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Condecorações

Artur Nunes Barreto, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º 695/62, da CCS/BCav399

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  

 

 

CG-4-Classe-350Artur-Nunes-Barreto-350Artur Nunes Barreto

 

1.º Cabo de Cavalaria, n.º 695/62

 

Companhia de Comando e Serviços

 

Batalhão de Cavalaria 399

«... NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Angola: 17Dez1962 a 23Fev1965

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Louvor Individual e Colectivo

 

 

Artur Nunes Barreto, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º 695/62;


RC3-2Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 5 de Dezembro de 1962, na Gare Marítima da
CCS-BCav399-280Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Uíge’, integrado na Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Cavalaria n.º 399 «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 17 de Dezembro de 1962;

BCav399-6
A sua subunidade de cavalaria, após curta permanência no Grafanil, seguiu para Nambuangongo / Vila General Freire, no Sector D da zona de intervenção norte; em 29 de Agosto de 1963 foi transferida para Bela Vista, na zona de intervenção centro; em 19 de Fevereiro de 1965, recolheu a Luanda a fim de efectuar o embarque de regresso;

 

Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Angola, publicado Ordem de Serviço n.º 77, de 18 de Março de 1963, do Batalhão de Cavalaria CG-4-Classe-350399, e na Revista da Cavalaria do ano de 1963, páginas 112 e 113;


Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 399 – publicado no artigo 2.º da Ordem de Serviço n.º 59, do Comando da Região Militar de Angola, de 12 de Julho de 1963, e na Revista da Cavalaria do ano de 1964, páginas 90 e 91;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 9 de Agosto de 1963, publicado na Ordem do Exército n.º 33 – 3.ª série, de 30 de Novembro de 1963;


No dia 23 de Fevereiro de 1965, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 2 de Março de 1965.
 

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Louvor Colectivo


Batalhão de Cavalaria 399


Considerado como dado por Sua Ex.ª o

General Comandante da Região Militar de Angola:
 

(Artigo 2.º da Ordem de Serviço n.º 59, do Comando da Região Militar de Angola,

de 12 de Julho de 1963)


É com o maior prazer que o Comandante do Sector D louva e felicita na sua ordem de serviço o Batalhão de Cavalaria n.º 399, com sede em Nambuangongo, pelo salutar espírito de corpo, elevado moral, comunicativo entusiasmo, vincada agressividade e nítida compreensão da alta missão que está a desempenhar, o que lhe tem permitido enfrentar com maior calma e confiança não só todas as situações de combate inclusive as de cerco, e levar sempre de vencida o mais aguerrido, mais bem armado e mais bem municiado inimigo de todo o Sector D, mas também suportar com maior abnegação e estoicismo as deficientes condições de instalação, de falta de espaço e de isolamento, a que há mais de seis meses se encontra sujeito.


A justificar ainda o elevado conceito em que esta Unidade é tida, cita-se a sua excelente actuação nas várias operações e acções em que tem tomado parte, dando-se especial relevância às Operações «SEM NOME», «TOMA LÁ» e «ATÉ CHORAS», a última das quais, este Batalhão, por ter todos os subalternos feridos ou doentes, planeou e desencadeou durante 3 dias com cinco grupos de combate das suas Companhias de Cavalaria 394 e 395, comandados apenas por sargentos e quatro grupos de combate do Batalhão de Cavalaria n.º 437, recém-chegado da Metrópole, cujos resultados se preveem de grande projecção na conduta das operações do Sector D e portanto da Região Militar de Angola.


(in Revista da Cavalaria do ano de 1964, páginas 90 e 91)
 

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Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

CG-4-Classe-7001.º Cabo de Cavalaria, n.º 695/62
ARTUR NUNES BARRETO
 

CCS/BCav399 - RC3
ANGOLA


4.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 33 – 3.ª série de 30 de Novembro de 1963.


Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º, do Regulamento da Medalha Militar, aprovado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, cuja data vai indicada:


Por Despacho de 09 de Agosto de 1963:


O Primeiro-Cabo, Artur Nunes Barreto, n.º 695/62 da Companhia de Comando e Serviços, do Batalhão de Cavalaria 399 (Regimento de Cavalaria n.º 3).


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 77, de 18 de Março de 1963, do Batalhão de Cavalaria n.º 399):


Louvo o 1.º Cabo n.º 695/62, Artur Nunes Barreto, da Companhia de Comando e Serviços, porque no dia 15 de Março de 1963, durante uma série de ataques sofridos pela coluna de que fazia parte como apontador da metralhadora ligeira, ter revelado debaixo de fogo uma calma e sangue frio dignos de menção, conseguindo num desses ataques, apesar de sozinho sobre a viatura, substituir o percutor da sua arma, que se partira, indiferente ao fogo intenso que o inimigo sobre ele fazia, continuando impavidamente a cumprir com firmeza a sua missão, mostrando desta forma uma bravura tão notável que se impôs ao respeito e à consideração de todos.
 

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Resumo da acção em campanha do Batalhão de Cavalaria 399

BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 399


Comandante:

Tenente-Coronel de Cavalaria Joaquim dos Santos Alves Pereira

(Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma)


2.° Comandante:

Major de Cavalaria, Luís Clemente Pereira Pimenta de Castro
 

O Batalhão de Cavalaria 399, mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3, em Estremoz, desembarcou em Luanda, em 17 de Dezembro de 1962 e, passados alguns dias, assumiu a responsabilidade operacional de uma área que englobava Nambuangongo, Onzo, Quimbumbe, Beira Baixa, etc. Após cerca de 8 meses de permanência, foi deslocado para as áreas de Bela Vista, Teixeira da Silva, General Machado, Andulo, Caianda e Chinguar, onde se manteve até agora, quando regressa à Metrópole.


Colocado assim, inicialmente, numa região em que o inimigo se encontrava agressivo, moralizado e bem armado, demonstrando um salutar espírito de corpo, elevado moral, comunicativo entusiasmo, vincada agressividade e nítida compreensão da alta missão que tinha a seu cargo, pela acção dinâmica e eficiente do seu comandante e quadros, soube não só enfrentar com a maior calma e confiança todas as situações de combate, levando sempre de vencida o inimigo, mas também suportar com a maior abnegação e estoicismo as deficientes condições de instalação, de isolamento e de falta de espaço.


Da muito intensa actividade operacional que levou a cabo, por iniciativa própria ou integrado em directivas superiores, destacam-se as operações «TOMA LÁ», «SEM NOME», e «ATÉ CHORAS», além de numerosas nomadizações e emboscadas que tiveram marcante projecção na conduta das operações do Sector a que estava atribuído, pela desarticulação que obteve das organizações inimigas através da destruição de importantes centrais e quartéis, da produção de muitas baixas e apreensão de material.


Quando colocado na região da Bela Vista e até final da sua comissão em Angola, manifestou o Batalhão de Cavalaria n.º 399 o maior entusiasmo na pesquisa de informações, como ainda uma serena, clara e cuidadosa apreciação das notícias difundidas. Desenvolvendo desde o início uma profícua acção de assistência às populações nativas, orientada nos melhores moldes, através da execução de um plano de intensos patrulhamentos, conseguiu levar a termo uma obra a todos os títulos notável e que viria a merecer dignificantes homenagens das populações civis e autoridades administrativas com quem contactou.


Ao terminar a permanência do Batalhão de Cavalaria n.º 399 nesta Província, onde o esforço e sacrifício dos seus homens mereceu dos escalões superiores um louvor colectivo, várias referências elogiosas, 4 Cruzes de Guerra, 2 medalhas de Serviços Distintos com Palma, e elevado número de louvores, pode esta Unidade orgulhar-se de bem ter cumprido o seu dever e ser credora do reconhecimento e muito apreço da Região Militar de Angola.


(in Revista da Cavalaria do ano de 1965, páginas 160 e 161)

 

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Partida do Batalhão de Cavalaria 399 para Angola

 

Diário de Lisboa, n.º 14360, de 05Dez1962

 

 DL14360-pag11-05-Dez1962-Partida

 

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Regresso do Batalhão de Cavalaria 399 à Metrópole

 

Diário de Lisboa, n.º 15162, de 03Mar1965

 

 DL15162-03-Mar1965-1200

 

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 Artur-Nunes-Barreto-920

 

 

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