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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo V,
pág. 132, da RHMCA / CECA / EME
7.º Volume, Tomo II,
pág.s 212 a 214, da
RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército,
ed. 102, pág. 6, de
Junho de 1968
Imagem dos
distintivos cedidas por Carlos Coutinho
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Adriano Rebelo da
Rocha
Soldado Condutor
Auto, n.º 03558366
Companhia de Artilharia 1647
Batalhão de
Artilharia 1904
«FIRMES E GENEROSOS»
Guiné:
18Jan1967 a 31Out1968
Cruz de Guerra, de 4.ª classe
Prémio Governador da Guiné


Adriano Rebelo da
Rocha,
Soldado Condutor Auto, n.º 03558366
Mobilizado
pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2
- Vila Nova de Gaia) para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné
integrado na
Companhia de Artilharia 1647
do Batalhão de Artilharia 1904
«FIRMES E GENEROSOS», no
período de 18 de Janeiro de 1967 a 31
de Outubro de 1968.
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Soldado,
condutor auto, n.º 03558366
ADRIANO REBELO DA ROCHA
CArt1647/BArt1904 -
RAP2
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do
Despacho publicado na OE n.º 7 - 3.ª
série de 1968.
Agraciado com a Cruz
de Guerra de 4.ª classe, nos termos
do art.º 12.º do Regulamento da
Medalha Militar, promulgado pelo
Decreto n.º 35 677, de 28 de Maio de
1946, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas
da Guiné, de 8 de Fevereiro de 1968:
O Soldado, condutor auto, n.º
03558366, Adriano Rebelo da Rocha,
da Companhia de Artilharia n.º 1647
do Batalhão de Artilharia n.º 1904 -
Regimento de Artilharia Pesada n.º
2.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 01, de 04 de
Janeiro de 1968, do Quartel General
do Comando Territorial Independente
da Guiné (QG/CTIG):
Louvo o Soldado, condutor auto, n.º
03558366, Adriano Rebelo da Rocha,
da Companhia de Artilharia 1647
(CArt1647), porque durante a
operação "Bastão", apesar de ter
sido ferido com um tiro de arma
automática, continuou a reagir pelo
fogo à emboscada que o In havia
montado às Nossas Tropas e como era
portador de uma granada de LGFog
(lança-granadas foguete),
deslocou-se debaixo de fogo ao local
onde se encontrava essa arma a fim
de entregar a granada ao pessoal que
dela necessitava.
Não obstante a gravidade do
ferimento que motivou a sua
evacuação posterior para o Hospital,
não quis ser tratado se não em
último lugar, tendo percorrido cerca
de 10 Km sem consentir que o
ajudassem, escondendo de todos o seu
sofrimento embora o sacrifício fosse
notório.
Pela sua coragem e firmeza, pela
serena energia demonstrada debaixo
de fogo inimigo, pela determinação e
agressividade no cumprimento da
missão, pelo seu elevado espírito de
sacrifício levado ao ponto de
esconder o sofrimento para não
influenciar os camaradas, pela
resignação face aos ferimentos e à
calma evidenciada perante a
adversidade, é muito justamente o
Soldado Rocha, no louvor que se lhe
confere, amplamente digno de ser
apontado à consideração de todos
como um militar de raras virtudes
militares e um digno representante
de uma mocidade abnegada e generosa
que se bate determinada e
intransigentemente na defesa
indefectível da permanência de
Portugal em África.
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Jornal do Exército,
ed. 102, pág. 6, de
Junho de 1968
Soldado Adriano
Rebelo Rocha
«Revelou-se um combatente dotado
das mais altas qualidades. Ao ser
ferido no decorrer duma Operação,
continuou apesar disso a utilizar a
sua arma com sangue-frio e precisão
e conseguiu deslocar-se debaixo de
fogo até encontrar a guarnição do
lança-granadas foguetes, para fazer
entrega duma granada de que era
portador.
Revelando ainda
grande espirito de sacrifício e de
abnegação não consentiu que o
tratassem, antes de serem assistidos
os seus outros companheiros feridos,
a despeito da gravidade do seu
estado que motivou a sua posterior
evacuação para o Hospital,
procurando esconder todo o seu
sofrimento, embora fosse notório o
sacrifício que estava impondo a si
próprio.
Foi já condecorado com a Cruz de
Guerra de 4.ª classe.»

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Batalhão
de Artilharia n.º 1904
Identificação:
BArt1904
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Artilharia
Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia)
Comandante:
Tenente Coronel de
Artilharia Fernando da Silva Branco
2.º
Comandante:
Major de Artilharia
Adolfo Jorge Vilares da Costa
Oficial de
Informações e Operações / ADjunto:
Capitão de Artilharia
Manuel Henrique Lestro Henriques
Comandantes
de Companhia:
Companhia
de Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Artilharia
João Gonçalves Vila Chã
Capitão de Artilharia Artur Olímpio
de Sá Nunes
Companhia
de Artilharia 1646 (CArt1646):
Capitão Mil.º de
Artilharia Manuel José Meirinhos
Companhia de
Artilharia 1647 (CArt1647):
Capitão de Artilharia
Fernando Manuel Jacob Galriça
Companhia
de Artilharia 1648 (CArt1648):
Capitão de Artilharia
Diogo Baptista Coelho
Capitão Mil.º de Artilharia José
Reis Fernandes Leitão
Divisa:
"Firmes e Generosos"
Partida:
Embarque no NTT «Uíge» no
dia 11 de Janeiro de 1967;
desembarque em 18 de Janeiro de 1967

Regresso:
Embarque no dia 31 de
Outubro de 1968
Síntese da
Actividade Operacional
Inicialmente, foi
colocado em Bissau, rendendo o
Batalhão de Caçadores 1876
(BCac1876) e assumindo as
responsabilidades de segurança e
defesa dos pontos sensíveis do
sector a partir de 23 de Janeiro de
1967, com as subunidades que lhe
foram atribuídas, com a sede em
Bissau e englobando os subsectores
de Brá (Bissau), Nhacra e Quinhámel,
tendo colaborado intensivamente no
recenseamento da maior parte da
população suburbana da cidade.
Após ter sido substituído no sector
de Bissau pelo Batalhão de Caçadores
2834 (BCac2834), assumiu, em 18 de
Janeiro de 1968, a responsabilidade
do Sector L1, com sede em Bambadinca
e abrangendo os subsectores de Xime,
Xitole e Bambadinca e, a partir de 6
de Maio de 1968, ainda o subsector
de Mansambo, então criado, tendo
rendido no referido sector o
Batalhão de Caçadores 1888
(BCac1888).
Desenvolveu intensa actividade
operacional, orientada para a
desarticulação dos grupos inimigos
que tentavam fixar-se na zona de
acção, para assegurar a ocupação
territorial e para promover a
autodefesa, segurança e promoção
socioeconómica das populações.
Dentre o material capturado mais
significativo salienta-se: 1
metralhadora pesada, 4 metralhadoras
ligeiras, 6 pistolas-metralhadora e
17 espingardas.
Em 16 de Outubro de 1968, foi
rendido no sector de Bambadinca pelo
Batalhão de Caçadores 2852
(BCac2852) e recolheu seguidamente a
Bissau, a fim de aguardar o embarque
de regresso.
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A
Companhia de Artilharia 1646
(CArt1646) foi
inicialmente colocada em Bissau,
ficando integrada no dispositivo de
segurança e protecção das
instalações e das populações da
área, em substituição da Companhia
de Caçadores 799 (CCac799), na
dependência do seu batalhão, sendo,
de 21 de Maio a 23 de Junho de 1967,
transitoriamente, substituída pela
Companhia de Caçadores 1683
(CCac1683). Após ter cedido
temporariamente um pelotão para
Bula, em reforço do Batalhão de
Caçadores 1876 (BCac1876), de 1 a 20
de Abril de 1967, foi atribuída na
totalidade em reforço do Batalhão de
Caçadores 1876 (BCac1876), para
tomar parte em operações nas regiões
de Bipo, Choquemone, Ponta Matar e
Pelundo, entre outras, de 21 de Maio
a 4 de Agosto de 1967. Depois de ter
sido substituída no sector de Bissau
pela Companhia de Artilharia 1742
(CArt1742), foi transferida para Fá
Mandinga, em 4 de Agosto de 1967, a
fim de integrar o dispositivo e
manobra do Batalhão de Caçadores
1888 (BCac1888), com um pelotão
destacado em Bambadinca.
Em 14 de Novembro1967, por troca com
a Companhia de Caçadores 1551
(CCac1551), assumiu a
responsabilidade do subsector de
Xitole, com pelotões destacados em
Saltinho e Mansambo, este até 5 de
Maio de 1968, ficando integrada no
Batalhão de Caçadores 1888
(BCac1888) e depois no seu batalhão.
Em 18 de Setembro de 1968, foi
rendida pela Companhia de Artilharia
2413 (CArt2413) por troca e voltou a
Fá Mandinga em 20 de Setembro de
1968, onde se manteve até 6 de
Outubro de 1968. Em seguida,
recolheu a Bissau, a fim de aguardar
o embarque de regresso, sendo
transitoriamente integrada no
dispositivo de segurança e protecção
das instalações e das populações da
área a cargo do Batalhão de
Caçadores 1911 (BCac1911).
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A
Companhia de Artilharia 1647
(CArt1647) foi
inicialmente colocada no sector de
Bissau a fim de colmatar a saída
anterior da Companhia de Caçadores
1589 (CCac1589) no dispositivo de
segurança e protecção das
instalações e das populações da área
a cargo do Batalhão de Artilharia
1904 (BArt1904).
Em 24 de Março de 1967, por troca
com a Companhia de Caçadores 1438
(CCac1438), iniciou o deslocamento
para o subsector de Quinhámel, com
destacamentos em Ilondé, Ome, Ponta
Vicente da Mata e Ondame, tendo
assumido a responsabilidade do
referido subsector em 31 de Março de
1967.
Em 5 de Agosto de 1967, rendida pela
Companhia de Caçadores 1549
(CCac1549), foi colocada de novo em
Bissau, a fim de substituir a
Companhia de Caçadores 1438
(CCac1438) no dispositivo do sector
e, cumulativamente, desempenhar as
funções de subunidade de reserva do
CTIG (Comando Territorial
Independente da Guiné), sendo
atribuída a partir de 7 de Agosto de
1967 ao Batalhão de Caçadores 1876
(BCac1876), para realização de
operações na região de Bula.
Em 11, 16 e 20 de Setembro de 1967,
deslocou-se por fracções para Binar,
a fim de render a Companhia de
Caçadores 1498 (CCac1498), assumindo
a responsabilidade do respectivo
subsector em 19 de Setembro de 1967
e ficando integrada no dispositivo e
manobra do Batalhão de Caçadores
1876 (BCac1876) e depois do Batalhão
de 1915 (BCav 1915).
Em 13 de Outubro de 1968, foi
substituída pela Companhia de
Caçadores 2404 (CCac2404) e recolheu
a Bissau, a fim de aguardar o
embarque de regresso e sendo
integrada transitoriamente no
dispositivo do Batalhão de Caçadores
1911 (BCac1911), com vista a
cooperar na segurança e protecção
das instalações e das populações da
área.
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A
Companhia de Artilharia 1648
(CArt1648) ficou colocada
em Bissau como subunidade de
intervenção e reserva do CTIG
(Comando Territorial Independente da
Guiné), sendo utilizada em diversas
operações realizadas na região de
Pelundo, Queré, Churobrique e Tiligi,
em reforço do Batalhão de Cavalaria
1905 (BCav1905) e na região de Bula-Jolmete,
em reforço do Batalhão de Caçadores
1876 (BCac1876).
Em 31 de Julho de 1967, rendendo a
Companhia de Caçadores 1487
(CCac1487), assumiu a
responsabilidade do subsector de
Nhacra, com efectivos destacados em
Safim, João Landim, Dugal e ponte de
Ensalmá, ficando integrada no
dispositivo do Batalhão de
Artilharia 1904 (BArt1904).
Depois de ter sido substituída no
subsector de Nhacra pela Companhia
der Artilharia 1614 (CArt1614),
assumiu, em 13 de Janeiro de 1968, a
responsabilidade do subsector de
Binta, com um pelotão destacado em
Guidage, onde rendeu a Companhia de
Caçadores 1546 (CCac1546) e ficou
integrada no dispositivo e manobra
do Batalhão de Caçadores 1932
(BCac1932) e depois do Comando
Operacional n.º 3 (COP3).
Em 14 de Outubro de 1968 foi
substituída pela Companhia de
Artilharia 2412 (CArt2412) e
recolheu a Bissau a fim de aguardar
o embarque de regresso, sendo
transitoriamente integrada no
dispositivo do Batalhão de Caçadores
1911 (BCac1911), com vista a
cooperar na segurança e protecção
das instalações e das populações da
área.