Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW

António Maria Farinha Murta
Alferes Mil.º de Artilharia
12.º
Pelotão de Artilharia
Grupo de Artilharia de Campanha 7
«DE ARMAS
FORTES E GENTE APERCEBIDA»
Guiné: 25Jul1972 a 18Jul1974

António Maria Farinha Murta, Alferes
Mil.º de Artilharia, nascido em 17
de Agosto de 1948 em Santo
Agostinho, freguesia e concelho de
Moura, filho de Maria José Farinha
Murta e de António Gonçalves Murta.
-
em 7 de Outubro de 1971 incorporado
na Escola Prática de Infantaria
(EPI-Mafra) como soldado-cadete n/m
13462969;
- tendo completado com 14,62 valores
o 4ºTurno/71 do curso de oficiais
milicianos, foi promovido a
aspirante-a-oficial miliciano e
colocado na Escola Prática de
Artilharia (EPA-Vendas Novas) para a
especialidade de artilharia;
- em 25 de Julho de 1972, tendo sido
mobilizado em regime de rendição
individual para servir
Portugal na Província Ultramarina da
Guiné, desembarcou no aeroporto de
Bissalanca graduado no posto de
alferes miliciano de artilharia e
seguidamente apresentou-se em Brá no
Grupo de Artilharia de Campanha 7 do
Comando Territorial Independente da
Guiné (GAC7/CTIG);
-
foi-lhe destinado o comando do 12º
pelotão de artilharia de campanha,
instalado em Piche (subsector de
Buruntuma, região fronteiriça
leste-nordeste da Guiné Portuguesa
com a Guiné-Conackry), como
apoio-de-fogos e reforço à Companhia
de Caçadores 3546 (CCac3546),
integrado no dispositivo do Batalhão
de Caçadores 3883 (BCac3883);
- em Janeiro de 1973 recolheu ao
Grupo de Artilharia de Campanha 7
(GAC7) e pouco depois seguiu para o
sector sudoeste da Guiné, ficando à
disposição do Comando Operacional nº
4 (COP4) sediado em Cufar;
- em 25 de Julho de 1973, por
proposta do comandante daquele COP4
(Comando Operacional nº 4), foi
louvado pelo comandante do Comando
Territorial Independente da Guiné
(CTIG) porque...

... «
Durante
cerca de seis meses reforçou a
posição do COP4, pela actividade
desenvolvida, capacidade demonstrada
e elevado espírito de missão de que
sempre deu mostras.
Oficial muito competente,
trabalhador incansável alardeando
conhecimentos muito desenvolvidos e
próprios de graduação superior,
estendeu a sua acção não apenas no
comando do seu pelotão, mas a todo o
sector do COP4, orientando a
instalação de material e preparação
das posições de tiro, dando o seu
contributo à execução dos planos de
fogos e dirigindo com eficácia e
objectividade a actuação dos
restantes pelotões do sector.

Integrando-se perfeita e
interessadamente na ideia de manobra
do COP4, o Alferes Murta foi pedra
fundamental na obtenção de um
sistema de apoio de fogos de
artilharia, que muito contribuiu
para o desenvolvimento da missão
imposta a este Comando, o que
permitiu às tropas em operações no
Cantanhez, empenhadas em missões
duras e arriscadas, dispôr sempre em
tempo e local oportuno de apoio
indispensável.
Realça-se pela inovação que
representou, a rede de postos de
observação preparados e disseminados
por todo o sector, que permitiram,
através das informações de direcção
transmitidas, obter rapidamente a
localização das bases de fogo
inimigas e reagir com prontidão às
mesmas. Para a montagem deste
esquema, que se mostrou de utilidade
comprovada, deu toda a sua
colaboração entusiástica.
Merece assim o Alferes Murta ser
apontado como exemplo a seguir pelos
da sua especialidade, e que no COP4
desenvolveu actividade altamente
relevante que merece ser realçada.
»;
(louvor considerado como sendo dado
pelo CCFAG, cfr OS.185-GAC7);
- em 8 de Agosto de 1973, durante
licença disciplinar de 20 dias nos
termos do art. 107º do RDM
(Regulamento Disciplinar Militar),
casou com Rosa Maria;
- regressado ao serviço, foi
colocado em Catió (sudoeste da
Guiné);
- em 16 de Junho de 1974 promovido a
alferes miliciano de artilharia (com
antiguidade a 01Nov1972);
- em 18 de Julho de 1974, concluída
a sua missão, embarcou no aeroporto
de Bissalanca em vôo TAM
(Transportes Aéreos Militares) com
destino ao AB1-Figo Maduro
(Aeródromo Base 1), onde desembarcou
na mesma data.
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