Fernando Sineira Rodrigues, Soldado de Artilharia
- Cruz de Guerra, de 4.ª classe
|
HONRA E GLÓRIA |
Fonte:
5.º
Volume, Tomo II, pág. 416, da RHMCA / CECA/
EME |
Fernando
Sineira Rodrigues
Soldado de Artilharia
Fernando Sineira
Rodrigues, Soldado de
Artilharia, n.º 1070/63
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia) para
servir Portugal na Província Ultramarina de Angola
integrado na Companhia de Artilharia 523 do Batalhão
de Artilharia 525 «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», no
período de 27 de Julho de 1963 a 27 de Setembro de
1965.
Cruz de Guerra, de 4.ª classe
Soldado
de Artilharia, n.º 1070/63
FERNANDO SINEIRA RODRIGUES
CArt523/BArt525 - RAP2
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na O.E. N.º
18 - 3.ªsérie, de 1965.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do
art.º 12.º do Regulamento da Medalha Militar, aprovado pelo
Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 18 de Maio de
1965:
O Soldado n.º 1070/63, Fernando Sineira Rodrigues, da Companhia
de Artilharia n.º 523 do Batalhão de Artilharia n.º 525 -
Regimento de Artilharia Pesada n.º 2.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 158, de 03 de Julho de 1964, do Batalhão de
Artilharia 525 e OS n.º 68, de 21 de Agosto de 1964, do QG/RMA):
Louvo o Soldado n.º 1070/63, Fernando Sineira Rodrigues, da
Companhia de Artilharia 523, porque, sendo apontador da
metralhadora Breda do seu Grupo de Combate, durante uma
emboscada a uma coluna auto, em que a viatura em que seguia
ficou numa zona descoberta e batida por intenso fogo inimigo,
vindo de vários pontos relativamente próximos, se ter mantido
sempre firme na sua posição, batendo alternadamente as posições
inimigas e remuniciando ele próprio a sua arma, em virtude do
municiador se ter magoado numa mão e dificilmente o poder fazer,
mesmo após um tiro ter atingido o tapa-chamas da arma.
Esta praça deu ainda instrução aos seus camaradas atiradores
para baterem as posições inimigas sempre que parava o fogo da
sua metralhadora para substituição do carregador.
Demonstrou, com a sua atitude, grande sangue frio, coragem,
espírito de sacrifício, serena energia debaixo de fogo e uma
compreensão nítida dos seus deveres como apontador e servente de
uma arma de apoio, que muito o honram e o tornam digno de ser
apontado como exemplo dum Soldado valente e perfeitamente
cônscio dos seus deveres.