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António Delfim Simões de Oliveira Marques, Coronel de Infantaria 'Comando'

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

Ant-nio-Delfim-Sim-es-de-Oliveira-Marques-450

 

António Delfim Simões

de Oliveira Marques

 

Coronel de Infantaria 'Comando'

na situação de reforma

 

Comandante da

Companhia de Caçadores 1490

Batalhão de Caçadores 1874

«RES NON VERBA»

 

Comandante da

Companhia de Instrução

Centro de Instrução de Comandos

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Comandante da

12.ª Companhia de Comandos

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

 

Comandante da

20.ª Companhia de Comandos

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Medalha de Prata de Valor Militar com palma

 

Cruz de Guerra, colectiva, 1.ª classe

 

Medalha de Mérito Militar de 3ª classe

 

Medalha de Promoção por Distinção

 

Prémio Governador-Geral de Angola

 

Medalhas

 

-----------------------------------------------------------------

 

Medalha de Prata de Valor Militar com palma

 

 

Capitão de Infantaria, Comando
ANTÓNIO DELFIM SIMÕES DE OLIVEIRA MARQUES


20.ªCCmds - CICmds
ANGOLA


Grau: Prata, com palma


Transcrição do louvor publicado na OE n.º 13 - 2.ª série, de 1972:

 
Por Portaria de 27 de Maio de 1972:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do Comandante da Região Militar de Angola, o Capitão de Infantaria, António Delfim Simões de Oliveira Marques, pelas notáveis qualidades evidenciadas no comando da sua Companhia, quer quando sediada, quer em combate, mercê do que se firmou como Chefe de invulgar valor na condução dos seus homens. Tomando parte em diversas operações no comando directo dos seus grupos, deu provas de possuir uma extraordinária capacidade e resistência física, coragem, valentia e ousado, mas lúcido, comportamento debaixo de fogo.


Ocupando muitas vezes os lugares mais avançados, galvanizava os seus homens com o seu exemplo, o que permitia a constante manutenção do contacto com o inimigo, sempre norteado pela ideia de mais o castigar e desarticular. É de salientar a sua notável actuação em todas as operações em que tomou parte e onde, na quase totalidade, foi citado.


Merece referência especial a sua actuação em determinada operação em que, após a quebra de surpresa, mandou carregar sobre um acampamento inimigo, dando ele próprio o exemplo, pela forma impetuosa como se lançou ao assalto, carregando a peito descoberto, não obstante o intenso fogo desencadeado pelo adversário quando as nossas tropas entraram no acampamento.


Noutra operação, e no comando de um único grupo de comandos, transportando já consigo um morto, lançou-se em corrida contra o tempo, perfurando durante toda uma noite uma mata extraordinariamente densa, debaixo de intenso temporal e forte oposição inimiga, a fim de socorrer outro grupo da sua Companhia em difícil situação.


Com a sua acção de valentia, abnegação e raro espírito de sacrifício, contribuiu para que, com discernimento, se processassem várias operações tendentes a dispersar o inimigo e restabelecer a situação.


Noutra operação, ainda, comandando dois grupos de combate e deslocando-se em posição avançada, ao penetrar num acampamento pisou uma traiçoeira mina que lhe amputou o pé, causando-lhe graves ferimentos.


Demonstrando um extraordinário estoicismo e abnegação, cônscio do seu dever como Comandante, ordenou a montagem de segurança, mantendo elevado sangue-frio, tratando quase sozinho as graves lesões que sofrera, aguardando com perfeita calma a evacuação que tardava, num contributo valiosíssimo para a manutenção da serenidade e moral dos seus homens.


Oficial dotado de elevado espírito de missão, conseguiu dar à sua Companhia uma inquebrantável fé nas suas possibilidades e um querer que conduziu a um somatório de assinaláveis êxitos de actuação frente ao inimigo, quer pela captura ou eliminação de elevado número dos seus elementos, quer pela captura de elevado e valioso quantitativo de material de guerra.


Pelas extraordinárias virtudes militares de que deu provas, o Capitão Oliveira Marques creditou-se como um oficial de invulgar valor, honrando as tropas "Comandos" e o Exército, doando-se inteiramente ao serviço da Pátria numa entrega total, que se saldou com a sua mutilação.
 

(Diário do Governo, II série n,º 133, de 7 de Junho de 1972.)
 

Transcrição da Portaria que concede a condecoração, publicada na mesma OE:
 

Por Portaria de 27 de Maio de 1972:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante da Região Militar de Angola, o Capitão de Infantaria, António Delfim Simões de Oliveira Marques, com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, nos termos dos artigos 7.º e 63.º e n.º 2 do artigo 67.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971.


(Diário do Governo, II série, n.º 133, de 7 de Junho findo)

 

Ant-nio-Delfim-Sim-es-de-Oliveira-Marques-920

 

 

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