Albertino Duarte
Gomes Pinto
Alferes Mil.º ‘Comando’, n.º
62933370
Angola: 12Dez1970 a 19Mar1973
Centro de Instrução de Comandos
20.º curso de comandos
«A
SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
Região Militar de Angola
«CONSTANTE
E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE
OFERECE»

Comandante de Grupo de Combate da
25.ª Companhia de Comandos
«A
SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
Oficial Instrutor da
Companhia de Instrução
23.º Curso de Comandos
Centro de Instrução de Comandos
«A
SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
Região Militar de Angola
«CONSTANTE
E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE
OFERECE»
Dispositivo operacional da Defesa
Imediata da
33.ª Companhia de Comandos
«A
SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
Cruz de Guerra de 1.ª classe
Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª
classe
Cruz de Guerra de 2.ª classe
Albertino Duarte Gomes Pinto,
Alferes Mil.º ‘Comando’, n.º
61933370.
Em 12 de Dezembro de 1970,
Aspirante-a-Oficial Miliciano,
oriundo do Curso de Oficiais
Milicianos (COM)
da Escola de
Aplicação Militar de Angola (EAMA)
«PARA SERVIR-VOS BRAÇO ÀS ARMAS
FEITO» da Região Militar de Angola
(RMA) «CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO
SACRIFÍCIO SE OFERECE», iniciou no
Centro de Instrução de
Comandos
(CI/RMA) o 20.º curso de Comandos;

Em 27 de Março de 1971 concluiu a
instrução, sendo-lhe concedida a
especialidade 959-Comandos e
sendo-lhe atribuído o comando de um
Grupo de Combate da 25.ª Companhia
de Comandos (25ªCCmds) «A SORTE
PROTEGE OS AUDAZES»;

Em 16 de Novembro de 1971
transferido para a Companhia de
Instrução (CI) do Centro de
Instrução de Comandos (CIC) «A SORTE
PROTEGE OS AUDAZES» e colocado como
oficial instrutor no 23.º curso de
comandos;

Em 16 de Agosto de 1972 transitou da
Companhia de Instrução (CI) do
Centro de Instrução de Comandos
(CIC) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
para o dispositivo operacional da
Defesa Imediata da 33.ª Companhia de
Comandos (33ªCCmds) «A SORTE PROTEGE
OS AUDAZES», na qual cessou
actividade em 19 de Março de 1973.
Na situação de disponibilidade,
ficou a residir em Luanda.
Em 24 de Junho de 1973 agraciado com
a Cruz de Guerra de 2.ª classe, em
consequência de ter sido em 4 de
Dezembro de 1972 louvado por
relevantes actos em combate aquando
comandante de grupo de combate da
25.ª Companhia de Comandos «A SORTE
PROTEGE OS AUDAZES»:
Alferes Miliciano de Infantaria,
Comando
ALBERTINO DUARTE GOMES PINTO
25ªCCmds – CIC / RMA
ANGOLA
2.ªCLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 17 – 2.ª
série, de 1973.
Por Portaria de 24 de Junho
de 1973:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da Defesa
Nacional, condecorar, por proposta
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, o Alferes
Miliciano de Infantaria, Albertino
Duarte Gomes Pinto, com a medalha de
Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao
abrigo dos artigos 14.º, 15.º, 16.º
e 63.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 20 de Dezembro de 1971.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado nas Ordens de Serviço n.º
7, de 11 de Dezembro de 1972, do
Comando-Chefe das Forças Armadas de
Angola, e n.º 105, de 29 do mesmo
mês e ano, do Quartel General da
Região Militar de Angola):
Por despacho de 4 de Dezembro de
1972, o General Comandante-Chefe,
Interino, louvou o Alferes
Miliciano, Comando, Albertino Duarte
Gomes Pinto, da 25.ª Companhia de
Comandos, porque, durante
determinada operação, com uma calma
e sangue-frio dignos de realce,
assistiu sereno e confiante à
montagem por parte do inimigo de uma
forte emboscada dirigida ao seu
Grupo de Comandos para, no momento
oportuno e com risco da própria
vida, a peito descoberto e
indiferente ao nutrido fogo do
inimigo, descer a encosta onde se
encontrava instalado, obrigando-o a
fugir desordenadamente e obtendo uma
significativa vitória, capturando ao
inimigo armamento e muito material e
causando-lhe pesadas baixas.
Posteriormente e ainda na mesma
operação, novamente se evidenciou o
Alferes Gomes Pinto quando, ao
assaltar um acampamento, encontrou o
inimigo entrincheirado, fazendo fogo
nutrido e disposto a não arredar pé.
Sempre calmo e confiante,
entusiasmando os seus homens com o
seu magnífico exemplo, indiferente
ao perigo e risco de vida, rastejou
até cerca de trinta metros dos
abrigos do inimigo, donde o
desalojou à granada de mão,
conseguindo novamente um
significativo êxito.
De realçar que esta acção foi
efectuada por uma pequena fracção do
seu Grupo de Comandos, já que este
havia sido fraccionado anteriormente
numa manobra de particular
dificuldade, conforme se comprovou
pela resistência oposta pelo
inimigo.
Militar muito correcto e aprumado,
excelente condutor de homens e
animado de forte espírito de
sacrifício, o Alferes Miliciano
Gomes Pinto revelou nas duas acções
descritas, extraordinária coragem,
decisão, audácia, sangue-frio e
agressividade, pelo que é exemplo
vivo de combatente e de oficial de
real valor, merecedor de que os
serviços prestados à Pátria sejam,
desta maneira, publicamente
realçados.
Em 20 de Abril de 1974 agraciado com
a Cruz de Guerra de 1.ª classe, em
consequência de diversas acções
cometidas ao serviço da 33.ª
Companhia de Comandos «A SORTE
PROTEGE OS AUDAZES», de entre as
quais se destacam:
- na Zona Militar Leste (ZML), de 25
de Agosto a 15 de Outubro de 1972
durante a operação ‘Rojão2/IH’
levada a efeito pelo Agrupamento
Raio no Lumeje e no Léua;
- na Zona Militar Norte (ZMN), de 3
a 30 de Dezembro de 1972 durante a
operação ‘ClavaD/IH’ levada a efeito
em Aldeia Viçosa, Serra Quibinda,
Quitexe e Fazenda Otília;
- na Zona Militar Norte (ZMN), de 12
de Fevereiro a 10 de Março de 1973
durante a operação ‘PunhalB/IH’
(escolta à Companhia de Comando e
Serviços (CCS) do Centro de
Instrução de Comandos (CIC) no
itinerário
Luanda-Nambuangongo-Zala-Luanda).
Alferes Miliciano de Infantaria,
Comando
ALBERTINO DUARTE GOMES PINTO
33ªCCmds / CIC - CIOE
ANGOLA
1ª
CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 10 – 2.ª
série. de 1974.
Por Portaria de 20 de Abril de 1974:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da Defesa
Nacional, condecorar, por proposta
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, o Alferes
Miliciano de Infantaria, Comando,
Albertino Duarte Gomes Pinto, da
33.ª Companhia de Comandos / Centro
de Instrução de Comandos - Centro de
Instrução de Operações Especiais,
com a medalha de Cruz de Guerra de
1.ª classe, ao abrigo dos artigos
14.º, 15.º, 16.º e 63.º do
Regulamento da Medalha Militar, de
20 de Dezembro de 1971.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data
publicada naquela Ordem do Exército)
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da Defesa
Nacional, louvar, por proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas
de Angola, o Alferes Miliciano de
Infantaria, Comando, Albertino
Duarte Gomes Pinto, da 33.ª
Companhia de Comandos, pelas
qualidades evidenciadas em operações
durante o tempo em que serviu no
teatro de operações de Angola,
traduzidas em elevado número de
baixas causadas ao inimigo e na
captura de valioso material de
guerra.
Salientou-se na operação
"Rojão2/IH", pela forma corajosa
como, debaixo de logo, conduziu o
seu grupo no assalto e na
perseguição movida aos elementos em
fuga.
Na operação ‘ClavaD/IH’, apenas com
reduzido grupo, progrediu durante a
noite por itinerários extremamente
perigosos, conseguindo atingir o
objectivo. Revelou capacidade de
chefia, manobrando eficazmente,
apesar da forte reacção do inimigo,
para, após o assalto, ocupar os
pontos dominantes do terreno.
Finalmente, na operação "Punhal",
voltou a salientar-se no comando do
seu grupo em zona de poderoso
potencial inimigo, onde a captura de
um elemento era fundamental para
produção de informações, tendo,
mercê da sua iniciativa,
persistência, desembaraço e
agressividade, conseguido os seus
intentos ao prender um guerrilheiro
armado.
Várias vezes citado anteriormente
por acções frente ao inimigo,
continuou o Alferes Pinto a
constituir exemplo de chefe,
demonstrando bravura, destemor,
tenacidade, coragem moral e física,
valentia, sangue-frio, energia e
serenidade debaixo de fogo,
procurando sempre incutir no seu
pessoal entusiasmo e agressividade
no cumprimento de todas as missões,
o que, aliado às suas naturais
qualidades de carácter, sobriedade,
correcção, aprumo, disciplina e
lealdade, permitem considerá-lo como
exemplo de militar que, frente ao
inimigo, honrou sobremaneira a sua
Unidade, o Exército e a Nação, que
com risco de vida tão devotada e
desinteressadamente soube servir.
Agraciado com a
Medalha da
Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª
classe,
conforme Aviso (extracto) n.º
9094/2012 publicado no Diário da
República, n.º 128/2012, Série II,
de 4 de Julho de 2012.
