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Condecorações

António Luís Serra Picão de Abreu, Major-General: Cruz de Guerra, de 1.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

Nota de óbito

Fontes:

5.º Volume, Tomo VI, págs. 282 e 283, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo III, pág. 320, da RHMCA / CECA / EME

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

Imagens dos distintivos cedidos pelo veterano Carlos Coutinho

 

Faleceu, no dia 14 de Março de 2019, o veterano

 

António Luís Serra Picão de Abreu

 

Major-General, na situação de reforma

 

Comandante da

Companhia de Cavalaria 2417

 

Instrutor de Grupos Especiais no

Centro de Instrução dos Grupos Especiais

 

Cruz de Guerra, de 1.ª classe

 

António Luís Serra Picão de Abreu, Major-General, na situação de reforma (desde 2004), nascido no dia 26 de Junho de 1940, em Lisboa (Maternidade Alfredo da Costa), filho de Maria Amélia da Gama Serra e de Francisco Silva Picão de Abreu.

 

Em Novembro de 1959 ingressa na Academia Militar;


Em 1 de Outubro de 1963, cadete-aluno do curso de cavalaria promovido a aspirante-a-oficial;


No final do ano lectivo 1963/64 conclui o tirocínio, classificado na especialidade de "oficial de cavalaria (B)";


Em 30 de Agosto de 1964 colocado na Escola Prática de Cavalaria (EPC - Santarém) e promovido a alferes n/m 50434611 (com antiguidade a 1 de Novembro de 1964);


Em 1965 casa com Maria Fernanda Amado Soares da Costa;


e 1 de Abril a 21 de Maio de 1966 frequenta no Centro de Estudos Psicotécnicos, o curso de testador;


Em 30 de Agosto de 1966 promovido a tenente;


Em 2 de Abril de 1968 promovido a capitão;


De 29 de Abril a 18 de Maio de 1968 frequenta na Escola Prática de Cavalaria o "estágio de actualização para tenentes do quadro permanente da arma de cavalaria";


Em 17 de Agosto de 1968, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 - Ajuda para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, embarca no Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo Maduro) com destino à Base Aérea n.º 10 (BA10 - Beira), a fim assumir em Pundanhar o comando da Companhia de Cavalaria 2417 (CCav2417) «CORAÇÕES AO ALTO» (nota);


Em 7 de Novembro de 1970 agraciado com a Cruz de Guerra de 1ª classe;


Em 1972 obtém no Centro de Instrução dos Grupos Especiais (CIGE - Dondo), «aptidão em pára-quedismo militar»;


Até Setembro de 1974 manteve-se em comissão voluntária em Moçambique, integrado no Centro de Instrução dos Grupos Especiais (CIGE - Dondo) como instrutor de Grupos Especiais.
 

Faleceu no dia 14 de Março de 2019, como major-general na situação reforma (desde 2004).

Paz à sua Alma.

 

Cruz de Guerra, de 1.ª classe

 


 

 

Capitão de Cavalaria
ANTÓNIO LUÍS SERRA PICÃO DE ABREU
 

CCav2417 — RC 7
MOÇAMBIQUE
 

1.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na 0E n.º 22 — 2.ª série, de 1970.
Por Portaria de 07 de Novembro de 1970:
 

Condecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Moçambique, o Capitão de Cavalaria, António Luís Serra Picão de Abreu, da Companhia de Cavalaria n.º 2417 - Regimento de Cavalaria n.º 7.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela 0E):


Louvado o Capitão de Cavalaria, António Luís Serra Picão de Abreu, pelas excepcionais qualidades, espírito de sacrifício e honestidade profissional revelados ao longo da sua primeira comissão no Ultramar, no Norte da Província de Moçambique e no comando de uma Companhia operacional.


Vencida a inexperiência inicial por contacto directo e voluntário numa operação levada a cabo por outra Companhia, actuando na sua zona, desenvolveu notável actividade operacional, interpretando perfeitamente o pensamento do comando do Sector, quer enquadrando-se nas suas directivas, quer em colaboração com outras forças, quer, ainda, por iniciativa própria, sempre que houve de tirar o máximo rendimento da situação criada para além do cumprimento da missão recebida.


Característico desse espírito de decisão e oportunidade foi o auxilio levado à população de Quinhevo, que, no regresso de uma missão, a pressentiu atacada por forças inimigas. Guiado pelo rebentamento de granadas de morteiro e lança-granadas foguete, aliado a forte tiroteio de armas automáticas, o Capitão Abreu, apesar de se encontrar em inferioridade numérica e de armamento, lançou a força sob o seu comando destemidamente sobre o atacante, que já se encontrava ao saque dentro da povoação protegida pelos seus fogos, e não só rechaçou o inimigo com pesadas perdas em homens e material, como colaborou na batida que se seguiu, por outras forças, que igualmente acorreram e que coordenou.


Após longa permanência no Sector, quando a acção do adversário se fez sentir por abundante implantação de minas no único itinerário disponível, a sua presença constante e em todas as circunstâncias junto das tropas, deu-lhes ânimo, o que permitiu continuar a missão sem desfalecimento.


Exemplo seguido em combate, pela valentia, coragem, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo, sempre manifestados em presença do inimigo, ganhando a estima de quantos com ele contactam, deve o Capitão Abreu ser apontado como distinto oficial do nosso Exército.

 

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(nota)

 

Companhia de Cavalaria N.º 2417
 

Identificação:
CCav2417
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 7 (RC 7 — Lisboa)
 

Comandante:
Capitão de Cavalaria António Luís Serra Picão de Abreu
 

Partida:
Embarque em 23 de Julho de 1968; Desembarque em 15 de Agosto de 1968
 

Regresso:
Embarque em 7 de Setembro de 1970
 

Síntese da Actividade Operacional
Desembarcou em Mocímboa da Praia, a 15 de Agosto de 1968.


Rendeu em Pundanhar a Companhia de Artilharia 2328 (CArt2328). Destacou um pelotão para Nhica do Rovuma.


Integrada no dispositivo do Batalhão de Caçadores 2831 (BCac2831) e do Batalhão de Caçadores 2875 (BCac2875), que rendera em Maio de 1969, o 1.º em Mocímboa da Praia, (subsector BPR) efectuou patrulhamentos e nomadizações na margem sul do rio Rovuma, regiões de Panderene, Tartibo, Badale, Águas, Abdala, Bacar, arredores de Pundanhar e Nhica do Rovuma e abertura dos itinerários para Nangade, Tartibo e Nhica do Rovuma, escoltas a Palma e Mocímboa da Praia, nomeadamente as operações "Tic - Tic", "Leão", "Giboia" , "Cidália", "António", "Pereira", "Vigilante", "Vigilante 2", "Boas Festas", "Patrícia" , "Coimbra", "Espera" e "Dar".


Participou, entre outras, em: "Tempestade" e "Trovão 2" (margem S do rio Rovuma a NE de Nangade), "Tempestade 2" (margem S do rio Rovuma a N de Pundanhar), "Tufão" (S de Pundanhar), "Furação" (região de Quinhevo), "Tufão 4" e "Corisco" (E de Nangade). Em Março de 1970, permutando com a Companhia de Caçadores 2513 do batalhão de Caçadores 2875 (CCac2513/BCac2875), foi transferida para Mocímboa da Praia. Mantendo a subordinação operacional ao Batalhão de Caçadores 2875 (BCac2875), teve como missão principal, escoltar colunas logísticas para Palma e Diaca.


Rendida pela Companhia de Caçadores 2727 (CCac2727), em Maio de 1970, foi colocada em Loureço Marques, onde rendeu a Companhia de Artilharia 2386 (CArt2386). Sob o comando do Batalhão de Caçadores 18 (BCac18), ali sedeado, (subsector CTSLM) a actividade operacional, consistia em patrulhamentos e contacto com a população das zonas suburbanas e segurança nocturna ao bairro militar.


Foi rendida em Lourenço Marques (Setembro de 1970), pela Companhia de Artilharia 2453 (CArt2453).


Observações:
Não tem História da Unidade. Os elementos foram fornecidos pelo Sargento-Mor Victor M. Pereira da Guia (ex -2.º Sargento da Companhia) extraídos da História do Batalhão de Caçadores 2875 (BCac2875).

 

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