Albertino
Dias Gomes, Soldado Atirador de
Cavalaria, n.º 06417868, nascido no
ano de 1948, na freguesia de São
Martinho, concelho de Sintra.
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7
(RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» -
«REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal
na Província Ultramarina da Guiné;
No dia 23 de Fevereiro de 1969, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em
Lisboa, embarcou no NTT ‘Uíge’,
integrado na Companhia de Cavalaria 2485
(CCav2485) do Batalhão de
Cavalaria 2868
(BCav2868) «NÃO TEMO», rumo ao estuário
do Geba, onde desembarcou no dia 1 de
Março de 1969;
A sua subunidade de cavalaria em:
- 30 de Março de 1969 seguiu para
Cacheu, integrada na manobra e missão do
seu
batalhão, tendo em 24 de Abril de
1969 substituído na missão de quadrícula
a Companhia de Caçadores 2446 (CCac2446)
«ALEA
JACTA EST», até à chegada da
Companhia de Caçadores 2367 (CCac2367)
«VAMPIROS» do
Batalhão de Caçadores 2845
(BCac2845) «SEMPRE EXCELENTES E
VALOROSOS», em 30 de Junho de 1969 e
onde se manteve até 22 de Agosto de
1969;
- 25 de Agosto de 1969, foi colocada em
Bula, em reforço do Batalhão 2861
(BCac2861) «VENCER» - «SEMPRE EXCELENTES
E VALOROSOS» e depois integrada no seu
batalhão;
- 25 de Junho de 1970, por troca com a
Companhia de Cavalaria 2487 (CCav2487)
do Batalhão de Cavalaria 2868 (BCav2868)
«NÃO TEMO», foi transferida para Ponta
Augusto Barros e reordenamentos de Mato
Dingal e João Landim, voltando a Bula,
por troca com a Companhia de
Cavalaria
2525 (CCav2525) «PUNHOS D’AÇO» - «NÃO
CONHECEMOS O IMPOSSÍVEL», em 25 de Julho
de 1970;
- 23 de Setembro de 1970, por troca com
a Companhia de Cavalaria 2486 (CCav2486)
do Batalhão de Cavalaria 2868 (BCav2868)
«NÃO TEMO», foi
transferida para Pete e
reordenamentos de Ponta Consolação e
Capunga;
- 23 de Outubro de 1970, rendida por
troca, pela Companhia de Cavalaria 2639
(CCav2369) «PELA PÁTRIA» - «PRO BONO
PACIS», voltou a Bula, onde se manteve
até à sua substituição pela Companhia de
Caçadores 2789 (CCac2789) «VIGILANTES»
em 1 de Dezembro de 1970, após o que
recolheu a Bissau para embarque;
Louvado por feitos em combate
no teatro de operações da Guiné,
publicado nas Ordens de Serviço n.º 29,
de 6 de Agosto de 1969 e n.º 39, de 14
do mesmo mês e ano, do Quartel General
do Comando Territorial Independente da
Guiné);
Em 31 de Dezembro de 1970, embarcou no
NTT ‘Rita Maria’ de regresso à
Metrópole, onde desembarcou no dia 9 de
Janeiro de 1971;
Agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe,
pela Portaria de 24 de Março de 1971,
publicado na
Ordem do Exército n.º 10 - 3.ª
série, de 1971
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LOUVORES
COLECTIVOS E CITAÇÕES ELOGIOSAS:
Para visualização dos conteúdos
clique em cada um dos sublinhados que se seguem:
Batalhão de
Cavalaria 2868: 3 Louvores
Colectivos e 3 Citações Elogiosas
Colectivas
Companhia de
Cavalaria 2485: Louvor Colectivo
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Cruz de
Guerra de 2.ª classe:
Soldado
de Cavalaria, n.° 06417868
ALBERTINO DIAS GOMES
CCav2485/BCav2868 - RC7
GUINÉ
2.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 10 - 3.ª
série, de 1971.
Por
Portaria de 24 de Março de 1971:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em
acções de combate na Província da
Guiné Portuguesa, o Soldado n.º
06417868, Albertino Dias Gomes, da
Companhia de Cavalaria n.° 2485 do
Batalhão de Cavalaria n.° 2868 -
Regimento de Cavalaria n.º 7.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado nas Ordens de Serviço n.º
29, de 6 de Agosto de 1969 e n.º 39,
de 14 do mesmo mês e ano, do Quartel
General do Comando Territorial
Independente da Guiné):
Que, por despacho de 3 de Agosto de
1969, do Brigadeiro Comandante-Chefe
das Forças Armadas da Guiné, foi
considerado como sendo dado por si,
o louvor do Soldado Albertino Dias
Gomes, da Companhia de Cavalaria n.°
2485 do Batalhão de Cavalaria n.°
2868, porque, tendo revelado um
extraordinário entusiasmo e
desembaraço por toda a actividade
operacional, sendo normalmente
voluntário para todas as situações
de risco, demonstrou sempre elevado
grau de coragem, que lhe creditou a
admiração de todos os elementos da
sua Unidade.
Durante a operação "Iniciação",
arrancou sozinho com o seu LGFog
(lança-granadas foguete) ao encontro
de um elemento inimigo armado, que
feriu e perseguiu, contribuindo com
a sua acção para a detecção e
destruição de um importante
acampamento inimigo.
Na operação "Chicote", em que viria
a perder um membro inferior,
ocasionado pelo rebentamento de uma
mina, mais uma vez se colocou
voluntariamente na frente da coluna,
lugar que por gosto ao risco
normalmente ocupava, quando notava
qualquer hesitação nos seus
camaradas. Dotado de grande
rusticidade e espírito de
sacrifício, de tal deu mostras
quando da sua evacuação, que durou
sete horas, em que, apesar de já se
saber gravemente diminuído,
debilitado pela perda de sangue, e
sofrendo todos os balanços de quem é
transportado em terreno difícil à
progressão, não soltou um único
lamento, antes pelo contrário,
aconselhou os seus camaradas a não
pensarem no seu caso, incutindo-lhes
tal ânimo, que impressionou
extraordinariamente toda a coluna.
Por tudo o que acabo de citar,
considero o Soldado Albertino Dias
Gomes, um exemplo de militar
possuidor de coragem, serena energia
debaixo de fogo, decisão,
sangue-frio e gosto pelo risco, que
muito honra o Exército Português, e
a quem a Nação, se julga, dever dar
público testemunho.
Faleceu no dia 11 de Fevereiro de
2014, em São Paulo, no Brasil, na
situação de deficiente das Forças
Armadas, publicado na Ordem do
Exército n.º 3 - 1.ª série, de 31 de
Março de 2014, pág. 50 e no Jornal
“ELO”, edição n.º 449, de Março de
2014, pág. 2.
Paz à sua Alma
