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Jorge Embana, Caçador
Nativo, ao serviço do BCav1915 e da
CArt1688
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
 Albano
dos Santos Ventura
1.º Cabo de Cavalaria, nº 05992666
Companhia de
Cavalaria 1616
Batalhão de Cavalaria 1897
Guiné:
18Nov1966 a 02Ago1968
Cruz
de Guerra de 4.ª classe
Louvor
Individual
2
Louvores Colectivos
Albano dos Santos
Ventura, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º
05992666;
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3
(EC3 – Estremoz) «…NA GUERRA CONDUTA
MAIS
BRILHANTE» para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné, como
comandante de pelotão da Companhia de
Cavalaria 1616 (CCav1616) do Batalhão de
Cavalaria 1897;
No dia 12 de Novembro de 1966, na Gare
Marítima da
Rocha da Conde de Óbidos, de
Lisboa, embarcou no NTT «Niassa», rumo
ao estuário do Geba (Bissau), onde
desembarcou no dia 18 de Novembro de
1966;
A sua subunidade de cavalaria:
Seguiu, no dia 28 de Novembro de 1966,
para a região de Mansoa, a fim de
efectuar a adaptação operacional sob
orientação do Batalhão de Caçadores 1857
(BCac1857) «TRAÇAMOS A VITÓRIA» e
seguidamente ficar integrada no
dispositivo e manobra do seu batalhão,
instalando a sede em Mansoa.
Actuou em operações nas regiões de
Cubonge, Locher, Sarauol e Tambato,
entre outras e na protecção a trabalhos
de descapinagem da estrada Mansoa-Cutia,
até ao dia 3 de Abril de 1967.
Após ter tomado parte na operação
"Fabíola", foi colocada,
temporariamente, em Cutia, onde
substituiu a Companhia de Caçadores 1421
(CCac1421) do Batalhão de Caçadores 1857
(BCac1857) «TRAÇAMOS A
VITÓRIA», do dia
26 de Abril ao dia 7 de Maio de 1967,
com vista a assegurar a segurança e
protecção dos trabalhos da estrada
Mansoa-Mansabá, então realizados na
dependência do Batalhão de Caçadores
1912 (BCac1912) «VALENTES E DESTEMIDOS».
Deixando ainda um pelotão em Cutia até
29 de Junho de 1967, foi transferida no
dia 7 de Maio de 1967 para
Mansabá, a
fim de assumir a missão de intervenção e
reserva do seu batalhão.
No dia 2 de Junho de 1967, rendendo a
Companhia de Artilharia 1486 (CArt1486)
«OS LOBOS», assumiu a responsabilidade
do subsector de Olossato, com um
pelotão
em Ponte Maqué, no sector do seu
batalhão.
No dia 29 de Julho de 1968, foi rendida
no subsector de
Olossato pela Companhia
de Caçadores 2367 (CCac2367) «VAMPIROS»
do Batalhão de Caçadores 2845 (BCac2845)
«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»,
ali
colocada do antecedente em reforço da
guarnição, até à chegada e final do
treino operacional da Companhia de
Caçadores 2406 (CCac2406)
«SACRIFÍCIOS
NÃO CONTAMOS» do Batalhão de Caçadores
2852 (BCac2852) «TUDO VALE A PENA»,
seguindo depois para Bissau, a fim de
efectuar o embarque de regresso.
Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria
1897 – publicado na Ordem de Serviço n.º
16, de 18 de Abril de 1968, do Comando
Territorial Independente da Guiné, e na
Revista da Cavalaria do ano de 1968,
páginas 156 e 157;
Louvor Colectivo – Companhia de
Cavalaria 1616 – por despacho do
Comandante de Agrupamento n.º 2951,
publicado na Revista da Cavalaria do ano
de 1968, páginas 160 e 161;
No dia 2 de Agosto de 1968, embarcou no
NTT «Uíge» de regresso à Metrópole, onde
desembarcou no dia 8 de Agosto de 1968.
Louvado por feitos em combate no Teatro
de Operações da Guiné, publicado Ordem
de Serviço n.º 35, de 15 de Agosto de
1968, do Quartel General do Comando
Territorial Independente da Guiné e na
Revista da Cavalaria do ano de 1969,
página 96;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas da
Guiné, de 26 de Junho de 1969, publicado
na Ordem do Exército n.º 26 – 3.ª série
de 20 de Setembro de 1969.
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Louvor
Colectivo
BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 1897
(Ordem de
Serviço n.º 16, de 18 de Abril de 1968,
do
Comando Territorial Independente da
Guiné)
Louvo o Comando do Batalhão de Cavalaria
n.º 1897, pela brilhante orientação
imprimida a todas as actividades do
Batalhão, caracterizada por uma
aplicação consciente, objectiva e
profícua de todas as suas
responsabilidades, alicerçadas num
estudo aprofundado do inimigo em todas
as suas manifestações e no
aproveitamento equilibrado da capacidade
dos meios e das suas Forças já tão
duramente provadas em longas e repetidas
acções de combate, acompanhada de
recuperação física e valorização humana
de todos os seus componentes, de que
resultou um verdadeiro rejuvenescimento
do Batalhão.
Animado do mais profundo espírito de
missão, consciente da dureza da tarefa a
empreender e certo dos valores
individuais dos seus componentes e das
Unidades executantes, todo o Comando do
Batalhão se irmanou, com um notável
espírito de equipa, sob a magnífica
orientação do seu Comandante, na
reestruturação do seu potencial para
prossecução das já longas realizações do
Batalhão, encetando todo um conjunto de
medidas que conduziram à
consciencialização de valores e ao
florescimento de iniciativas e, através
de um doseamento dos esforços
compatíveis com o estado das suas forças
e adaptados à situação e ao cumprimento
da missão, ao estabelecimento de mútua,
inteira e total confiança e cooperação,
de que resultou uma mística de acção que
se reflectiu profundamente no rendimento
operacional e na evolução no Sector.
Orientando objectiva e criteriosamente a
actividade operacional no sentido da
realização integral de todas as
finalidades que a missão comporta,
obteve o Comando do Batalhão assinalados
êxitos em todos os aspectos, e em
particular na destruição das forças da
subversão, na reconversão da população e
na colheita de informações.
Pela assinalável obra de reafirmação,
pela continuação dos notáveis
empreendimentos no aspecto de
recuperação e conquista psicológica das
populações, pelos brilhantes resultados
operacionais a que tem conduzido as suas
forças, pelo elevado ambiente de
disciplina e organização e pelo
extraordinário espírito de missão e de
determinação que tem mantido nas suas
forças, constitui o Comando do Batalhão
de Cavalaria n.º 1897 um excelente
baluarte, verdadeira realização do
espírito militar, que ilustra e honra as
Forças Armadas e a Nação.
(in Revista
da Cavalaria do ano de 1968, páginas 156
e 157)
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Louvor
Colectivo
COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 1616
(Despacho
do Comandante de Agrupamento n.º 2951)
Louvo a Companhia de Cavalaria n.º 1616,
porque apesar de ter sido, na maior
parte da sua comissão, considerada como
Companhia de quadrícula, desenvolveu uma
constante e intensa actividade
operacional, passando quase todo o tempo
da sua comissão no interior da
província, suportando sem queixumes e
com alto sentido de missão e de dever a
cumprir a contingência de não poder
acompanhar para Bissau as outras duas
Companhias operacionais do seu Batalhão,
com as quais sempre conviveu, na paz e
na guerra.
Subunidade de elevado espírito de corpo,
que o seu primeiro comandante [Capitão
Graduado de Cavalaria Eduardo Manuel de
Oliveira Trigo Perestrelo de Alarcão e
Silva, ferido em 23Jun1967] soube
cultivar, suportou com determinação e
sem desfalecimento, por ferimentos em
combate, desse comandante, depressa se
adaptando ao capitão substituto [Capitão
de Cavalaria Carlos Manuel de Azeredo
Pinto Melo e Leme, Cruz de Guerra de 1.ª
classe] com total entusiasmo e devoção
correspondendo à elevada personalidade e
valor militar do seu novo comandante com
determinação, tenacidade e coragem em
todas as acções a que foi chamada a
intervir.
Das suas actuações em combate
destacam-se as operações «Finca-Pé» pelo
forte contacto e numerosas baixas
causadas ao inimigo, «Farolim», «Farejar
3», pela longa duração e forte
determinação, «Fabíola» pela sua duração
e fortes e demorados contactos com o
inimigo, «Equinócio» e «Exterminar 3»
pelo elevado número de baixas causado ao
inimigo, «Esponja 3» pela agressividade
revelada e enorme quantidade de material
capturado, «Epidemia» pela forte
determinação na destruição duma base
central inimiga, «Esturrada» pela
quantidade de população recuperada e
«Alma Forte» pela forte determinação
face aos grupos inimigos detectados.
Foi brilhante nos golpes de mão, que
realizou cm plena noite, sempre com
resultados positivos e na maioria das
vezes sem consumo de munições. Mas se
nas missões de combate foi brilhante
também nas missões de paz foi
devidamente apreciada pelas populações
nativas e muito especialmente pelas do
Olossato, onde, muito contribuiu para
que todos, militares e civis,
comungassem, com fervor, na luta em que
estavam empenhados.
Pelas brilhantes actuações, pela
determinação, agressividade e coragem
que os seus Oficiais, Sargentos e Praças
sempre revelaram é a Companhia de
Cavalaria 1616 merecedora deste público
louvor e deve ser apontada e justamente
considerada como uma subunidade que
tanto prestigiou o seu Batalhão.
Dignificou a Arma e muito honrou o
Exército Português na actual conjuntura.
(in Revista
da Cavalaria do ano de 1968, páginas 160
e 161)
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Cruz
de Guerra de 4.ª classe
1.º
Cabo de Cavalaria, n.º 05992666
ALBANO DOS SANTOS VENTURA
CCav1616/BCav1897 -
RC3
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição
do Despacho publicado na Ordem do
Exército n.º 26 – 3.ª série de 20 de
Setembro de 1969.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4ª
classe, nos termos do artigo 12.º do
Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de
28 de Maio de 1946, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas da
Guiné, de 26 de Junho de 1969, o 1.º
Cabo n.º 05992666, Albano dos Santos
Ventura, da Companhia de Cavalaria n.º
1616 do Batalhão de Cavalaria n.º 1897 -
Regimento de Cavalaria n.º 3.
Transcrição
do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 35,
de 15 de Agosto de 1968, do Quartel
General do Comando Territorial
Independente da Guiné):
Louvado o 1.º Cabo n.º 05992666, Albano
dos Santos Ventura, da Companhia de
Cavalaria n.º 1616 do Batalhão de
Cavalaria n.º 1897 - Regimento de
Cavalaria n.º 3, porque nas acções e
operações em que tomou parte,
especialmente numa emboscada sofrida
pelas Nossas Tropas na estrada Mansabá -
Cutia, evidenciou, como apontador de
lança-grandas foguete, notáveis
qualidades de serenidade, coragem e
sentimento do dever, afirmadas debaixo
de nutrido fogo do inimigo.
Na emboscada acima referida, quando as
Nossas Tropas, saltando prontamente das
viaturas, procuraram abrigo, o 1.º Cabo
Ventura, manteve-se isolado, sobre a sua
viatura, carregando e disparando a sua
arma calma e decididamente, indiferente
ao perigo, muito concorrendo para a
debandada do inimigo.
A sua actuação, espírito de sacrifício,
calma e coragem, tornaram-no num exemplo
para os seus camaradas e merecedor da
admiração dos seus superiores.

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