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Condecorações

António Manuel da Cunha Pita Soares, Alferes Mil.º de Cavalaria, cmdt. de pelotão do ERec693

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

 

CG-3-Classe-cz-350Ant-nio-Manuel-da-Cunha-Pita-Soares-350António Manuel da Cunha Pita Soares

 

Alferes Mil.º de Cavalaria

 

Esquadrão de Reconhecimento 693

«SEMPRE CAVALEIROS»

 

Guiné: 02Jul1964 a 14Mai1966

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Louvor Individual

 

Louvor Colectivo

 

António Manuel da Cunha Pita Soares, Alferes Mil.º de Cavalaria;


RC8Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 8 (RC8 - Castelo Branco) «DRAGÕES DA BEIRA BAIXA» - «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


Pel-Rec-280
No dia 15 de Julho de 1964, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou num navio de transporte de tropas, integrado no Esquadrão de Reconhecimento 693 (ERec693) «SEMPRE Pel-Rec693-280-1CAVALEIROS», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 2 de Julho de 1964;


A sua subunidade de cavalaria:


ERec385• Após o desembarque, seguiu para Bafatá, a fim de BCac506substituir o Esquadrão de Reconhecimento 385 (ERec385) como subunidade de reserva móvel do sector do Batalhão de Caçadores 506 (BCac506) e depois do BCav757Batalhão de Cavalaria 757 (BCav757) «ALEGREM-SE! A VITÓRIA SERÁ NOSSA» - «JUNTOS VENCEREMOS»;


BCav490• De 8 de Novembro de 1964 a 7 de Abril de 1966, destacou um pelotão para Farim, onde reforçou o Bart733-280dispositivo do Batalhão de Cavalaria 490 (BCav490) «SEMPRE EM FRENTE» e depois o Batalhão de Artilharia 733 (BArt733) «VALOROSOS, AUDAZES, CORAJOSOS»;


• Por períodos variáveis, destacou pelotões para BArt645reforço de outros sectores, nomeadamente para Mansoa, de 14 de Janeiro a 31 de Maio de 1965, em reforço do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS NEGRAS» - «BRAVOS SEMPRE FIÉIS», ou para reforço temporário das guarnições de Canquelifá, de 11 de Agosto a 6 de Setembro de 1964 e CmdAgr24de 24 de Fevereiro a 29 de Março de 1965, Piche e Sare Ganá;


• A partir de 1 de Junho de 1965, passou á dependência operacional do Comando de Agrupamento 24 (CmdAgr24) «PREVISÃO E ACÇÃO», mantendo a anterior missão de patrulhamento, escoltas, emboscadas e protecção, segurança e limpeza de itinerários e intervenção em operações destacando-se a operação "Início", na região de Dunane, em 18 de Julho de 1965, a operação "Aurora" na região de Banjara, de 27 a 9 de Maio de 1966, entre outras;


Louvado por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 91, de 05 de Novembro de 1965, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné e na Revista da Cavalaria do ano de 1966, página 96;


A sua subunidade de cavalaria:


BCav757• Continuou a ceder pelotões para reforço de diversos sectores, nomeadamente do Batalhão de Cavalaria 757 (BCav757) «ALEGREM-SE! A VITÓRIA SERÁ NOSSA» - BCac1856«JUNTOS VENCEREMOS» e depois do Batalhão de Caçadores 1856 (BCac1856) «UBI GLORIA OMNE PERICULUM DULCE», em Bafatá, desde BCav705princípios de Janeiro de 1966 e do Batalhão de Cavalaria 705 (BCav705) «SUAVITOR IN MODO FORTITER IN RE» em Piche, desde finais de Março de 1966;


Louvor Colectivo – Pelotão de Reconhecimento 693 -, ERec1578publicado na Ordem de Serviço n.º 56, de 10 de Maio de 1966, do Comando de Agrupamento 24 e na Revista da Cavalaria do ano de 1966, páginas 175 e 176;


Em 13 de Maio de 1966, a sua subunidade de cavalaria foi substituída pelo Esquadrão de Reconhecimento 1578 (ERec1578) «ADEANTE» e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso;


No dia 14 de Maio de 1966, embarcou no NTT ‘Uíge’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 20 de Maio de 1966;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, pela Portaria de 20 de Setembro de 1966, publicado na Ordem do Exército n,º 20 – 2.ª série, de 15 de Dezembro de1966.

 

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Louvor Colectivo


ESQUADRÃO DE RECONHECIMENTO N.º 693


(Ordem de Serviço n.º 56 de 10 de Maio de 1966 do Comando de Agrupamento 24)


CmdAgr24Louvo o Esquadrão de Cavalaria n.º 693, porque durante cerca de um ano em que constituiu reserva deste Comando revelou ser uma Unidade coesa, disciplinada, moral elevado, óptima preparação operacional, voluntariosa, forte espírito combativo, sempre pronta a acorrer onde a situação requeresse sua presença mesmo em cumprimento de missões não específicas do seu emprego.


Se bem que poucas vezes tivesse tomado parte globalmente em Operações e nessas não tivesse havido oportunidade para demonstrar suas reais possibilidades, estas não deixam de ser sempre bem evidenciadas quando a qualquer dos seus pelotões isolados essa oportunidade se ofereceu, sendo justo destacar a actuação de um deles na operação «Início», a 18 de Julho de 1965, e de outro na operação «Lumiar», a 2 de Maio de 1966.


Mercê da qualidade dos seus Oficiais, Sargentos e Praças, com relevo para o espírito de compreensão, dedicação, entusiasmo e proficiência do seu Comandante, o Esquadrão de Reconhecimento 693 conquistou no Sector Leste um ambiente de confiança e reputação digno de registo e que na hora da despedida me apraz realçar, certo de que honrou em terras da Guiné a Arma de Cavalaria e prestigiou o Exército.


(in Revista da Cavalaria do ano de 1966, páginas 175 e 176)

 

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Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

CG-3-Classe-cz-650Alferes Miliciano de Cavalaria
ANTÓNIO MANUEL DA CUNHA PITA SOARES
 

ERec693 - RC8
GUINÉ


3.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 20 – 2.ª série, de 15 de Dezembro de 1966.


Por Portaria de 20 de Setembro de 1966:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Alferes Miliciano de Cavalaria, António Manuel da Cunha Pita Soares, do Esquadrão de Reconhecimento n.º 693, adstrito ao Batalhão de Cavalaria n.º 705 - Regimento de Cavalaria n.º 8.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 91, de 05 de Novembro de 1965, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné):


Louvo o Alferes Miliciano, António Manuel da Cunha Pita Soares, porque, como Comandante de um Pelotão de Reconhecimento, durante a operação "Início", apesar de não ter recebido como missão deslocar-se em determinado itinerário, não hesitou em intervir com o seu Pelotão nesse eixo, ao julgar que forças amigas se encontravam em situação aflitiva e de que resultou ter sido emboscado.


No decorrer desta acção, tendo a autometralhadora Fox em que seguia, sido atingida por uma granada de lança-foguetes inimiga, que o feriu e aturdiu fortemente, dirigiu, primeiro de dentro da sua viatura e depois no chão, para onde saltou debaixo de intenso fogo inimigo, a acção da sua força, verificando e impulsionando sempre a conduta dos seus homens.


O abalo físico que sofreu foi de tal ordem que, finda a acção e posto o inimigo em retirada, caiu desmaiado, só recuperando os sentidos na localidade para onde foi conduzido, sendo a sua primeira reacção a de recusa em ser evacuado de helicóptero.
Passada a noite e justificando-se ainda a evacuação, não só a recusou terminantemente, como exigiu ser conduzido ao seu pelotão para retomar o comando.


A acção deste Oficial revela elevados dotes de coragem, sangue frio, espírito de sacrifício e a noção exacta da sua função de chefe, que muito prestigiou e por isso merece ser apontado como exemplo.

 

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Notícia:

 

 

 DL14936-15-Jul1964-pag9

 

 

 Ant-nio-Manuel-da-Cunha-Pita-Soares-920

 

 

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