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Condecorações

António Clemente Abrantes Monteiro, Soldado de Infantaria, da CCac794: Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

5.º Volume, Tomo IV, pág. 59, da RHMCA / CECA / EME

8.º Volume, Tomo I, Livro 1, pág. 484, da RHMCA / CECA / EME

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

Imagem da lápide do veterano Isidro Moreira Esteves

Imagem dos distintivos de Carlos Coutinho

 

 

CG-3-Classe-350António Clemente Abrantes Monteiro

 

Soldado de Infantaria, n.º 1298/65

 

Companhia de Caçadores 794

«UBI GLORIA OMNE PERICULUM DULCE»

 

Angola: 06Jun1965 a 08Jun1966 (data do falecimento)

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

(Título póstumo)

 

 Louvor Individual

(Título póstumo)

 

António Clemente Abrantes Monteiro, Soldado Atirador de Infantaria, n.º 1298/65, nascido na freguesia de Seixo da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, filho de José Augusto Monteiro e de Ascensão Abrantes, solteiro;

 

RI1Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 1 (RI1 - Amadora) «UBI GLORIA OMNE PERICULUM DULCE» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;

 

CCac794No dia 28 de Maio de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT 'Vera Cruz', integrado na Companhia de Caçadores 794, rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 6 de Junho de 1965;

 

A sua subunidade de infantaria foi colocada em Muxaluando;

 

Faleceu no dia 8 de Junho de 1966, no Hospital Militar de Luanda, em consequência de ferimentos em combate, ocorrido no dia 6 de Junho de 1966, durante a operação "Quissonde";

 

Está inumado na campa n.º 240 do talhão militar português no cemitério de Santana, em Luanda, na Província Ultramarina de Angola.

 

 

Paz à sua Alma

 

Louvado, a título de póstumo, por feitos em combate no teatro de operações de Angola, publicado na Ordem de Serviço n.º 73. de 9 de Setembro de 1966, do Quartel General da Região Militar de Angola;

 

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, a título póstumo, pela Portaria de 6 de Dezembro de 1966, publicada na Ordem do Exército n.º 3 - 3.ª série, de 1967.

 

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Soldado de Infantaria, n.º 1298/65
ANTÓNIO CLEMENTE ABRANTES MONTEIRO
 

CCac794 - RI1
ANGOLA
 

3.ª CLASSE (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 2 - 3.ª série, de 1967.


Por Portaria de 06 de Dezembro de 1966:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola:


O Soldado n.º 1298/65, António Clemente Abrantes Monteiro, da Companhia de Caçadores n.º 794 - Regimento de Infantaria n.º 1, a título póstumo.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 73, de 09 de Setembro de 1966, do Quartel General da Região Militar de Angola:


Louvado, a título póstumo, o Soldado n.º 1298/65, António Clemente Abrantes Monteiro, da Companhia de Caçadores n.º 794 - Regimento de Infantaria n.º 1, morto por ferimentos recebidos em combate, durante uma operação na Zona de Intervenção Norte, porque, no decorrer da mesma e, apesar dos vários ataques do inimigo e do intenso fogo, permaneceu sereno, confiante e enérgico, agarrado à sua metralhadora e ao lado do seu Comandante de Companhia, reagindo prontamente sempre que o devia fazer, apesar de muito exposto em cima da viatura, tendo sempre conseguido, por mais de uma vez, com o seu fogo ajustado, que o inimigo cessasse o tiroteio.


Gravemente ferido, ao ser atingido com um tiro na região abdominal, sofreu com invulgar estoicismo as fortes dores que o martirizavam, dando provas de um espírito de sacrifício inexcedível.


Militar de porte muito aprumado, o soldado Abrantes Monteiro era um verdadeiro combatente, digno do maior apreço do seu Comandante, e com a sua conduta em campanha, muito honrou as tradições gloriosas do Exército Português e dignificou a Pátria a quem ofereceu a sua vida.

 

 

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