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Condecorações

António Soares dos Santos, Mar. Fuzileiro Especial, n.º 798/64, do DFE8: Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fonte:

Revista da Armada, ed. 2, de Set1971

 

 

António Soares dos Santos

 

Marinheiro Fuzileiro Especial, n.º 798/64

 

Destacamento de Fuzileiros Especiais n.º 8

 

Comando Naval da Guiné

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

(a título póstumo)

 

 

António Soares dos Santos, Marinheiro Fuzileiro Especial, n.º 798/64, natural da freguesia de Oliveira do Conde, concelho de Carregal do Sal, distrito de Viseu.

 

Mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné integrado no Destacamento de Fuzileiros Especiais n.º 8.

 

Tombou em combate no dia 6 de Dezembro de 1969.

 

Que a sua Alma descanse em Paz

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

(a título póstumo)

 

 

Por despacho de 24 de Abril de 1970 do Comodoro Comandante da Defesa Marítima da Guiné, se publica o louvor dado em 23 de Dezembro de 1969 pelo Comandante do Destacamento n.º 8 de Fuzileiros Especiais e transcrito da ordem de dia à unidade n.º 21 de 23 de Dezembro de 1969:


«Ao abrigo do artigo 120.º do R.D.M., louvo, a titulo póstumo, o Marinheiro Fuzileiro Especial n.º 798/64, António Soares dos Santos, do Destacamento n.º 8 de Fuzileiros Especiais, por durante o tempo em que serviu no DFE8, ter demonstrado possuir excepcionais qualidades de combatente, de militar disciplinado, brioso, cumpridor, desempenhando-se sempre cabalmente das tarefas que lhe foram atribuídas. Bom camarada, granjeou bem depressa o respeito a admiração tanto de superiores como de inferiores.


Na operação «Gata Pequena», no dia 12 de Junho detectou dois IN's armados, aproximou-se sozinho até curta distância, abateu um capturando-lhe a arma e feriu outro que apesar de perseguido conseguiu fugir.


No dia 6 de Dezembro de 1969 quando uma patrulha de botes no rio Olossato sofreu três violentas emboscadas consecutivas, o Marinheiro FZE Santos mostrou completo desprezo pelo perigo e a mais alta noção do dever, aliada a uma extraordinária eficiência ao fazer fogo de ALG's a peito descoberto contribuindo de maneira destacada para «calar» o IN.


O seu acto acabou por lhe causar a morte na última emboscada, na mais alta tradição da Armada.


Noutras acções em que participou, revelou-se sempre pela sua eficiência e actuação constante, sem que o cansaço físico ou estado de espírito tivessem influência.


É pois da mais elementar justiça apontar o Marinheiro FZE Santos à consideração e respeito público por ter demonstrado ser um militar invulgar, aprumado e leal e ter possuído altíssimas qualidades de coragem, sangue-frio, serena energia debaixo de fogo e desprezo pela vida, honrando a Armada e a Pátria».


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra da 4.ª Classe. Ordem do Dia à Armada, n.º 12 de 17 de Março de 1970.

 

 

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Revista da Armada, ed. 2, de Set1971

 

Foi concedida, a título póstumo, a condecoração com a medalha de Cruz de Guerra de 4.ª classe ao Marinheiro Fuzileiro Especial n.º 798/64, ANTÓNIO SOARES DOS SANTOS, natural de Oliveira do Conde, Carregai do Sal, por ter demonstrado possuir durante o tempo em que serviu no Destacamento n.º 8 de Fuzileiros Especiais, excepcionais qualidades de combatente, militar disciplinado e brioso cumpridor, desempenhando-se sempre cabalmente das tarefas que lhe foram atribuídas.


Bom camarada, granjeou bem depressa o respeito e a admiração tanto de superiores como de inferiores.


Integrado numa missão de fiscalização em botes no rio Olossato, ao sofrer esta patrulha três violentas emboscadas consecutivas, o marinheiro Santos mostrou completo desprezo pelo perigo e a mais alta noção do dever, aliada a uma extraordinária eficiência que contribuiu de maneira destacada para calar o inimigo.


A acção que desenvolveu acabou por lhe causar a morte na última emboscada, na mais alta tradição da Armada.


Em numerosas operações em que participou, revelou-se sempre pela sua eficiência e actuação constante, sem que o cansaço físico ou estado de espírito tivessem nele qualquer influência.


Deste modo é digno o marinheiro Santos de ser apontado à consideração e respeito público por ter demonstrado ser um militar invulgar, aprumado e leal e ter possuído altíssimas qualidades de coragem, sangue frio, serena energia debaixo de fogo e desprezo pela vida, honrando a Armada e a Pátria.

 

 

 

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