António José Pires Condesso, Alferes
Mil.º de
Cavalaria, comandante do PelRecDaimler1137
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
HONRA E GLÓRIA
e
nota
de óbito
Faleceu no dia 9 de Outubro de 2005 o
veterano
António José Pires
Condesso
Alferes Mil.º de Cavalaria
Comandante do
Pelotão de Reconhecimento Daimler
1137
Guiné: 05Ago1966 a
09Mai1968
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Louvor Individual e Colectivo
António José Pires
Condesso, Alferes Mil.º de
Cavalaria, nascido no dia 11 de
Janeiro de 1943, na freguesia de
Fermentelos, concelho de Águeda;
Mobilizado pelo Regimento de
Cavalaria 6 (RC6 - Braga) «AVANTE
PARA A GLÓRIA» - «DRAGÕES DE ENTRE
DOURO E MINHO» para servir Portugal
na Província Ultramarina da Guiné;
No dia 30 de Julho de 1966, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
‘Uíge’, como comandante do Pelotão
de Reconhecimento Daimler 1137
«AVANTE PARA A GLÓRIA», rumo ao
estuário do Geba (Bissau), onde
desembarcou no dia 5 de Julho de
1966;
A sua subunidade de cavalaria
iniciou a sua actividade em Bula,
tendo depois passado sucessivamente
para Teixeira Pinto e Cacheu; esteve
adido ao Batalhão de Cavalaria 790
(BCav790) «SINE SANGUINE NON EST
VICTORIA», Batalhão de Caçadores
1876 (BCac1876) «DETERMINAÇÃO –
TENACIDADE – AGRESSIVIDADE»,
Batalhão de Cavalaria 1905
(BCav1905) «OS DRAGÕES» e Batalhão
de Caçadores 1911 (BCac1911)
«CORAGEM E HUMANIDADE»; foi muito
variada e intensa a actividade deste
pelotão, bastando mencionar-se que
sofreu dezenas de emboscadas, mais
de uma dezena de ataques aos seus
aquartelamentos e que só as missões
de escolta se contam por perto de
três centenas, assim como as rondas
e patrulhamentos; teve alguns
feridos e produziu sensíveis baixas
ao inimigo; desenvolveu também uma
intensa acção psicossocial;
Louvado por feitos em combate no
teatro de operações da Guiné,
publicado na Ordem de Serviço n.º
26, de 08 de Junho de 1967, do
Quartel General do Comando
Territorial Independente da Guiné, e
na Revista da Cavalaria do ano de
1967, página 104;
Louvor Colectivo - Reconhecimento
Daimler n.º 1137 – publicado na
Ordem de Serviço n.º 97, de 31 de
Julho de 1967, do Batalhão de
Caçadores 1876, e na Revista da
Cavalaria do ano de 1967, página
166;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, por despacho
Comandante-Chefe das Forças Armadas
da Guiné, de 11 de Agosto de 1967, e
na Ordem do Exército n.º 19 – 2.ª
série, de 1 de Outubro de 1967.
No dia 9 de Maio de 1968, no
estuário do Geba, embarcou no NTT
‘Niassa’ de regresso à Metrópole,
onde desembarcou no dia 15 de Maio
de 1968.
Faleceu no dia 9 de Outubro de 2005
Paz à sua Alma
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Louvor Colectivo
PELOTÃO DE RECONHECIMENTO DAIMLER
N.º 1137
(Ordem
de Serviço n.º 97, de 31 de Julho de
1967, do Batalhão de Caçadores 1876)
Louvo o Pelotão de Reconhecimento
Daimler n.º 1137, porque durante o
tempo em que serviu no Batalhão de
Caçadores n.º 1876, cumpriu as
missões que lhe foram atribuídas com
muita dedicação, muita coragem,
muita agressividade e muito
entusiasmo e sem quaisquer
hesitações ou receios.
Apesar da fragilidade e das
precárias condições mecânicas do
material nunca as guarnições das AM
Daimler hesitaram em entrar decidida
e corajosamente no mato, fosse qual
fosse a força e o efectivo do
inimigo em presença.
Todos os Oficiais, Sargentos e
Praças, merecem o reconhecimento
deste Comando, pela maneira como
sempre patentearam o seu espírito de
corpo, que os mantinha sempre
ligados entre si, como se só um
fossem e ao Batalhão a que se
dedicaram incondicionalmente e ao
qual deram tudo o que era possível
em esforço, vontade, entusiasmo e
alegria no cumprimento das missões,
mesmo as mais espinhosas.
Comandado por um Oficial - Alferes
Condesso - dotado de excepcionais
qualidades de combatente e de
condutor de homens, o Pelotão AM
Daimler, continuará, estou certo, na
sua nova situação a dar o mesmo
rendimento e a merecer dos seus
chefes as referências elogiosas que
este comando saudosamente aqui deixa
exarada.
(in
Revista da Cavalaria do ano de 1967,
página 166)
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Cruz de Guerra de 4.ª classe
Alferes
Miliciano de Cavalaria
ANTÓNIO JOSÉ PIRES CONDESSO
PelRecDaimler1137 - RC6
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na
Ordem do Exército n.º 19 – 2.ª
série, de 1 de Outubro de 1967.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, de 11 de
Agosto de 1967, o Alferes Miliciano
de Cavalaria, António José Pires
Condesso, do Pelotão de
Reconhecimento Daimler n.º 1137
adido ao Batalhão de Caçadores n.º
1876 - Regimento de Cavalaria n.º 6.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
26, de 08 de Junho de 1967, do
Quartel General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Louvo o Alferes Miliciano de
Cavalaria (6996064), António José
Pires Condesso, do Pelotão de
Reconhecimento Daimler n.º 1137,
pelas extraordinárias qualidades de
combatente que tem revelado,
oferecendo-se para tomar parte num
sem número de operações, normalmente
as mais difíceis e onde se prevê
contacto forte com o inimigo. É de
salientar a sua relevante actuação,
por quanto muitas vezes tem sido um
extraordinário colaborador deste
Comando na instrução operacional a
ministrar a tropas recém-chegadas,
acompanhando os Oficiais novos,
aconselhando-os e conduzindo-os,
dada a sua experiência de combate,
serenidade e conhecimento do
terreno. Da mesma forma tem
acompanhado as Unidades que nos têm
sido dadas de reforço temporário,
colaborando com os seus comandantes
no desempenho da actividade
operacional que lhes é determinada,
dado o seu conhecimento das regiões
onde actuam.
Em todas as operações em que toma
parte, tem o Alferes Condesso
revelado o seu espírito de
sacrifício, o seu entusiasmo e a sua
iniciativa, contagiando todos os que
o acompanham, desde Soldados a
Oficiais.
Calmo e sereno debaixo de fogo,
dotado de grandes dotes de comando,
a sua actuação em combate tem sido
admirável, granjeando o respeito e a
admiração de todos os que com ele
têm actuado.
Não se mencionam em particular
quaisquer operações, porque
praticamente o Alferes Condesso tem
tomado parte em todas, com a
Companhia de Intervenção, desde "S.
Vicente" ao "Quere" e sempre
voluntariamente. Numa época em que
infelizmente se nota da parte de
muitos, egoísmo e comodidade, é o
Alferes Condesso um perfeito exemplo
duma Juventude Portuguesa que se
bate com orgulho, sem olhar a
sacrifícios e que na luta se empenha
de corpo e alma.
Por tudo, merece que às suas
actuações e conduta seja dado o
justo e merecido valor, sendo digno
de ser apontado publicamente como um
alto exemplo das maiores virtudes
militares.