Armando Alfredo Pires, Furriel Mil.º de
Infantaria - Cruz de Guerra, de 3.ª classe
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HONRA E GLÓRIA |
Fonte:
5.º
Volume, Tomo III, pág. 99, da RHMCA / CECA/
EME |
Armando
Alfredo Pires
Furriel Mil.º de Infantaria
Armando Alfredo
Pires, Furriel Mil.º de
Infantaria
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia) para
servir Portugal na Província Ultramarina de Angola
integrado na Companhia de Artilharia 523 do Batalhão
de Artilharia 525 «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», no
período de 27 de Julho de 1963 a 27 de Setembro de
1965.
Cruz de Guerra, de 3.ª classe
Furriel
Miliciano de Infantaria
ARMANDO ALFREDO PIRES
CArt523/BArt525 — RAP2
ANGOLA
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 12 - série, de
1966.
Por Portaria de 08 de Março de 1966:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ªclasse, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar,
de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de
combate na Província de Angola:
O Furriel Miliciano de Infantaria, Armando Alfredo Pires, da
Companhia de Artilharia 523 do Batalhão de Artilharia 525 -
Regimento de Artilharia Pesada 2.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 66, de 20 de Agosto de 1965, do QG/RMA):
Louvo o Furriel Miliciano da Companhia de Artilharia 523,
Armando Alfredo Pires, porque, na operação "Contra Dança" e
durante a segunda reacção que a sua Companhia venceu nesse dia,
à entrada de um acampamento inimigo, estando a sua Secção a ser
alvejada de muito perto e de várias direcções, manobrou-a com
eficiência e ele próprio se lançou à granada de mão, seguindo
uma dessas direcções, contribuindo assim com a sua acção pessoal
para pôr o inimigo em fuga e, consequentemente, de forma notável
e altamente honrosa, para o cumprimento da difícil missão da sua
Companhia.
Demonstrou nesta acção possuir grande sangue frio, coragem,
espírito de sacrifício e serena energia debaixo de fogo.
Nas numerosas operações em que participou, normalmente como
comandante de Secção e por vezes comandando o Grupo de Combate,
quer antes da acção citada, quer depois — designadamente nas
Operações "Raio Negro" e "Prenda dos Fantasmas" — sempre mostrou
ser um graduado com fortes qualidades de comando,
excepcionalmente valente e aguerrido e que soube transmitir
estas qualidades ao seu pessoal e arrastá-lo consigo nos
momentos de perigo, muitas vezes sem esperar ordem para reagir.
Assim, o Furriel Pires soube impor-se aos seus subordinados e
tornar-se digno de admiração e público reconhecimento pelas suas
acções em campanha durante cerca de dois anos no Norte de
Angola.