Augusto
da Fonseca Lage, Coronel de
Cavalaria na situação de reforma;
Nasceu a 23 de Setembro de 1922 em
Casal do Monte, na freguesia de
Queiriz,
concelho de Fornos de Algodres.
Em 1933 ingressa no Colégio Militar
(CM) «ZACATRAZ» - «UM POR TODOS,
TODOS POR UM»,
onde seis anos depois chega a
comandante do batalhão escolar;
No
ano lectivo 1941/42 frequenta na
Universidade de Coimbra os
preparatórios militares;
Em Novembro de 1942 ingressa na
Escola do Exército (EE) «DULCE ET
DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;
Concluído o curso de cavalaria,
sucessivamente promovido a alferes e
a tenente do quadro permanente da
respectiva arma;

Promovido a capitão, cumpre
comissões de serviço no Estado da
Índia Portuguesa e na Província
Ultramarina de Moçambique;
Em
21 de Junho de 1961, encontrando-se
colocado na Academia Militar (AM)
«DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA
MORI»,
nomeado ajudante-de-campo do respectivo comandante;

Em
25 de Setembro de 1962 cessa as
anteriores funções e passa a
professor-adjunto da 42ª cadeira
(armamento, viaturas blindadas e
tiro), da Academia Militar;
No
final de 1962 nomeado para
frequentar no Instituto de Altos
Estudos Militares (IAEM - Pedrouços)
«EXCELSIOR» - «NÃO HOUVE FORTE
CAPITÃO QUE NÃO FOSSE TAMBÉM DOUTO E
CIENTE»
o curso de promoção a oficial
superior;
Em
24 de Abril de 1963 promovido a
major;
Em 22 de Janeiro de 1964 transferido
para o Regimento de Cavalaria 7 (RC7
– Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» -
«REGIMENTO DO CAIS», mantendo funções na
Academia Militar;
Em
20 de Agosto de 1964 cessa funções
na Academia Militar (AM) «DULCE ET
DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;
Em 26 de Junho de 1965 nomeado para
servir no Ultramar;
De 16 de Agosto a 11 de Setembro de
1965 frequenta no Centro de
Instrução de Operações Especiais
(CIOE –
Lamego) «QUE OS MUITOS, POR
SEREM POUCOS, NÃO TEMAMOS» o estágio E3 de
contra-insurreição;
Em
12 de Janeiro de 1966 embarca em
Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo ao
porto de Nacala, como 2º comandante
do
Batalhão de Cavalaria 1879
(BCav1879) «NA GUERRA CONDUTA MAIS
BRILHANTE», mobilizado pelo
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» -
«…NA GUERRA
CONDUTA MAIS BRILHANTE» a fim de render em
Metangula (noroeste distrital do
Niassa), um batalhão de infantaria;
Em
3 de Agosto de 1967 promovido a
tenente-coronel, assume no Alto
Molocué (norte distrital da
Zambézia) o comando do
Batalhão de
Cavalaria 1879 (BCav1879)
«DRAGÕES DO NIASSA» - «NA GUERRA
CONDUTA MAIS BRILHANTE»;
Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 1879 –
publicado na Ordem de Serviço n.º 38 de 30 de
Setembro de 1966 do Comando do Sector A e na Revista da
Cavalaria do ano de 1966, página 175;
Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 1879 –
publicado na Ordem de Serviço n.º
10
de 10 de Março de 1967 do Comando do Sector A e na
Revista da Cavalaria do ano de 1967, página 207
Em 23 de Fevereiro de 1968 regressa
à Metrópole;
Em
1 de Abril de 1968 novamente
colocado na Academia Militar, para
desempenhar funções de professor
catedrático da 30ª cadeira;
Em 21 de Maio de 1968 agraciado com
a Medalha de Mérito Militar de 2ª
classe;
Em 4 de Dezembro de 1969, tendo sido
designado para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola,
embarca em Lisboa
com
destino a Luanda, a fim de assumir o
comando do
Batalhão de Cavalaria 2899
(BCav2899) «O ÀS DE ESPADAS», mobilizado pelo
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) «DRAGÕES
DE
OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS
BRILHANTE» para
render em Cangamba (distrito do
Moxico), um batalhão de infantaria;
Em 15 de Julho de 1970 agraciado com
a comenda da Ordem
Militar
de Avis;
Em 18 de Janeiro de 1972 regressa à
Metrópole e fica
colocado no Regimento de Cavalaria 8
(RC8 - Castelo Branco) «DRAGÕES DA
BEIRA BAIXA» - «DULCE ET DECORUM EST
PRO PATRIA MORI»;
Em 29 de Março 1972 agraciado com a
Medalha de Ouro de Comportamento
Exemplar;
Em
24 de Outubro
de 1972 nomeado
comandante do corpo de alunos da
Academia Militar;
Em
23 de Dezembro de 1972 agraciado com
a Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma, por ter sido
louvado pelo anterior CCFAA
(Comando-Chefe das Forças Armadas de
Angola)...
... «Porque durante o tempo em
que o seu batalhão permaneceu em
sector, no Leste de Angola, em zona
nevrálgica afectada pelo terrorismo,
soube insuflar no seu pessoal um
espírito vincadamente ofensivo, que,
posto em acção, levou a
desorganização e a insegurança ao
seio do inimigo, que perseguiu
sempre até aos seus mais recônditos
refúgios, desalojando-o e
furtando-lhe condições de vida,
espírito por demais demonstrado em
determinadas operações que
desencadeou com a maior
oportunidade, antecipando-se a
declaradas intenções do inimigo de
atacar as suas guarnições,
accionando com grande desembaraço os
meios postos à sua disposição.
Nestas operações, o seu batalhão,
mercê de um espírito extraordinário
de dedicação, sacrifício e
entusiasmo, obteve resultados a
todos os títulos assinaláveis.
O historial do seu batalhão está
vincado ainda por uma série de
outras operações e acções em que
predominam o entusiasmo, a
capacidade e o espírito de bem
cumprir.
Posteriormente, tendo mudado de zona
de acção, o tenente-coronel Lage
utilizou novamente o seu saber e
tacto numa campanha de acção
psicológica singular, através da
qual conseguiu, mais uma vez,
orientar a sua actuação em prol de
uma maior dignificação da sua
unidade, o que conseguiu mediante
uma acção psico-social a todos os
títulos bem conduzida, onde
sobressai o contacto permanente com
autoridades administrativas,
autoridades tradicionais e
população.
A par disso, soube orientar o seu
pessoal no sentido de uma notável
melhoria das instalações a seu cargo
e ainda das populações à sua guarda,
exercendo adequada acção tendente à
sua promoção, e também na
congregação dos esforços dos
elementos de tropas especiais postos
à sua disposição, cuja eficiência
operacional atingiu nível elevado.
Assim, o tenente-coronel Lage, com o
seu alto sentido do dever, com o seu
elevado poder de decisão, com a sua
coragem, com o seu optimismo, com
seu real sentir do modo como devem
ser conduzidas as operações, com o
seu espírito aberto à troca salutar
de impressões e desassombro com que
se empenhou na resolução dos
assuntos de serviço e do bem-estar
dos seus subordinados, com o seu
vincado sentido de colaboração e
lealdade, merece ser apontado como
um oficial que muito honra a arma de
cavalaria e o Exército, e que os
serviços por si desempenhados sejam
considerados relevantes e distintos.»
Em 23 de Março de 1973 promovido a
coronel;
Em 3 de Setembro de 1973, por
despacho é considerada a sua
inamovibilidade, do cargo que
desempenha na Academia Militar (AM)
«DULCE ET
DECORUM EST PRO PATRIA
MORI», até
final do ano lectivo;
Em
18 de Janeiro de 1974 cessa funções
de comandante da Academia Militar
(AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO
PATRIA MORI»,
passando a comandar a Escola Prática
de Cavalaria (EPC – Santarém) «AO
GALOPE!... À CARGA« - «MENS AGITAT
MOLEN»;
No dia 24 de Abril de 1974. ao fim da manhã, ausentou-se da Escola
Prática de Cavalaria (EPC –
Santarém) «AO GALOPE!... À CARGA« -
«MENS AGITAT MOLEN»
para se dirigir
ao Comando da Região Militar de
Tomar, onde solicitou autorização
para se deslocar a Lisboa,
excepcionalmente a meio da semana,
para pequena intervenção cirúrgica
da filha mais nova, marcada para o
dia seguinte;
Em 6 de Junho de 1974 considerado
apresentado na Direcção da Arma de
Cavalaria (DAC) «À CARGA» -
«MERECEMOS O NOME DE SOLDADOS»;
Em 23 de Setembro de 1978,
contando 43 anos e 19 dias de tempo
de serviço, é passado à situação de
reserva.
Faleceu no dia 14 de Abril de 2010.