José Manuel Pinto Barros Guimarães, Furriel Mil.º
de Infantaria
- Cruz de Guerra, de 3.ª classe
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HONRA E GLÓRIA |
Fonte:
5.º
Volume, Tomo III, pág. 98, da RHMCA / CECA/
EME |
José
Manuel Pinto Barros Guimarães
Furriel Mil.º de Infantaria
José Manuel Pinto
Barros Guimarães, Furriel Mil.º de
Infantaria
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia) para
servir Portugal na Província Ultramarina de Angola
integrado na Companhia de Artilharia 523 do Batalhão
de Artilharia 525 «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», no
período de 27 de Julho de 1963 a 27 de Setembro de
1965.
Cruz de Guerra, de 3.ª classe
Furriel
Miliciano de Infantaria
JOSÉ MANUEL PINTO BARROS GUIMARÃES
CArt523/BArt525 - RAP2
ANGOLA
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 12 - 3.ª
série, de 1966.
Por Portaria de 08 de Março de 1966:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª
classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento
da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na Província de Angola:
O Furriel Miliciano de Infantaria, José Manuel Pinto
Barros Guimarães, da Companhia de Artilharia 523 do
Batalhão de Artilharia 525 - Regimento de Artilharia
Pesada n.º 2.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 66, de 20 de Agosto de 1965, do
QG/RMA):
Louvo o Furriel Miliciano da Companhia de Artilharia
523, José Manuel Pinto Barros Guimarães, porque, na
operação "Contra Dança" e durante a segunda reacção que
a sua Companhia venceu nesse dia, contra um grupo
inimigo emboscado e que atirava de muito perto, manobrou
com eficiência a sua Secção que se encontrava na frente
e tendo-se encravado a arma do explorador, ele próprio,
apesar dos tiros que se cruzavam nas árvores a seu lado,
levantou-se e correu à rajada sobre o inimigo,
contribuindo assim, de forma notável e altamente
honrosa, para o cumprimento da difícil missão da sua
Companhia, demonstrando possuir grande sangue frio,
coragem, espírito de sacrifício e serena energia debaixo
de fogo.
De salientar, ainda, que participou em
numerosas operações como Comandante de Secção e por
vezes comandando o Grupo de Combate e, quer antes da
acção citada, quer depois, designadamente na operação
"Jacarés em Terra", sempre se revelou um graduado com
grande arrojo e valentia, muito desembaraçado, que
incute confiança ao seu pessoal e que muito contribuiu
para o elevado moral da tropa com a sua boa disposição
sempre viva mesmo nos momentos difíceis.
Assim, o Furriel Guimarães impôs-se aos seus
subordinados e tornou-se digno de consideração e público
reconhecimento pelas suas acções em campanha durante
cerca de dois anos no Norte de Angola.