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Condecorações

António Rui Diógenes de Noronha Ferreira, Alferes Mil.º de Cavalaria, da CCav489/BCav490

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA  

 

 

Ant-nio-Rui-Di-genes-de-Noronha-Ferreira-350António Rui Diógenes de Noronha Ferreira

 

Alferes Mil.º de Cavalaria, n.º 41237661

 

CG2classe-Med-Campanhas-350Comandante de pelotão da

 

Companhia de Cavalaria 489

 

Batalhão de Cavalaria 490

 

«SEMPRE EM FRENTE»

 

«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Guiné: 22Jul1963 a 07Ago1965

 

Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Louvor Colectivo

 

António Rui Diógenes de Noronha Ferreira, Alferes Mil.º de Cavalaria, n.º 41237661.


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – RC3Estremoz) «NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, como comandante de pelotão da Companhia de Cavalaria 489 (CCav489) do Batalhão de Cavalaria 490 (BCav490) «SEMPRE EM FRENTE» - «NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»;


No dia 17 de Julho 1963, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT ‘Niassa’ rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 22 de Julho de 1963;

CCav489-280
Embarque no dia 12 de Agosto de 1965 [7 de Agosto de 1965], no NTT 'Niassa'; desembarque em Lisboa no dia 14 de Agosto de 1965.

BCav490
Louvado e condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, pela Portaria de 5 de Maio de 1964, publicado na Ordem de Serviço n.º 3, de 7 de Janeiro de 1964, do Comando Territorial Independente da Guiné, na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª série, de 1964, e na Revista da Cavalaria, edição de 1964, págs. 48 e 49;


Condecorado com a Medalha Comemorativa das Campanhas «GUINÉ 1963 – 65», por despacho do Major-General Diretor de Justiça e Disciplina, no âmbito da delegação de competências, de 17 de Julho de 2015 e em conformidade com as disposições do Regulamento da Medalha Militar e das Medalhas Comemorativas das Forças Armadas, promulgado pelo Decreto-Lei n.º 316/2002, de 27 de dezembro, publicado na Ordem do Exército n.º 9/2015 – 3.ª série, de 30 de Setembro, pág. 107
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Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

 

 

CG-2-Classe-cz-630Alferes Miliciano de Cavalaria
ANTÓNIO RUI DIÓGENES DE NORONHA FERREIRA
 

CCav489/BCav490 - RC3
GUINÉ


2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª série, de 1964.


Por Portaria de 05 de Maio de 1964:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa:


O Alferes Miliciano de Cavalaria, António Rui Diógenes de Noronha Ferreira, da Companhia de Cavalaria n.º 489, do Batalhão de Cavalaria n.º 490 - Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 3, de 7 de Janeiro de 1964, do Comando Territorial Independente da Guiné:


Louvado o Alferes Miliciano de Cavalaria, António Rui Diógenes de Noronha Ferreira, porque no comando do seu Grupo de Combate, na operação levada a cabo pela Companhia de Cavalaria n.º 489 a que pertence, na zona de Morés, considerada "QG" do terrorismo na região de Oio, em todas as acções de fogo em que interveio, mas, principalmente, na emboscada sofrida junto às casas de mato do inimigo e também durante os vários ataques nocturnos ao estacionamento improvisado de Morés, nos quais o fogo do inimigo foi intensíssimo e particularmente dirigido às posições ocupadas pelo seu Grupo de Combate, revelou serenidade, desprezo pelo perigo e abnegação, que o levaram, nesses ataques, e em face do número de praças entretanto atingidas, a ajudar a transportar um ferido para a rectaguarda, sempre debaixo de grande volume de fogo e durante a noite, para de novo ocupar o seu lugar na testa, mantendo-se constantemente activo junto dos seus homens, ora dirigindo a reacção aos ataques, ora percorrendo o seu sector, encorajando as sentinelas e o restante pessoal encarregado da defesa do mesmo.


Às qualidades de Chefe demonstradas nesta operação, particularmente difícil, há a acrescentar o entusiasmo que sempre o tem animado no comando do Pelotão, por forma a ter conseguido criar no seu pessoal verdadeiro espírito de corpo, de sacrifício e de iniciativa, amplamente confirmados no esforço despendido com os trabalhos de organização do terreno efectuados no aquartelamento de Mansabá.

 

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Louvor Colectivo

 

BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 490


Ordem de Serviço n.º 14 do Comando Militar da Guiné,

de 16 de Fevereiro de 1965


CmdAgr16Que, por despacho de 12 do corrente e por proposta do Excelentíssimo Comandante do Agrupamento n.º 16, louva:


Batalhão de Cavalaria n.º 490 porque, encontrando-se na Província há mais de 18 meses e tendo iniciado a sua missão de quadrícula após um período de intervenção nas regiões mais afectadas pelo inimigo (Ilha do Como e Morés), tem mantido uma actividade operacional profícua a custo dos próprios efectivos em quadrícula, enfileirando sempre ao lado de outras Unidades mais modernas na Província.


Não obstante as alterações que tem havido nos principais colaboradores do Comando e no Comando das suas Companhias orgânicas, tudo por força de promoções ocorridas após o início da sua Comissão de Serviço, e apesar do elevado número de elementos inoperacionais como consequência de factores vários a que não são estranhos os períodos vividos em verdadeiro ambiente de contra-guerrilha, tem o Batalhão de Cavalaria n.º 490 sabido manter um elevado espírito combativo que honra a Arma de Cavalaria e o Exército.


Unidade dotada de elevado moral, tem-no fortificado nos duros momentos de luta já vividos e que ficam a atestar o alto valor militar de todos os seus componentes, Oficiais, Sargentos e Praças, irmanados como estão no mesmo sentimento do Dever que os trouxe à Guiné Portuguesa.


(in Revista da Cavalaria do ano de 1965, pág. 150)

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Batalhão de Cavalaria n.º 490
 

Identificação:
BCav490


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3 (RC 3 - Estremoz)


Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria Fernando José Pereira Marques Cavaleiro (Cruzes de Guerra de 1.ª e 3.ª classes)


2.º Comandante:
Major de Cavalaria Alexandre António Baía Rodrigues dos Santos
Major de Cavalaria Raul Augusto Paixão Ribeiro


Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Cavalaria Domingos Vilas Boas de Sousa Magalhães


Comandantes de Companhia:
 

BCav490Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Cavalaria Luís Augusto Rodrigues de Carvalho
Capitão de Cavalaria Luís Alberto Paço Moura dos Santos
Capitão de Cavalaria Luís Moreira Arriscado Nunes
Capitão de Cavalaria Manuel Correia Arrabaça
Capitão do Serviço Geral do Exército António Joaquim Marques
 

Companhia de Cavalaria 487 (CCav487):
Capitão de Cavalaria António Varela Romeiras Júnior
Capitão de Cavalaria Rui Gonçalves Soeiro Cidrais
 

Companhia de Cavalaria 488 (CCav488):
Capitão de Cavalaria Fernando Manuel Lopes Ferreira
Capitão de Cavalaria Manuel Correia Arrabaça
Tenente de Cavalaria Lourenço de Carvalho Fernandes Tomás
 

BCav490-1Companhia de Cavalaria 489 (CCav489):
Capitão de Cavalaria António Ferreira Cabral Pais do Amaral
Capitão de Cavalaria João do Nascimento de Jesus Pato Anselmo
Capitão Mil.º de Cavalaria António Tavares Martins
 

Divisa:
"Sempre em frente"
 

Partida:

Embarque no dia 17 de Julho de 1963, no NTT ‘Niassa’; desembarque no dia 22 de Julho de 1963
 

Regresso:
Embarque no dia 12 de Agosto de 1965 [7 de Agosto de 1965], no NTT 'Niassa'; desembarque em Lisboa no dia 14 de Agosto de 1965


Síntese da Actividade Operacional
BCav490-CCS-280
Após o desembarque, permaneceu em Bissau em função de intervenção, com duas subunidades em reforço do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512), a partir de 2 de Agosto de 1963, por rotação, a fim de actuarem intensivamente na região de Óio - Morés e Mansoa.


De 14 de Janeiro a 24 de Março de 1964, assumiu o comando das forças terrestres da operação "Tridente", realizada nas ilhas de Como, Caiar e Catunco, reforçado com outras subunidades, incluindo fuzileiros especiais e pára-quedistas.


Em 23 de Maio de 1964, seguiu para Farim a fim de preparar a organização, deslocamento e instalação das forças no Sector C3, mais tarde, Sector O2, então criado e cuja área se encontrava incluída do antecedente na zona de responsabilidade do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512).


Em 31 de maio de 1964, assumiu a responsabilidade completa do referido sector, com a sede em Farim que abrangia os subsectores de Cuntima, Jumbembém, Bigene e Farim e a partir de 29 de Junho de 1964 o de Binta, então criado.


Em 25 de Março de 1965, instalou forças para ocupação da povoação de Canjambari, no seu sector, tendo as suas subunidades ficado integradas no seu dispositivo e manobra do Batalhão, a partir de 31 de Maio de 1964.


O batalhão continuou a desenvolver assinalável actividade operacional de reconhecimentos, emboscadas, batidas, abertura e protecção dos itinerários e acções sobre grupos inimigos.


Destacam-se, pelas baixas causadas e pela captura de bastante armamento e outro material, as operações "Jocoso", "Vouga" e "Invento", entre outras.


Dentre o armamento capturado mais significativo, destaca-se uma metralhadora ligeira, 19 pistolas-metralhadoras, 36 espingardas, 10 minas e 9145 munições de armas ligeiras.


Em 15 de Junho de 1965, foí rendido no Sector O2 pelo Batalhão de Artilharia 733 (BArt733) e recolheu a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso, tendo ainda destacado nesse período alguns efectivos das suas subunidades para segurança e protecção dos meios de travessia do rio Cacheu, em S. Vicente.
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CCav487A Companhia de Cavalaria 487 (CCav487), enquanto na função de intervenção, foi empregada em diversas operações nas regiões de Encheia, Fajonquito, Bissorã e Morés, em reforço de outros batalhões e, integrada no seu batalhão, na operação "Tridente" atrás referida.


Em 11 de Março de 1964, seguiu para Farim a fim de substituir a Companhia de Artilharia 640 (CArt640) na função de subunidade de intervenção e reserva do sector, inicialmente na dependência do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) e depois do seu batalhão.


Em 15 de Julho de 1965, após curto período na dependência do Batalhão de Artilharia 733 (BArt733), foi substituída em Farim pela Companhia de Artilharia 731 (CArt731) e recolheu então a Bissau a fim de se integrar novamente no seu Batalhão até ao embarque de regresso.
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CCav488-280A Companhia de Cavalaria 488 (CCav488), enquanto na função de intervenção, foi empregada em diversas operações nas regiões de Mansoa, Cutia, Bissorã e Morés, em reforço do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) e, integrada no seu batalhão, na operação "Tridente" atrás referida.


Após deslocamento por Bafatá, Cambajú, Canhamina e Sitató, ocupou e instalou-se em Jumbembém em 31 de Maio de 1964, assumindo a responsabilidade do respectivo subsector e ficando integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão.


Em 6 de Junho de 1965, foi rendida pela Companhia de Artilharia 730 (CArt730) , tendo recolhido seguidamente a Bissau com o seu batalhão e onde se manteve até ao seu embarque de regresso.
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CCav489-280A Companhia de Cavalaria 489 (CCav489), enquanto na função de intervenção, foi empregada, com base em Mansabá, em diversas operações efectuadas nas regiões de Mansabá, Bissorã e Morés, em reforço do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) até 27 d Dezembro de 1963 e, integrada no seu Batalhão, na operação "Tridente" atrás referida, tendo ainda sido atribuída temporariamente ao Batalhão de Caçadores 236 (BCac236) e depois ao Batalhão de Caçadores 600 (BCac600) para colaborar na segurança e protecção das instalações da área de Bissau, de 3 de Setembro a 21 de Outubro de 1963, a fim de colmatar a saída da Companhia de Caçadores 154 (CCac154).


Após deslocamento conjunto com a Companhia de Cavalaria 488 (CCav488) até Sitató, instalou-se em Cuntima em 31 de Maio de 1964, onde substituíu forças da Companhia de Caçadores 461 (CCac461) e da 1.ª Companhia de Caçadores (1ªCCac), assumindo a responsabilidade do respectivo subsector, então criado e ficando integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão.


Em 6 de Junho de 1965, foi rendida pela Companhia de Artilharia 732 (CArt732), tendo recolhido seguidamente a Bissau com o seu batalhão e onde se manteve até ao seu embarque de regresso.


Entretanto, a partir de 13 de Junho de 1965, dois pelotões estiveram temporariamente deslocados em Bula, em reforço do Batalhão de cavalaria 790 (BCav790), por períodos de 10 a 15 dias, com vista à realização de patrulhamentos e contactos com as populações da região de S. Vicente.

 

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Para visualização do conteúdo clique no sublinhado que se segue:

 

LAMAÇAIS DA GUINÉ O «490» EM ACÇÃO

in Revista da Cavalaria, edição de 1964

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 DL14578-14579-16-17-Jul1963

 

 

 DL15324-14-Ago1965

 

 

 Ant-nio-Rui-Di-genes-de-Noronha-Ferreira-920

 

 

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