António Manuel
Cordeiro Inácio, Soldado de
Cavalaria: Cruz de Guerra de
2.ª classe
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro


António Manuel
Cordeiro Inácio
Soldado de Cavalaria,
n.º 6525865-M
Companhia de Cavalaria
1539
Batalhão de Cavalaria 1884
Angola:
26Abr1966 >
09Jun1968
Cruz de Guerra, de 2.ª
classe
Louvor Individual
António Manuel Cordeiro Inácio, Soldado
de Cavalaria, n.º 06525865-M, natural da freguesia
de São Pedro de Solis, concelho de Mértola, distrito de
Beja (Baixo Alentejo);
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda,
Lisboa) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para
servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;
No dia 15 de Abril de 1966, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’,
integrado na Companhia de Cavalaria n.º 1539 (CCav1539)
do Batalhão de Cavalaria n.º 1884 (BCav1884), rumo ao
orto de Luanda, onde
desembarcou no dia 26 de Abril de
1966;
A sua subunidade de cavalaria foi colocada no Mucondo;
em 9 de Maio de 1967 foi transferida para o
Caxito, onde
se manteve até Janeiro de 1968, altura que foi
substituída por outra subunidade e recolheu ao Ambriz;
No dia 9 de Junho de 1968, embarcou no NTT ‘Quanza’ de
regresso à Metrópole;
Louvado por feitos em combate no Teatro de Operações de
Angola, pelo General Comandante-Chefe das Forças Armadas
de Angola, publicado nas Ordens de Serviço n.º 12, de 17
de Setembro de 1968, do Comando-Chefe das Forças Armadas
de Angola e n.º 78, de 27 de Setembro do mesmo ano, do
Quartel General da Região Militar de Angola, e na
Revista da Cavalaria do ano de 1968, página 98;
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe,
pela Portaria de 15 de Outubro de 1968, publicada na
Ordem do Exército n.º 33 – 3.ª série, de 1968 e no
Jornal do Exército
edição n.º 127, pág. 25, de Julho de
1970.
Cruz de Guerra, de 2.ª
classe
Soldado
de Cavalaria, n.º 6525865-M
ANTÓNIO MANUEL CORDEIRO INÁCIO
CCav1539/BCav1884 - RC7
ANGOLA
2.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 33 - 3.ª série, de 30 de Novembro
de 1968.
Por Portaria de 15 de Outubro de 1968:
Manda o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º
do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em acções de combate na
Província de Angola:
O Soldado n.º 6525865-M, António Manuel Cordeiro Inácio,
da Companhia de Cavalaria n.º 1539 do Batalhão de
Cavalaria n.º 1884 - Regimento de Cavalaria n.º 7.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado nas OS n.º 12, de 17 de Setembro de 1968, do
Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola e 78,
de 27 de Setembro do mesmo ano, do Quartel-General da Região Militar de Angola:
Que, Sua Ex-ª o General Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, louvou, por proposta do Comandante da
Região Militar de Angola, o Soldado n.º 6525865-M,
António Manuel Cordeiro Inácio, da Companhia de
Cavalaria n.º 1539 do Batalhão de Cavalaria n.º 1884 -
Regimento de Cavalaria n.º 7, pela sua brilhante conduta
em combate quando no dia 07 de Março de 1968, o Grupo de
Combate em cuja Secção de vanguarda ia incorporado, caiu
em forte emboscada.
Tendo o inimigo conseguido isolar, momentaneamente, a
sua Secção, apesar de gravemente ferido por um tiro que
lhe arrancou quase totalmente um musculo da perna e com
as costas crivadas de estilhaços, resultantes de ter
caído junto de si uma granada de mão defensiva, não
hesitou em arremessá-la imediatamente sobre as posições
inimigas junto das quais rebentou. Posteriormente, o seu
estoicismo e a sua admirável fibra de combatente,
permitiram-lhe ainda encontrar forças para fazer fogo
com a sua arma, não obstante o sofrimento que a
gravidade dos ferimentos lhe provocara.
Deve salientar-se que a acção deste Soldado teve lugar
sob condições particularmente desmoralizadoras, pois o
súbito e intensíssimo fogo com que o inimigo
surpreendera a sua Secção havia provocado imediatas e
graves baixas entre os seus camaradas [um dos quais
falecido
- Manuel
José Agosto]
A serena energia, extraordinária valentia e espírito de
abnegação deste Soldado e dos seus camaradas de Secção
permitiu inverter uma situação que se apresentava
crítica para as Nossas Tropas, pois contribuíram
para criar as circunstâncias materiais e o clima moral
que forçaram a retirada de um inimigo que havia disposto
de todas as possibilidade de realizar o assalto,
aniquilamento e pilhagem de toda a Secção.
A heroica conduta do Soldado Inácio constitui um
nobilitante exemplo de valentia que se enquadra nas
tradições gloriosas do Exército Português.
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Jornal do Exército, ed. 127, pág.
25, de Julho de 1970
Soldado António Manuel Cordeiro Inácio
(Angola)
Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe
Foi condecorado com a medalha da Cruz de Guerra de 2.ª
classe o soldado António Manuel Cordeiro Inácio, natural
de S. Pedro de Solis, Mértola, pela sua brilhante
conduta em combate em Angola, numa acção em que o seu
grupo de combate caiu numa emboscada. Com a sua secção
isolada momentaneamente, e apesar de gravemente ferido
por um tiro (que lhe arrancou quase totalmente um
músculo duma perna) e com as costas crivadas de
estilhaços, ao ver cair junto de si uma granada de mão
defensiva, não hesitou em arremessá-la imediatamente
sobre as posições inimigas junto das quais rebentou.
Posteriormente, o seu estoicismo permitiu-lhe reunir
forças para fazer fogo com a sua arma, apesar do
sofrimento que a gravidade dos ferimentos lhe provocava.
A extraordinária valentia e espírito de abnegação desta
praça e dos seus camaradas permitiram inverter uma
situação que se apresentava crítica pois contribuíram
para forçar a retirada do inimigo que já se preparava
para assaltar as posições das nossas tropas.

