Manuel Nogueira de Carvalho, Soldado de Artilharia
- Cruz de Guerra, de 3.ª classe
|
HONRA E GLÓRIA |
Fonte:
5.º
Volume, Tomo III, pág. 81, da RHMCA / CECA/
EME |
Manuel
Nogueira de Carvalho
Soldado de Artilharia
Manuel Nogueira
de Carvalho, Soldado de
Artilharia, n.º 1044/63.
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia) para
servir Portugal na Província Ultramarina de Angola
integrado na Companhia de Artilharia 523 do Batalhão
de Artilharia 525 «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», no
período de 27 de Julho de 1963 a 27 de Setembro de
1965.
Cruz de Guerra, de 3.ª classe
Soldado
de Artilharia, n.º 1044/63
MANUEL NOGUEIRA DE CARVALHO
CArt523/BArt525 - RAP 2
ANGOLA
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicado na
OE n.º 9 - 3.ª série, de 1966.
Por Portaria de 25 de Fevereiro de 1966:
Manda o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º
do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em acções de combate na
Província de Angola:
O Soldado n.º 1044/63, Manuel Nogueira de
Carvalho, da Companhia de Artilharia n.º 253 do Batalhão
de Artilharia n.º 525 - Regimento de Artilharia Pesada
n.º 2.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 66, de 20 de Agosto de 1965, do
QG/RMA):
Louvo o Soldado n.º 1044/63, da Companhia de Artilharia
523, Manuel Nogueira de Carvalho, porque, sendo
explorador do seu Grupo de Combate na operação "Contra
Dança", durante a sexta reacção que a sua Companhia
venceu nesse dia, à entrada de um acampamento inimigo e
sendo alvejado muito de perto, continuou a progredir de
árvore em árvore, com fogo de rajada e à granada de mão,
até desalojar o inimigo que lhe resistia, contribuindo
assim de forma notável e altamente honrosa para o
cumprimento da difícil missão da sua Companhia.
Demonstrou nesta acção grande sangue frio, coragem,
espírito de sacrifício e serena energia debaixo de fogo.
Nas numerosas operações em que participou, sempre como
explorador e normalmente o primeiro homem à frente do
Grupo de Combate, quer antes da acção citada —
designadamente nas operações "Calma" e "Raio Negro" quer
depois, o seu arrojo e valentia incutiram extraordinária
confiança aos seus camaradas.
Assim, o Soldado n.º 1044/63, Carvalho, impôs-se como
digno exemplo de virtudes militares que generosamente
demonstrou durante cerca de dois anos no Norte de
Angola.