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António Acácio
Maçorano,
1.º Cabo Atirador de Infantaria, da
CCac2585/BCac2884
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA
E GLÓRIA
e
nota de óbito |
Fontes:
5.º Volume, Tomo VI, pág.
528, da RHMCA / CECA /
EME
7.º
Volume, Tomo II, pág.s
130 a 132, da
da RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército, ed.
124, pág. 52, de
Maio de 1970
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Faleceu, no dia 14 de
Fevereiro de 2015, o veterano

António
Acácio Maçorano
1.º Cabo Atirador
de Infantaria, n.º 18502668
Companhia de Caçadores 2858
Batalhão de
Caçadores 2884
«MAIS ALTO»
Guiné: 12Mai1969 a
26Fev1971
Cruz de Guerra de 4.ª classe
António
Acácio Maçorano, 1.º Cabo Atirador
de Infantaria, n.º 18502668, nascido
no dia 30 de Setembro de 1945, na freguesia de Felgueiras, concelho
de Torre de Moncorvo, distrito de
Bragança (Trás-os-Montes).

Mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 1 (RI1 – Amadora) para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné, embarcou no
dia 7 de Maio de 1969 no NTT
«Niassa» com destino àquela
Província Ultramarina, onde
desembarcou no dia 12 de Maio de
1969, integrado na
Companhia
de Caçadores 2585 do Batalhão de
Caçadores 2884 «MAIS ALTO»;
Em
26 de Fevereiro de 1971, após ter
concluído a sua comissão de serviço,
embarcou no NTT «Uíge» de regresso à
Metrópole, onde desembarcou no dia 2
de Março de 1971;
Louvado e agraciado com a Medalha da
Cruz de Guerra de 4.ª classe,
publicado no artigo 3.º da Ordem de
Serviço n.º 25, de 11 de Fevereiro
de 1970, do Batalhão de Caçadores
2884 (BCac2884), na Ordem de Serviço
n.º 9, de 26 de Fevereiro de 1970,
do Quartel General do Comando
Territorial Independente da Guiné
(QG/CTIG), e na Ordem do Exército
n.º 31 – 3.ª série, de 1971.
Paz à sua Alma
Cruz de Guerra de 4.ª classe
1.°
Cabo de Infantaria, n.º 18502668
ANTÓNIO ACÁCIO MAÇORANO
CCac2585/BCac2884 — RI1
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército
n.º 31 — 3.ª série, de 1971.
Por
Portaria de 20 de Setembro de 1971:
Manda o
Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 4.ª classe,
ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na Província da Guiné
Portuguesa, o
1.º Cabo n.º 18502668, António Acácio Maçorano, da
Companhia de Caçadores n.º 2585 do Batalhão de Caçadores
n.º 2884 — Regimento de Infantaria n.º 1.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 09, de 26 de
Fevereiro de 1970, do Quartel General do Comando
Territorial Independente da Guiné (QG/CTIG):
Que, por seu despacho de 19 de Fevereiro de 1970,
considerou como sendo dado por si o louvor constante do
art.º 3.º, da Ordem de Serviço n.º 25, de 11 de
Fevereiro de 1970, do Batalhão de Caçadores 2884,
conferido ao 1.º Cabo n.º 18502668, António Acácio
Maçorano, da Companhia de Caçadores n.º 2585 do Batalhão
de Caçadores n.º 2884, porque, sendo apontador do
lança-granadas, tem tido acção importante em todos os
contactos com o inimigo em que é empenhado o seu Grupo
de Combate, quer pela destreza com que maneja a sua
arma, quer pelas suas óptimas qualidades de desembaraço,
iniciativa e sangue-frio, grande serenidade debaixo de
fogo e espírito de sacrifício.
É de destacar a sua actuação na operação "Rumo Leste"
quando, seguindo no fim da coluna, logo que foi
desencadeado o fogo, correu para a frente tendo feito
fogo ajustado, obrigando o inimigo a retirar com baixas.
Militar muito correcto, disciplinado e leal, o 1.º Cabo
Maçorano pelas suas qualidades, creditou-se como um dos
melhores elementos da Companhia, granjeando, por isso, a
estima e consideração que todos, sem excepção, lhe
dedicam, sendo de o considerar entre aqueles que melhor
servem a Pátria.
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Jornal do Exército, ed.
124, pág. 52, de
Maio de 1970:
Prémio Governador da
Guiné
Porque
sendo apontador do
«lança-rochets», tem
tido acção importante em
todos os contactos com o
inimigo em que é
empenhado pelo seu grupo
de combate, quer pela
destreza com que maneja
a sua arma, quer pelas
suas óptimas qualidades
de desembaraço,
iniciativa e sangue
frio, grande serenidade
debaixo do fogo e
espírito de sacrifício,
sendo de destacar a sua
actuação na Operação
«Rumo Leste» em que,
seguindo no fim da
coluna, logo que foi
desencadeado o fogo
correu para a frente,
tendo feito fogo
ajustado, obrigando o
inimigo a retirar com
baixas.

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Batalhão de Caçadores n.º 2884
Identificação:
BCac2884
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 1
(RI1 – Amadora)
Comandante:
Tenente-Coronel de
Infantaria José Bonito Perfeito
Major de Infantaria Licínio Soares
de Pinho
Tenente-Coronel de Infantaria Romão
Loureiro
2.º
Comandante:
Major de Infantaria
Licínio Soares de Pinho
Oficial de
Informações e Operações /Adjunto:
Major de Infantaria
Fernando Jorge Belém Santana Guapo
Comandantes
de Companhia:
Companhia
de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral
do Exército João de Sousa Lopes
Companhia
de Caçadores 2584 (CCac2584):
Capitão Mil.º de
Infantaria António Rodrigues Júnior
Companhia
de Caçadores 2585 (CCac2585):
Capitão de Infantaria
António Tomaz da Costa
Capitão Mil.º Graduado de Infantaria
António Camilo Almendra.
Companhia
de Caçadores 2586 (CCac2586):
Capitão de Infantaria
Evaristo Ramalhinho Duarte
Capitão de Infantaria Eugénio
Baptista Neves
Capitão Mil.º de Infantaria Rui
Fernando Alexandrino Ferreira
Capitão Mil.º de Infantaria João
Carlos Carvalho de Castro
Divisa:
"Mais Alto"
Partida:
Embarque no dia 7 de Maio
de 1969, no NTT «Niassa»;
desembarque no dia 12 de Maio d 1969
Regresso:
Embarque no dia 26 de
Fevereiro de 1971, no NTT «Uíge»;
desembarque no dia 2 de Março de
1971, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa
Síntese da
Actividade Operacional
Em
13 de Maio d 1969, rendendo o
Batalhão de Caçadores 1911
(BCac1911), assumiu a
responsabilidade do sector de
Bissau, abrangendo os subsectores de
Bissau (Brá) Quinhámel e Nhacra, com
vista a garantir a segurança e
protecção das instalações e
populações da área, ficando na
dependência do Comando de Bissau
(COMBIS).
Em 30 de Setembro de 1969, por troca
com o Batalhão de Artilharia 2866
(BArt2866), assumiu a
responsabilidade do Sector O7, com
sede em Pelundo e abrangendo os
subsectores de Jolmete, Cá e
Pelundo, na dependência operacional
do Comando de Agrupamento
Operacional (CAOP).
Desenvolveu intensa actividade
operacional com vista à intercepção
dos movimentos inimigos para as
áreas de Churo-Caboiana e Có e a
garantir a segurança e protecção dos
trabalhos da estrada Có-Pelundo e a
defesa e controlo das populações.
Pelos resultados obtidos,
importância das áreas batidas e
contactos havidos salientam-se as
operações "Infantes Campeões",
"Cesário Verde", "Abre-te Sésamo" e
"Com Unhas", entre outras.
Dentre o armamento capturado mais
significativo, destaca-se: 1
metralhadora ligeira, 5
pistolas-metralhadoras, 2
espingardas, 13 granadas de armas
pesadas e 526 munições de armas
ligeiras.
Em 12 de Fevereiro de 1971, foi
rendido no sector pelo Batalhão de
Caçadores 3833 (BCac3833) e recolheu
a Bissau a fim de aguardar o
embarque de regresso.
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A
Companhia
de Caçadores 2584 (CCac2584)
seguiu em 14 de Maio de 1969 para
Có, a fim de cooperar na segurança e
protecção dos trabalhos da estrada
Có-Pelundo, em substituição da
Companhia de Caçadores 2465
(CCac2465), ficando na dependência
do Batalhão de Caçadores 2845
(BCac2845) e depois do Batalhão de
Artilharia 2866 (BArt2866).
Em 25 de Julho de 1969, rendendo a
Companhia de Caçadores 2312
(CCac2312), assumiu a
responsabilidade do subsector de Có,
continuando integrada no dispositivo
e manobra do Batalhão de Artilharia
2866 (BArt2866) e depois do seu
batalhão [BCac2884].
Em 12 de Fevereiro de 1971, foi
rendida pela Companhia de Caçadores
3308 (CCac3308) e recolheu a Bissau,
a fim de aguardar o embarque de
regresso.
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A
Companhia
de Caçadores 2585 (CCac2585)
seguiu, por fracções, em 15 e 16 de
Maio de 1969, para Teixeira Pinto e
em 17 de Maio de 1969 para Jolmete,
a fim de render a Companhia de
Caçadores 2366 (CCac2366).
Em 27 de Maio de 1969, assumiu a
responsabilidade do referido
subsector, na dependência do
Batalhão de Caçadores 2845
(BCac2845) e, após reformulação dos
sectores, do Batalhão de Artilharia
2866 (BArt2866) e depois do seu
batalhão [BCac2884].
Cooperou ainda na segurança e
protecção dos trabalhos da estrada
Bula-Ponta de S. Vicente, em que
guarneceu as bases temporárias de
Bipo e Ponta Fortuna até conclusão
do alcatroamento, tendo ainda
realizado várias operações nas
regiões de Bugula, Ponta Nhaga e
Peconha, entre outras.
Em 12 de Fevereiro de Fev7I, foi
rendida pela Companhia de Caçadores
3306 (CCac3306) e recolheu a Bissau,
a fim de aguardar o embarque de
regresso.
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A
Companhia
de Caçadores 2586 (CCac2586)
foi colocada inicialmente no sector
de Bissau, na dependência do seu
batalhão [BCac2884], assumindo a
responsabilidade do subsector de
Nhacra e seus destacamentos de Dugal
e Safim, onde rendeu a Companhia de
Caçadores 1682 (CCac1682).
Em 9 de Junho de 1969, rendida
temporariamente pela Companhia de
Caçadores 1782 (CCac1792), seguiu
para Có, onde substituiu, na
protecção aos trabalhos da estrada
Có-Pelundo, a Companhia de Caçadores
2367 (CCac2367).
Em 6 de Agosto de 1969 rendendo a
Companhia de Artilharia 1802
(CArt1802), assumiu a
responsabilidade do subsector de
Pelundo, com um destacamento na ilha
de Jete, continuando a cooperar na
protecção aos trabalhos da referida
estrada e, a partir de 1 de
Fevereiro de 1970, nas bases
temporárias estabelecidas para o
alcatroamento da estrada Bula-Ponta
de S. Vicente.
Em 12 de Fevereiro de 1971, foi
rendida pela Companhia de Caçadores
3307 (CCac3307) e recolheu a Bissau,
a fim de aguardar o embarque de
regresso.

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