Companhia de Cavalaria 489
Batalhão de
Cavalaria 490
«SEMPRE EM FRENTE»
Guiné: 22Jul1963 a 07Ago1965
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Louvor Individual e Colectivo
António de Jesus Rodrigues Covas,
Furriel Mil.º de Cavalaria.
Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES
DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para
servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;
No dia 17 de Julho de 1963, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no
NTT
‘Niassa’,
integrado na Companhia de Cavalaria 489 (CCav489) do
Batalhão de Cavalaria 490 (BCav490) «SEMPRE EM FRENTE»,
rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde
desembarcou
no dia 22 de Julho de 1963;
A sua subunidade de
cavalaria,
enquanto na função de intervenção, foi empregada, com
base em Mansabá, em diversas operações efectuadas nas
regiões de Mansabá, Bissorã e Morés, em reforço do
Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E GLÓRIA» até
27 de Dezembro de 1963 e, integrada no seu Batalhão,
na operação "Tridente",
tendo ainda sido atribuída temporariamente
ao
Batalhão de Caçadores 236
(BCac236)
e depois ao Batalhão de Caçadores 600 (BCac600) para
colaborar na segurança e protecção das instalações da
área de Bissau, de 3 de
Setembro
a 21 Outubro de 1963, a fim de colmatar a saída da
Companhia de Caçadores 154 (CCac154); após
deslocamento
conjunto com a Companhia de Cavalaria 488 (CCav488) do
Batalhão de Cavalaria 490 (BCav490) «SEMPRE EM FRENTE»
até Sitató, instalou-se em Cuntima em 31 de
Março
de 1964, onde substituiu forças da Companhia de
Caçadores 461 (CCac461) e da 1.ª Companhia de
Caçadores
(1ªCCac) «AMANDO E DEFENDENDO PORTUGAL»,
assumindo a responsabilidade do respectivo subsector,
então criado e ficando integrada no
dispositivo
e manobra do seu batalhão; em 6 de Junho de 1965, foi
rendida pela Companhia de Artilharia 732 (CArt732) do
Batalhão de
Artilharia 733 (BArt733) «VALOROSOS –
AUDASES – CORAJOSOS»,
tendo recolhido seguidamente a Bissau com o seu batalhão
e onde se manteve até ao seu embarque de regresso.
Entretanto,
a partir de 13 de Junho de 1965, dois
pelotões estiveram temporariamente deslocados em Bula,
em reforço do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790) «SINE
SANGUINE NON EST VICTORIA», por períodos de 10 a 15
dias, com vista à realização de patrulhamentos e
contactos com as populações da região de São Vicente.
No dia 7 de Agosto de 1965, embarca no NTT ‘Niassa’ de
regresso à Metrópole,
onde desembarcou no dia
14 de Agosto de 1965;
Louvado por feitos em combate, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné Portuguesa,
de 31 de Dezembro de 1963, publicado na Revista da
Cavalaria de ano de 1963, páginas 370 e 371.
Louvado por feitos em combate, publicado na Ordem de
Serviço n.º 109, de 31 de Dezembro de 1963, do Quartel
General do Comando Territorial Independente da Guiné;
Louvor colectivo, publicado na Ordem de Serviço n.º 14,
do Comando Militar da Guiné, de 16 de Fevereiro de 1965
e na Revista da Cavalaria do ano de 1965, pág. 150;
Agraciado coma Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe,
pela Portaria de 20 de Setembro de 1966, publicado na
Ordem do Exército n.º 29 – 3.ª série, de 1966;
Louvado por feitos em combate, publicado na Revista da
Cavalaria do ano de 1966, página 100..
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Cruz de Guerra de 3.ª classe
Furriel
Miliciano de Cavalaria
ANTÓNIO DE JESUS RODRIGUES COVA
CCav489/BCav490 -
RC3
GUINÉ
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 29 – 3.ª
série, de 1966.
Por Portaria de 20 de Setembro de
1966:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em
acções de combate na Província da
Guiné Portuguesa:
O Furriel Miliciano de Cavalaria,
António de Jesus Rodrigues Cova, da
Companhia de Cavalaria n.º 489 do
Batalhão de Cavalaria n.º 490 -
Regimento de Cavalaria n.º 3.
Transcrição dos louvores que
originaram a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
109, de 31 de Dezembro de 1963, do
Quartel General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Louvo o Furriel Miliciano, António
de Jesus Rodrigues Cova, porque na
operação levada a cabo pela
Companhia de Cavalaria n.º 489 a que
pertence, na zona de Morés,
considerada "QG" do terrorismo na
região de Oio, em todas as acções de
fogo em que interveio com a sua
Secção, distinguiu-se pela calma e
serenidade perante o perigo, o que
fez com que, apesar de por vezes
estar com os seus homens sob nutrido
fogo inimigo, como sucedeu na
emboscada a caminho de Talicó e em
alguns dos ataques nocturnos ao
estacionamento improvisado em Morés,
ter sempre dirigido a reacção pelo
fogo da melhor e mais eficiente
forma.
Durante a referida emboscada, com
risco da própria vida, ajudou a
socorrer e a transportar um ferido
de gravidade desde a testa do seu
Grupo de Combate, que seguia na
vanguarda, até ao local recuado onde
se encontrava o médico, com que o
revelou abnegação, muita coragem e
desprezo pelo perigo.
(Publicado na Revista de Cavalaria,
de 1966):
Louvado, o Furriel Miliciano,
António de Jesus Rodrigues Cova, da
Companhia de Cavalaria 489, porque
sempre revelou ser um excelente
Comandante de Secção durante a sua
permanência nesta Província.
Em todas as acções de fogo em que
tomou parte o seu Grupo de Combate,
nomeadamente na operação "Jocoso",
demonstrou excepcional coragem,
sangue frio, desembaraço e desprezo
pelo perigo.
Bom camarada, disciplinado,
disciplinador e de uma formação
moral e cívica invejáveis, é digno
da admiração de superiores,
camaradas e inferiores.
É merecedor do maior apreço e
reconhecimento do Exército e da
Nação