de 3 de Setembro a 21 de
Outubro de 1963, a fim de colmatar a saída da Companhia
de Caçadores 154 (CCac154).
Após deslocamento conjunto com a Companhia de Cavalaria
488 (CCav488) até Sitató, instalou-se em Cuntima em 31
de Maio de 1964, onde substituíu forças da Companhia de
Caçadores 461 (CCac461) e da 1.ª Companhia de Caçadores
(1ªCCac), assumindo a responsabilidade do respectivo
subsector, então criado e ficando integrada no
dispositivo e manobra do seu batalhão.
Em 6 de Junho de 1965, foi rendida pela Companhia de
Artilharia 732 (CArt732), tendo recolhido seguidamente a
Bissau com o seu batalhão e onde se manteve até ao seu
embarque de regresso.
Entretanto, a partir de 13 de Junho de 1965, dois
pelotões estiveram temporariamente deslocados em Bula,
em reforço do Batalhão de cavalaria 790 (BCav790), por
períodos de 10 a 15 dias, com vista à realização de
patrulhamentos e contactos com as populações da região
de S. Vicente.



Foto publicada no facebook pelo
veterano Virginio António Briote,
no sítio do
Batalhão de Cavalaria 490:
