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Condecorações

Albertino Sequeira Cardeira, 2.º Sargento Pára-Quedista

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fotos cedidas pelo seu filho António Cardeira

Elementos cedidos pelo PQ Pedro Castanheira

 

Albertino Sequeira Cardeira
 

2.º Sargento Pára-Quedista
 

Angola: 16Mar1961 a 01Jan1963


1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
«IRMÃOS DE MARTE»


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»


2.ª Região Aérea
«FIDELIDADE E GRANDEZA»


Angola: 30Abr1966 a 01Abr1967


1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas «IRMÃOS DE MARTE»
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21

«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»


2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»


Moçambique: 02Abr a 30Set1967


1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32

«FAMOSA» GENTE A GUERRA USADA»
 

3.ª Região Aérea «LEALDADE E CONFIANÇA»;
 

Moçambique: 23Set1969 a 04Out1971


1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32
«FAMOSA» GENTE A GUERRA USADA»
 

3.ª Região Aérea «LEALDADE E CONFIANÇA»;
 

Angola: 23Mar1973 a 03Jul1974 (data do falecimento)
 

1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
«IRMÃOS DE MARTE»
 

3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
 

Comando da Região Aérea 2 «FIDELIDADE E GRANDEZA»

Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma, Colectiva
 

Cruz de Guerra de 2.ª classe


Medalha de Cobre de Comportamento Exemplar


Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Norte de Angola 1961 – 63”


Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Moçambique 1969 – 1971”


4 Louvores Individuais

 

 

Para visualização dos conteúdos clique nos sublinhados existentes no texto que se segue:

 

Albertino Sequeira Cardeira, 2.º Sargento Pára-Quedista, nascido no dia 26 de Junho de 1938, na freguesia de Ferragudo, concelho de Lagoa (Algarve);

Em 06 de Abril de 1959, incorporado no Regimento de Infantaria 4 (RI4 - Faro) «AO VALOR DO REGIMENTO DE FREIRE» para frequentar a Escola de Recrutas;

No ano de 1959, ainda no período de serviço militar obrigatório, voluntaria-se para o Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», onde frequenta o 9.º Curso de Pára-Quedismo Militar, que teve início em Novembro de 1959 e terminou em Dezembro de 1959, pelo que lhe foi concedido o brevet n.º 654;

 

Em 31 de Maio de 1960, ficou definitivamente colocado no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

Em 16 de Março de 1961, mobilizado pelo Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP) «IRMÃOS DE MARTE» do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2RA - Angola) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;

No período de 11 a 21 de Agosto de 1961, participou na operação ‘NEMA’, que decorreu na região de Quipedro, na Província Ultramarina de Angola;

Em 01 de Janeiro de 1963, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

Em 26 de Janeiro de 1963, louvado pelo Comandante do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», publicado na Ordem de Serviço n.º 22, daquele Batalhão:

Louvo o Soldado Pára-Quedista n.º 553/RD Albertino Sequeira Cardeira, pelas qualidades militares patenteadas durante a sua permanência no Ultramar, nunca se poupando a esforços para cumprir as missões de que é incumbido, muito especialmente quando se trata de missões de combate, além de ser um militar muito disciplinado, correcto e aprumado

 


Em 18 de Setembro de 1963, agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Norte de Angola 1961 – 63”, publicado na Ordem de Serviço n.º 219 do Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

Em 08 de Outubro de 1963, louvado pelo Comandante do Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», publicado na Ordem de Serviço n.º 236 daquele Regimento:

Louvo o Soldado Pára-Quedista n.º 553/RD Albertino Sequeira Cardeira, porque como componente da equipa de marcha com carrego, prova realizada durante o Campeonato Internacional de Pára-Quedistas da NATO, na Alemanha, num percurso de 15 Km, todo o terreno, transportando equipamento com 10 Kg, de peso, se distinguiram de forma notável conseguindo percorrer a referida distância em 1 hora e 16 minutos, menos 10 minutos do que a equipa classificada em 2.º lugar. Esta proeza causou a maior admiração por parte das várias representações e a Imprensa Alemã referiu-se a ela com destacados elogios, dando assim lugar a que as tropas Pára-Quedistas Portuguesas fossem admiradas e ficassem em conceito nesta importante competição Internacional

Em 18 de Maio de 1964, no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», concluiu o Curso de Primeiros Socorros;

Em 25 de Julho de 1964, promovido a 2.º Cabo Pára-Quedista;

Em 18 de Outubro de 1964, promovido a 1.º Cabo Pára-Quedista;

Em 30 de Abril de 1966, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP) «IRMÃOS DE MARTE» do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2RA - Angola) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;

Agraciado com a Medalha de Cobre de Comportamento Exemplar, por despacho de 12 de Agosto de 1966, publicado na Ordem de Serviço n.º 207, de 05 de Setembro de 1966, do Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

Em 02 de Abril de 1967, transferido para a 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32 (BCP32 - Nacala), da 3.ª Região Aérea (3RA - Moçambique) «LEALDADE E CONFIANÇA»;

Em 30 de Setembro de 1967, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

Em 09 de Dezembro de 1967, louvado pelo Comando da 3.ª Região Aérea (3RA - Moçambique) «LEALDADE E CONFIANÇA», publicado na Ordem de Serviço n.º 131, daquele Comando:

Louvo o 1.º Cabo Pára-Quedista n.º 7/RD Albertino Sequeira Cardeira, porque, servindo na sua Companhia há cerca de um ano, sempre mostrou ser dotado de grandes qualidades de carácter, franco, leal, trabalhador, disciplinado e displinador.


A quando da transferência e reorganização da sua Companhia, sendo quarteleiro, a sua acção inteligente e esforçada sem limite foi de grande valia.


Participando em todas as operações, tem-se evidenciado combatente corajoso, tenaz, aguerrido e com elevado espírito de sacrifício.


Numa recente acção de combate, manteve notável presença de espírito, reagiu valentemente e insistiu para marchar em guarda de protecção, apesar de bastante magoado.


Voluntarioso e com elevada noção de dever, é graduado exemplar
que honra as Tropas Pára-Quedistas."

Em 21 de Março de 1969, promovido a Furriel Pára-Quedista;

Em 23 de Setembro de 1969, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, integrado na 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32 (BCP32 - Nacala) «FAMOSA» GENTE A GUERRA USADA», da 3.ª Região Aérea (3RA - Moçambique) «LEALDADE E CONFIANÇA»;

Em 21 de Março de 1971, promovido a 2.º Sargento Pára-Quedista;

Em 19 de Maio de 1971, agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Moçambique 1969 – 1971”, por despacho do Comandante da 3.ª Região Aérea, publicado nas Ordens de Serviço n.ºs 62, do Comando daquela Região Aérea, de 22 de Maio de 1971, e 144, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32 (BCP32), de 21 de Junho de 1971;


Em 04 de Outubro de 1971, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

Em 03 de Março de 1972, no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», concluiu o Curso de Técnicas de Instrução;

Em 23 de Março de 1973, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP) «IRMÃOS DE MARTE» do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», no entanto, foi transferido para a 3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (3ªCCP), daquele batalhão, do Comando da região Aérea 2 (COMRA2) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;

Em 14 de Julho de 1973, por despacho do Secretário de Estado da Aeronáutica, foi considerado abrangido com direito ao uso da insígnia da condecoração colectiva da Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma, concedida ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», conforme publicado na Ordem à Aeronáutica n.º 6 – 2.ª série, de 28 de Fevereiro de 1973 e na Ordem de Serviço n.º 214, daquele batalhão, de 11 de Setembro de 1973;

 


Em 01 de Agosto de 1973, no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», concluiu o Curso de Pisteiro de Combate;

Faleceu no dia 3 de Julho de 1974, pelas 16H30, na região de M'Bridge / Bessa Monteiro, em consequência de ferimentos em combate, no decorrer da operação «DIANA CIH»;

Tinha 36 anos de idade.


Paz à sua Alma


Está inumado no cemitério da freguesia de Ferragudo, concelho de Lagoa, distrito de Faro.

Em 24 de Setembro de 1974, elaborado relatório para concessão da Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe:

RELATÓRIO:


PRIMEIRO: - O segundo-sargento pára-quedista ALBERTINO SEQUEIRA CARDEIRA foi proposto para ser condecorado, a título póstumo, com a Medalha de Cruz de Guerra de Segunda Classe pelo seu comportamento na operação "DIANA CIH".


SEGUNDO: - Na referida operação teve aquele sargento actuação destacada, debaixo de fogo, quando o grupo de que fazia parte deparou com um forte e bem armado grupo inimigo que flagelou intensamente as nossas tropas.


TERCEIRO: - Ocupando um dos lugares de maior risco, o segundo sargento para-quedista Albertino Sequeira Cardeira avançou, à frente da sua secção, debaixo de intenso tiroteio inimigo, em direcção às posições deste, numa altura em que o inimigo ensaiava tentativas de assalto às nossas fileiras.


QUARTO: - Ferido por três vezes durante aquela operação, a última das quais mortalmente, manteve-se no seu posto enquanto as forças lho permitiram, sempre com o mesmo entusiasmo, a mesma abnegação, sendo a sua acção deveras significativa no desfecho final da operação, a que já não assistiu por ter falecido.


CONCLUSÕES


1.º - O SSAR/PARA Albertino Sequeira Cardeira, no decurso da operação "DIANA CIH”, teve comportamento destacado debaixo de fogo, ao avançar à frente da sua secção, sobre um inimigo largamente superior em número às nossas tropas.


2.º - Ferido por 3 vezes, a última das quais mortalmente, manteve-se em combate enquanto as forças lho permitiram.


3.º - Satisfaz às condições estabelecidas no Artigo 16.º, do Regulamento da Medalha Militar.


Quartel em Belas. 24 de Setembro de 1974.


Assinado pelo Capitão Pára-Quedista Manuel Agapito

 

 

Louvado a título póstumo pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, com base em proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, publicado na Ordem à Aeronáutica n.º 20 – 3.ª série, de 1977;

Condecorado a título póstumo com a Medalha de Cruz de Guerra de 2.ª classe, por despacho do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, de 23 de Dezembro de 1976, publicado na Ordem Aeronáutica n.º 20 – 3.ª série, de 1977:


Cruz de Guerra de 2.ª classe
(Título póstumo)

 

2.º Sargento Pára-Quedista
ALBERTINO SEQUEIRA CARDEIRA


BASE ESCOLA DE TROPAS PARA-QUEDISTAS


Ordem de Serviço n.º 102, de 5 de Maio de 1977, da Base Escola de Tropas Pãra-Quedista


Manda o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, com base em proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, louvar, a titulo póstumo, o 2.º SARGENTO PÁRA-QUEDISTA, ALBERTINO SEQUEIRA CARDEIRA, pelas excepcionais qualidades de coragem, abnegação, e serena energia debaixo de fogo demonstradas no decorrer da operação «DIANA CIH».


Integrando um grupo de combate que fora colocado em reforço doutro fortemente assediado pelo adversário e tendo o grupo de que fazia parte deparado com forte resistência traduzida em maior poder de fogo, deu provas de grande determinação e heroísmo ao colocar-se à frente da sua secção e arremeter, pleno de audácia, contra o numeroso adversário, impondo-se, pela força do seu exemplo, aos homens sob o seu cornando, não obstante o perigo de vida que sobre si pendeu em cada instante.


Ferido com certa gravidade, continuou no seu posto com a mesma energia e a mesma lucidez, a que a sua vontade indómita e a sua longa experiência de combate emprestaram invulgar fulgor, computando-se a sua acção como verdadeiramente significativa no desfecho da luta travada, em que o adversário chegara a tentar o assalto às nossas fileiras.


Ao ser evacuado para a retaguarda, esgotado pelos sofrimentos, acabaria, desafortunadamente, por ser atingido pela segunda e terceira vez, esta mortalmente.


Militar dotado de extrema generosidade no afã com que se entregava a qualquer missão que lhe fosse confiada, o 2.º SARGENTO PÁRA-QUEDISTA, SEQUEIRA CARDEIRA soube ser, no acto derradeiro que o apagou do número dos vivos, o digno lutador que sempre foi em vida, bem merecendo da Pátria o reconhecimento devido aos seus filhos mais distintos.

 

Imagem ´que se segue foi extraída do jornal "Boinas Verdes", em 1974:

 

 


 

 

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