Manuel Joaquim Vieira Martins, Soldado de
Artilharia - Cruz de Guerra, de 3.ª classe (Título póstumo)
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HONRA E GLÓRIA |
Fonte:
5.º
Volume, Tomo III, pág. 101, da RHMCA / CECA/
EME |
Manuel
Joaquim Vieira Martins
Soldado de Artilharia, n.º
1029/63
Manuel
Joaquim Vieira Martins, Soldado Atirador, n.º
1029/63, natural da freguesia de Aguiar de Sousa,
concelho de Paredes, solteiro, filho de Laurindo
Martins Vieira e de Laura Martins.
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia) para
servir Portugal na Província Ultramarina de Angola
integrado na Companhia de Artilharia 522 do Batalhão
de Artilharia 525 «BRAVOS E SEMPRE LEAIS».
Faleceu no dia 15 de Agosto de 1964,
em Quipedro, na picada para o quartel da UPA de
Quicae (zona de Micula), vítima de ferimentos em
combate (mina anti-pessoal).
Está inumado na campa n.º 9, fileira
n.º 2, do cemitério de Quipedro, em Angola.
Cruz de Guerra, de 3.ª classe
(Título Póstumo)
Soldado
de Artilharia, n.º 1029/63
MANUEL JOAQUIM VIEIRA MARTINS
CArt522/BArt525 — RAP2 2
ANGOLA
3.ª CLASSE (Título póstumo)
Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 12
— 3.ª série, de 1966.
Por Portaria de 08 de Março de 1966:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo
Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª
classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados
em acções de combate na Província de Angola:
O Soldado n.º 1029/63, Manuel Joaquim Vieira Martins, da
Companhia de Artilharia n.º 522 do Batalhão de Artilharia n.º
525 — Regimento de Artilharia Pesada n.º 2, a título póstumo.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 85, de 21 de Outubro de 1964, do QG/RMA):
Louvo, a titulo póstumo, o Soldado n.º 1029/63, da Companhia de
Artilharia 522, Manuel Joaquim Vieira Martins, pela coragem,
decisão, espírito de sacrifício e serena energia debaixo de
fogo, que pela última vez evidenciou da forma mais eloquente
durante a operação "Contra Dança", no Norte de Angola, perante
um inimigo muito aguerrido.
Voluntariamente explorador do seu grupo de combate, duro e
destemido como sempre o havia sido em operações anteriores e por
isso o Comando já o distinguira, ao penetrar na mata, após um
ataque inimigo, accionou uma armadilha que lhe decepou o pé
esquerdo e causou outros ferimentos muitos graves. Soube
suportar o sofrimento com moral elevadíssimo durante as longas e
difíceis horas que durou o seu transporte a pé até à picada, e,
durante elas, manter-se ainda calmo enquanto a coluna repelia os
ataques que por três vezes o inimigo lhe infringiu, até que
finalmente, exausto, veio a falecer.
Pelo seu comportamento de sempre e ainda nas últimas e
duríssimas horas da sua vida, a memória do soldado 1029/63,
Vieira Martins é motivo de nobre orgulho para a sua Companhia e
merece a gratidão e profundo respeito a que tem jus quem, com
tanta simplicidade, pôs sempre a própria vida em risco e a deu,
generosamente, ao serviço da Pátria.
Campa do
HEROICO MILITAR Manuel Joaquim Vieira Martins,
no cemitério de Quipedro, em Angola:
