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Falecimento

António Marques Abrantes dos Santos, Tenente-General de Artilharia 'Comando'

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

 

Faleceu, no dia 15 de Junho de 2021, o veterano

 

António Marques Abrantes dos Santos

 

Tenente-General de Artilharia 'Comando'

na situação de reforma

 

Angola - Mai a Nov1972:

 

Centro de Instrução de Comandos

Região Militar de Angola

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Moçambique - Nov1972 a Jun1974:

Frequenta o

7.º Curso de Comandos

Batalhão de Comandos de Moçambique

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

Comandante da

7.ª Companhia de Comandos de Moçambique

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

 

António Marques Abrantes dos Santos, Tenente-General de Artilharia 'Comando' na situação de reforma, nascido no dia 15 de Setembro de 1943.


Em 1 de Novembro de 1965, aspirante-a-oficial de artilharia (n/m 42477862) oriundo da Academia Militar «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI», conclui na Escola Prática de Artilharia (EPA - Vendas Novas) «MAIS AFINANDO A FAMA PORTUGUESA» o tirocínio e especialidade, sendo classificado em 1º lugar como "oficial de artilharia (B)" e promovido a alferes do quadro da arma;
 

Em 15 de Junho de 1968, tenente da Escola Prática de Artilharia (EPA - Vendas Novas) «MAIS AFINANDO A FAMA PORTUGUESA», conclui o curso de observador aéreo realizado na Base Aérea n.º 3 (BA3 – Tancos) «RES NON VERBA»;


Em 17 de Maio de 1969 promovido a capitão;


Em 20 de Maio de 1972, tendo sido nomeado por escolha para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca em Lisboa com destino a Luanda, a fim de ser colocado no Centro de Instrução de Comandos (CIC) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» da Região Militar de Angola (RMA);


Em 13 de Novembro de 1972, tendo-se voluntariado para fazer um curso de comandos e transferido para Moçambique, inicia no Batalhão de Comandos (BCmds – Montepuez) a frequência do 7.º curso de comandos ministrado naquela Unidade da Região Militar de Moçambique (RMM);


Em 25 de Fevereiro de 1973 assume o comando da 7.ª Companhia de Comandos (7ªCCmdsM) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» do Batalhão de Comandos de Moçambique (BCmdsM);


Em 5 de Junho de 1974 cessa funções na 7.ª Companhia de Comandos (7ªCCmdsM) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» do Batalhão de Comandos de Moçambique (BCmdsM) e regressa definitivamente à Metrópole;


Em 2 de Maio de 1980, como consequência de louvor exarado em portaria de 16 de Maio de 1975 pela Repartição de Justiça e Disciplina do Ministério do Exército, agraciado com a
Cruz de Guerra de 2ª classe, por distintos feitos em combate executados no distrito de Tete, da (então) Província Ultramarina de Moçambique:

 

 

Capitão de Artilharia
ANTÓNIO MARQUES ABRANTES DOS SANTOS


7.ªCCmds - RMM
MOÇAMBIQUE


2.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 13 - 2.ª série, de 1980.


Por Portaria de 2 de Maio de 1980:


Manda o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, com base em louvor publicado na Ordem do Exército — 2.ª Série, n.º 11, de 1975, condecorar o Major de Artilharia, António Marques Abrantes dos Santos, da 7.ª Companhia de Comandos, da Região Militar de Moçambique, com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 14.º, 15.º e 16.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971, e do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 715/74, de 12 de Dezembro.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem do Exército n.º 11 - 2.ª série, de 1975):


Manda o Conselho da Revolução, pelo Chefe do Estado Maior do Exército, louvar o Capitão de Artilharia, António Marques Abrantes dos Santos, porque, como Comandante da 7.ª Companhia de Comandos de Moçambique se revelou um extraordinário condutor de homens, um combatente de eleição e um chefe militar de invulgares méritos e sólida formação militar.


Enérgico mas humano, disciplinador e disciplinado, entusiasta, vivendo apaixonadamente os problemas da sua subunidade, abnegado e impondo a si próprio uma austera disciplina, entregando-se totalmente às missões recebidas até esgotar completamente toda a exploração das acções operacionais que lhe foi cometido desenvolver, conseguiu fazer da sua Companhia uma verdadeira Unidade de elite por cujo valor respondem os sempre excelentes resultados obtidos em sucessivas intervenções nas mais difíceis áreas do Teatro de Operações.


Conduzindo em combate os seus militares com inteligência, decisão, agressividade audácia e flexibilidade, não hesitando em ocupar os postos de maior risco, expondo-se ao fogo inimigo quando se impunha galvanizar e polarizar a sua tropa, entre tantas outras acções cujos resultados têm por base a sua sapiente chefia e imaginosa concepção de operações, é de colocar em destaque a sua conduta no decorrer da Operação "Tareia 2". Tendo por missão executar um golpe de mão sobre a "base de artilharia Gungunhana" fortemente apoiada por armas pesadas que de imediato fariam convergir o seu fogo sobre qualquer força que assaltasse tal organização, fraccionou os seus homens destacando metade do seu pessoal para o secundar num golpe de mão às bases de fogos inimigas, simultaneamente com a acção a desenvolver sobre o objectivo principal. Assim, embora com um efectivo mínimo em relação à preponderância do inimigo na área, conseguiu, ao mesmo tempo, assaltar e destruir o objectivo principal e capturar vultuosa quantidade de armamento pesado das referidas bases de fogos, infligindo-lhe pesadas baixas.


Considerando ainda que o valor da sua subunidade prevalece para além da sua saída, como corolário da sua extraordinária acção de comando, é de inteira justiça que os seus serviços sejam considerados de muito e elevado mérito.


Em 7 de Janeiro de 2000, major-general chefe de gabinete do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) «QUE QUEM QUIS SEMPRE PODE»;


Em 10 de Julho de 2000 promovido a tenente-general comandante do Comando Operacional das Forças Terrestres (COFT) «UM PEDAÇO DE TERRA DEFENDIDA»;


Em 27 de Outubro de 2003, sendo director honorário da Arma de Artilharia «O CÉU A TERRA E AS ONDAS ATROANDO» e Inspector-Geral do Exército «OMNIBUS OMNIA FACTUS SUM», nomeado promotor de justiça 'ad hoc' junto do Supremo Tribunal Militar (STM);


Em 26 de Janeiro de 2005 passa à situação de reserva;


Em 3 de Janeiro de 2008 empossado juiz militar do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).


Faleceu no dia 15 de Junho de 2021, em Coimbra, como Tenente-General de Artilharia 'Comando' na situação de reforma.


A sua Alma repousa em Paz

 

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7.ª Companhia de Comandos de Moçambique
 

Identificação:
7.ªCCmds/MOÇAMBIQUE


Unidade Mobilizadora:
Centro de Instrução de Comandos (CICmds – Montepuez)


Comandante:
Capitão de Artilharia ‘Comando’ António Marques Abrantes dos Santos
Capitão Mil.º ‘Comando’ João Eduardo Flores Abrantes Amaral


Síntese da Actividade Operacional
Constituída quase totalmente por pessoal do recrutamento de Moçambique, seleccionado em várias Unidades da Guarnição Normal, foi formada no Centro de Instrução de Comandos de Montepuez, no final do respectivo curso (25 de Fevereiro de 1973).


Desenvolveu a actividade operacional nos distritos de Tete e Cabo Delgado, regressando periodicamente a Montepuez para descanso do pessoal.

 

Montou base em várias localidades, a fim de efectuar operações, nomeadamente as que se indicam:
 

 

 

Local / Base

Período

Operações

Região / Zona

TETE

Mazóe

15Mar a 13Mai1974

Foguete 1

Rio Nhamitanda

Foguete 3

Nascente do rio Mavuzi

Foguete 6

Monte Calambagupa

Foguete 7

Rio Birira

Albarda 5

Margem esquerda do rio Luia

Avalanche a)

Rio Ué

Albarda 2

Cantina do Melo

Albarda 12

Margem direita do rio Luia

Albarda 13

Monte N'Goué

Meluco

18Jun a 12Ago1973

Trolha Preta

Montes Nicheua

Trolha 2 b)

Nascentes do rio Porri

Tareia 2 c)

Margens do rio Mumbo

Tareia 6

Rio Lalamo

Tareia 6 - 2.ª fase d)

Nordeste dos montes N'Teco

Doa

18Set a 14Out1973

Alarme 1

Montes Mazambulo

Alarme 4

Montes Tchena

Alarme 6

Entre Doa e Fortuna

Ausente 1

Montes Muamba

Ausente 2

Montes Buzimane

Moatize

14 a 17Out1973

Bordoada

Confluência dos rios Revuboé e Condedzi

Viúva Henriques

19Out a 06Nov1973

Bloquear 1

Montes Mansanza

Bloquear 2

Confluência dos rios Condedzi e Mepopodzi

Câmbio 3

Rio Munche

Tete

25 a 31Jan1974

Fruta

Entre os rios Metangua e Cansaua a noroeste do Chioco

Franquear 3

Confluência dos rios Mevuzi e Nhamitanda

Nhacambo g)

31Jan a 27Mar1974

Ceifa 1

Rio Nhanconite

Ceifa 4 e)

Rios Mufa e Nhangumbe

Ceifa 8

Entre o rio Mufa e Maroeira

Ceifa 11

Entre Nhacambo e rio Nhanconite

Califa f)

Sarare e margem direita do rio Cangudzi

Humorista 2

Nascentes do rio Mufa

Humorista 4

Nascentes do rio Cangudzi

Humorista 5

Confluência dos rios Djinga e Cangudzi

Himneu

Entre a estrada Tete - Songo e o rio Zambeze

Estima

27Mar a 02Abr1974

A aguardar transporte para Montepuez

Lourenço Marques

Lourenço Marques

11Mai a 08Jun1975

Prevenção e patrulhamento à cidade

TETE

Nhacambo h)

09Jun a 09Ago1974 Televisão 7 Entre Nhacambo e Cantina do Valente
Televisão 8 Entre os rios Tsacoco e Tchirodzi
Televisão 9 Enttre Nhassanga e rio Mufa
Franjar 1 Rio Nhanconite
Franjar 2 Monte Camanica
Franjar 3 Norte do rio Chacole
Franjar 4 Sul do monte Tchibué
Franjar 6 Cantina do Valente
Franjar 7 Entre os rios Djinga e Cangudzi
Franjar 8 Sarare
Piastra 5 Chipera

 

 

 

a) Destruída base Chintolo. Capturado material de guerra.


b) Participou. Destruída base Manica. Capturado material de guerra.


c) Participou. Destruída base Gungunhana. Capturado material de guerra e outro e documentos.


d) Destruídos 3 acampamentos.


e) Destruída base. Capturada grande quantidade de material de guerra e outro.


f) Participou.


g) Dois grupos de combate destacados em Estima.


h) Um grupo de combate destacado em Estima.

 

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