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Condecorações

Albertino Duarte Gomes Pinto, Alferes Mil.º ‘Comando’, n.º 61933370

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

 

 

Albertino-Duarte-Gomes-Pinto-350Albertino Duarte Gomes Pinto

 

Alferes Mil.º ‘Comando’, n.º 62933370

 

Angola: 12Dez1970 a 19Mar1973

 

Centro de Instrução de Comandos

20.º curso de comandos

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

Região Militar de Angola

 «CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE»

 

CG-1-2classe-350

 

 

 

 

 

 

 

Comandante de Grupo de Combate da

25.ª Companhia de Comandos

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Oficial Instrutor da

Companhia de Instrução

23.º Curso de Comandos

Centro de Instrução de Comandos

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

Região Militar de Angola

 «CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE»

 

Dispositivo operacional da Defesa Imediata da

33.ª Companhia de Comandos

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª classe

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe
 

Albertino Duarte Gomes Pinto, Alferes Mil.º ‘Comando’, n.º 61933370.


EAMAEm 12 de Dezembro de 1970, Aspirante-a-Oficial Miliciano, oriundo do Curso de Oficiais Milicianos (COM) RMA-gr-vm-280da Escola de Aplicação Militar de Angola (EAMA) «PARA SERVIR-VOS BRAÇO ÀS ARMAS FEITO» da Região Militar de Angola (RMA) «CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE», iniciou no Centro de Instrução de CICmds-Angola-280Comandos (CI/RMA) o 20.º curso de Comandos;

25-CCmds-280
Em 27 de Março de 1971 concluiu a instrução, sendo-lhe concedida a especialidade 959-Comandos e sendo-lhe atribuído o comando de um Grupo de Combate da 25.ª Companhia de Comandos (25ªCCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»;

CICmds-Angola-280
Em 16 de Novembro de 1971 transferido para a Companhia de Instrução (CI) do Centro de Instrução de Comandos (CIC) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» e colocado como oficial instrutor no 23.º curso de comandos;

33-CCmds-sem-Fundo-280
Em 16 de Agosto de 1972 transitou da Companhia de Instrução (CI) do Centro de Instrução de Comandos (CIC) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» para o dispositivo operacional da Defesa Imediata da 33.ª Companhia de Comandos (33ªCCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES», na qual cessou actividade em 19 de Março de 1973.


Na situação de disponibilidade, ficou a residir em Luanda.


Em 24 de Junho de 1973 agraciado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, em consequência de ter sido em 4 de Dezembro de 1972 louvado por relevantes actos em combate aquando comandante de grupo de combate da 25.ª Companhia de Comandos «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»:


CG-2classeAlferes Miliciano de Infantaria, Comando
ALBERTINO DUARTE GOMES PINTO
 

25ªCCmds – CIC / RMA
ANGOLA
 

2.ªCLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 17 – 2.ª série, de 1973.


Por Portaria de 24 de Junho de 1973:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, o Alferes Miliciano de Infantaria, Albertino Duarte Gomes Pinto, com a medalha de Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 14.º, 15.º, 16.º e 63.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado nas Ordens de Serviço n.º 7, de 11 de Dezembro de 1972, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola, e n.º 105, de 29 do mesmo mês e ano, do Quartel General da Região Militar de Angola):


Por despacho de 4 de Dezembro de 1972, o General Comandante-Chefe, Interino, louvou o Alferes Miliciano, Comando, Albertino Duarte Gomes Pinto, da 25.ª Companhia de Comandos, porque, durante determinada operação, com uma calma e sangue-frio dignos de realce, assistiu sereno e confiante à montagem por parte do inimigo de uma forte emboscada dirigida ao seu Grupo de Comandos para, no momento oportuno e com risco da própria vida, a peito descoberto e indiferente ao nutrido fogo do inimigo, descer a encosta onde se encontrava instalado, obrigando-o a fugir desordenadamente e obtendo uma significativa vitória, capturando ao inimigo armamento e muito material e causando-lhe pesadas baixas.


Posteriormente e ainda na mesma operação, novamente se evidenciou o Alferes Gomes Pinto quando, ao assaltar um acampamento, encontrou o inimigo entrincheirado, fazendo fogo nutrido e disposto a não arredar pé. Sempre calmo e confiante, entusiasmando os seus homens com o seu magnífico exemplo, indiferente ao perigo e risco de vida, rastejou até cerca de trinta metros dos abrigos do inimigo, donde o desalojou à granada de mão, conseguindo novamente um significativo êxito.


De realçar que esta acção foi efectuada por uma pequena fracção do seu Grupo de Comandos, já que este havia sido fraccionado anteriormente numa manobra de particular dificuldade, conforme se comprovou pela resistência oposta pelo inimigo.


Militar muito correcto e aprumado, excelente condutor de homens e animado de forte espírito de sacrifício, o Alferes Miliciano Gomes Pinto revelou nas duas acções descritas, extraordinária coragem, decisão, audácia, sangue-frio e agressividade, pelo que é exemplo vivo de combatente e de oficial de real valor, merecedor de que os serviços prestados à Pátria sejam, desta maneira, publicamente realçados.


Em 20 de Abril de 1974 agraciado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, em consequência de diversas acções cometidas ao serviço da 33.ª Companhia de Comandos «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES», de entre as quais se destacam:


- na Zona Militar Leste (ZML), de 25 de Agosto a 15 de Outubro de 1972 durante a operação ‘Rojão2/IH’ levada a efeito pelo Agrupamento Raio no Lumeje e no Léua;
- na Zona Militar Norte (ZMN), de 3 a 30 de Dezembro de 1972 durante a operação ‘ClavaD/IH’ levada a efeito em Aldeia Viçosa, Serra Quibinda, Quitexe e Fazenda Otília;
- na Zona Militar Norte (ZMN), de 12 de Fevereiro a 10 de Março de 1973 durante a operação ‘PunhalB/IH’ (escolta à Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Centro de Instrução de Comandos (CIC) no itinerário Luanda-Nambuangongo-Zala-Luanda).


CG-1classeAlferes Miliciano de Infantaria, Comando
ALBERTINO DUARTE GOMES PINTO
 

33ªCCmds / CIC - CIOE
ANGOLA
 

1ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 10 – 2.ª série. de 1974.


Por Portaria de 20 de Abril de 1974:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, o Alferes Miliciano de Infantaria, Comando, Albertino Duarte Gomes Pinto, da 33.ª Companhia de Comandos / Centro de Instrução de Comandos - Centro de Instrução de Operações Especiais, com a medalha de Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 14.º, 15.º, 16.º e 63.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data publicada naquela Ordem do Exército)


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, o Alferes Miliciano de Infantaria, Comando, Albertino Duarte Gomes Pinto, da 33.ª Companhia de Comandos, pelas qualidades evidenciadas em operações durante o tempo em que serviu no teatro de operações de Angola, traduzidas em elevado número de baixas causadas ao inimigo e na captura de valioso material de guerra.


Salientou-se na operação "Rojão2/IH", pela forma corajosa como, debaixo de logo, conduziu o seu grupo no assalto e na perseguição movida aos elementos em fuga.


Na operação ‘ClavaD/IH’, apenas com reduzido grupo, progrediu durante a noite por itinerários extremamente perigosos, conseguindo atingir o objectivo. Revelou capacidade de chefia, manobrando eficazmente, apesar da forte reacção do inimigo, para, após o assalto, ocupar os pontos dominantes do terreno.


Finalmente, na operação "Punhal", voltou a salientar-se no comando do seu grupo em zona de poderoso potencial inimigo, onde a captura de um elemento era fundamental para produção de informações, tendo, mercê da sua iniciativa, persistência, desembaraço e agressividade, conseguido os seus intentos ao prender um guerrilheiro armado.


Várias vezes citado anteriormente por acções frente ao inimigo, continuou o Alferes Pinto a constituir exemplo de chefe, demonstrando bravura, destemor, tenacidade, coragem moral e física, valentia, sangue-frio, energia e serenidade debaixo de fogo, procurando sempre incutir no seu pessoal entusiasmo e agressividade no cumprimento de todas as missões, o que, aliado às suas naturais qualidades de carácter, sobriedade, correcção, aprumo, disciplina e lealdade, permitem considerá-lo como exemplo de militar que, frente ao inimigo, honrou sobremaneira a sua Unidade, o Exército e a Nação, que com risco de vida tão devotada e desinteressadamente soube servir.


Agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª classe, conforme Aviso (extracto) n.º 9094/2012 publicado no Diário da República, n.º 128/2012, Série II, de 4 de Julho de 2012.
 

 

 

 

 Albertino-Duarte-Gomes-Pinto-920

 

 

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