António
Diogo de Brito e Faro, Coronel de
Cavalaria na situação de reforma,
nascido no dia 23 de Agosto de 1930
em Viseu.
Em 7 de Abril de 1960, Tenente de
Cavalaria (n/m 50331411),
encontrando-se como adido no comando
militar
do Estado da Índia Portuguesa,
embarca em Goa de regresso à
Metrópole;
Em 14 de Abril de 1960 colocado no
Regimento de Cavalaria 7 (RC7 –
Ajuda) «REGIMENTO DO CAIS);
Em
11 de Maio de 1961 promovido a
Capitão e transferido para o grupo
divisionário de carros de combate do
Regimento de Cavalaria 8 (RC8 -
Castelo Branco) «CAVALEIROS DA
BEIRA-BAIXA»;
Em 24 de Março de 1962 transferido
para o Batalhão Independente de
Infantaria 18 (BII18 - Ponta
Delgada)
«ARMAS NÃO DEIXARÃO ENQUANTO A VIDA
OS NÃO DEIXAR»;
Em 19 de Abril de 1963 passa à
situação de comissão de serviço na
Guarda Nacional Republicana (GNR)
«PELA LEI E PELA GREI»,
por
ter sido requisitado pelo Ministério
do Interior;
Em 27 de Junho de 1963 regressa ao
Ministério do Exército e fica
colocado na Direcção da Arma de
Cavalaria «Á CARGA!» - «MERECEMOS O
NOME DE SOLDADOS»;

Em 10 de Julho de 1963, tendo sido
nomeado para servir Portugal na
Província Ultramarina
de
Timor, embarca em Lisboa com destino
a Dili;
Em 24 de Fevereiro de 1965 embarca
de regresso à Metrópole e ao
Regimento de Cavalaria 8 (RC8 -
Castelo Branco) «CAVALEIROS DA
BEIRA-BAIXA»;
Em 15 de Abril de 1966, tendo sido
mobilizado pelo
Regimento
de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «…
NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
para servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, embarca em
Lisboa no NTT 'Niassa' rumo ao porto
de Luanda, como comandante da
CCav1535/BCav1883 «PRONTOS PARA
TUDO»;

Em 1 de Maio de 1968 regressa à
Metrópole no NTT
'Uíge';
Em 13 de Maio de 1968 fica colocado
no Regimento de Cavalaria 6 (RC6 –
Porto) «DRAGÕES DE ENTRE DOURO E
MINHO» - «AVANTE PARA A GLÓRIA»;
Em 12Nov1968 agraciado com a Cruz de
Guerra de 3ª classe:
Capitão
de Cavalaria
ANTÓNIO DIOGO DE BRITO E FARO
CCav1535/BCav1883 - RC3
ANGOLA
3.ª
CLASSE
Transcrição da Portaria publicada
na Ordem do Exército n.º 23 - 2.ª
série, de 1968.
Por Portaria de 12 de Novembro de
1968:
Condecorado com a Cruz de Guerra de
3.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província de Angola, o
Capitão de Cavalaria, António Diogo
de Brito e Faro.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
50, de 21 de Junho de 1968, do
Quartel General da Região Militar de
Angola - QG/RMA):
Que Sua Ex.ª o General Comandante da
Região Militar de Angola, por seu
despacho de 6 de Junho de 1968,
louvou, por proposta do Comandante
do Batalhão de Cavalaria 1883
(BCav1883):
O Capitão de Cavalaria, António
Diogo de Brito e Faro, da Companhia
de Cavalaria 1535 do Batalhão de
Cavalaria 1883 (CCav1535/BCav1883) –
Regimento de Cavalaria 3 (RC3),
porque ao longo de cerca de vinte e
dois meses, demonstrou no comando da
sua Companhia excelentes qualidades
de chefe, conseguindo com a sua
acção tirar o melhor rendimento da
actuação do seu pessoal.
Durante este período tomou parte em
todas as operações e acções da
Companhia, em posições de maior
risco e responsabilidade,
distinguindo-se especialmente, e por
isso sendo citado, numa operação em
que com rara serenidade e firmeza
comandou a sua Companhia num
"baptismo de fogo" de oito horas
seguidas debaixo de fogo intenso, e
pela admirável coragem e energia com
que impulsionou os seus homens numa
outra operação, em situação
invulgarmente difícil, de contínuas
e violentas emboscadas.
Ultimamente, a intensa actividade da
Companhia, a intercepção de um grupo
itinerante e um golpe de mão a um
"quimbo" clandestino, onde se
acoitava um bando, levaram à captura
de numerosos elementos da Unita,
ocasionando pesadas baixas ao
inimigo, ao qual foi capturado ainda
diverso material.
Por todos estes feitos praticados em
combate e demonstrativos de coragem,
decisão, serena energia debaixo de
fogo e sangue frio, qualidades que
muito o honraram frente ao inimigo,
é o Capitão Brito e Faro credor da
estima e consideração dos seus
superiores e subordinados, e digno
de ser apontado como exemplo.
Em
17 de Abril de 1969 graduado em
Major;
Em 12 de Julho de 1969 conclui no
Instituto dos Altos Estudos
Militares (IAEM – Pedrouços) «NÃO
HOUVE
FORTE
CAPITÃO, QUE NÃO FOSSE TAMBÉM DOUTO
E CIENTE» o 2º curso de promoção a
oficial superior, sendo promovido a
Major;
Em 31 de Outubro de 1969, tendo sido
mobilizado pelo
Regimento
de Artilharia 1 (RAL1 – Sacavém) «EM
PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS» para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Moçambique, embarca
em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' com
destino ao porto de Nacala, como
chefe da 1ª secção do Comando de
Agrupamento 2967
(CmdAgr2967)
«EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS»;
Em 13 de Novembro de 1971 embarca no
porto da Beira no NTT 'Niassa', de
regresso à Metrópole;

Em 7 de Fevereiro de 1972 novamente
colocado no Regimento de Cavalaria 6
(RC6 – Porto) «DRAGÕES DE ENTRE
DOURO E MINHO» - «AVANTE PARA A
GLÓRIA»;
Em 5 de Junho de 1973 agraciado com
a Medalha de Mérito Militar de 2ª
classe;
Em 3 de Agosto de 1973, tendo
sido
nomeado, por oferecimento, para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, embarca no
Aeródromo Base n.º 1 (B1-Figo
Maduro) rumo à Base Aérea n.º 9 (BA9
– Luanda);
Em
1 de Dezembro de 1974 promovido a
Tenente-Coronel;
Em 24 de Dezembro de 1974 regressa
definitivamente à Metrópole, ficando
apresentado no Distrito de
Recrutamento e Mobilização 6 (DRM6).
Faleceu no dia 23 de Maio de 2021,
como Coronel de Cavalaria na
situação de reforma.