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BArt525 - Angola

Contributos: Batalhão de Artilharia 525 - Angola - 1963 a 1965

 

 

Batalhão de Artilharia 525

 

«BRAVOS E SEMPRE LEAIS»

 

«- O Batalhão de Artilharia 525, composto pelas Companhias CCS, CArt522, CArt523 e CArt524, foi formado no Regimento de Artilharia 5 - Serra do Pilar - Vila Nova de Gaia.

 

- Em 16 de julho de 1963 depois de uma curta estadia em Viana do Castelo para preparação, seguiu para Lisboa onde embarcou no navio "UÍGE" tendo chegado a Luanda (Angola) em 27 de Julho de 1963, "estagiando" alguns dias no Campo Militar de GRAFANIL (Luanda)

 

- Em 4 de Agosto de 1963, a CArt522 seguiu para BESSA MONTEIRO e as restantes seguiram para NAMBUANGONGO onde fizeram uma "adaptação" à guerra com a experiência do Batalhão do célebre Comandante TOTOBOLA.

 

- Em 30 de Agosto de 1963, a CArt522 seguiu para QUIPEDRO onde montou a sua base e as restantes avançaram mais cerca de 100 Km para Norte para uma região ainda inexplorada chamada ENCOJE / MICULA.

- Em 19 de Agosto de 1964, o Batalhão deixa a "zona quente" e desloca-se para a região de CATETE ficando aí instalado na estrada que liga Luanda a Dondo e para Sul de Angola.

 

- A CCS ficou instalada em CATETE enquanto a CArt522 ficou em BARRACA, a CArt523 em CASSONECA e a CArt524 em ZENZA DO ITOMBE, povoações da estrada acima referida.

 

- Em 27 de Setembro de 1965, cerca das 15H00 embarcamos em Luanda no navio "VERA CRUZ" e regressamos a Lisboa onde chegamos no dia 5 de Outubro de 1965.»

 

Jornal do Exército

 

Edição 96, de Dezembro de 1967

 

O Batalhão de Artilharia n.º 525, constituído por Comando, Companhia de Comando e Serviço, Companhia de Artilharia n.º 522, Companhia de Artilharia n.º 523, Companhia de Artilharia n.º 524 e com o Regimento de Artilharia Pesada n.º 2 (Vila Nova de Gaia) como Unidade mobilizadora, embarcou em Lisboa com destino a Angola em 16 de Julho de 1963, chegando a Luanda em 27 do mesmo mês.


O Batalhão encontra-se, a partir de 1 de Setembro de 1963, ocupando as regiões de Micula e Quipedro. Esta vasta região estendia-se entre os rios Lué, Loge, Vamba, Calambinga e com excepção da área de Quipedro ainda não tinha sido ocupada militarmente, com carácter permanente, desde a eclosão do terrorismo em Angola.


Após um período de sobreposição com um Batalhão de Caçadores que nos antecedera em missão de reconhecimento, iniciou o Batalhão de Artilharia n.º 525, com a Companhia de Caçadores n.º 384 em reforço, o reconhecimento de toda a sua Zona de Acção, tendo as Companhias desenvolvido intensa actividade operacional que, em fins de Fevereiro de 1964, permitia ter um conhecimento perfeito do terreno e das áreas de reconhecimento do inimigo.

 


De Março de 1964 a Agosto, procurou-se então reduzir as organizações «fortes» do inimigo, tendo-se notado cerca de uma dezena de operações, sendo de destacar, pelas dificuldades que se tiveram que vencer, as operações RAIO VERDE, RAIO DOURADO e CONTRADANÇA e, pelos resultados obtidos, as operações RAIO NEGRO, RAIO VERMELHO, VAMOS À ESPIGA, RAIO FULMINANTE e PALANCA NEGRA. Neste mesmo período ainda o Batalhão colaborou na operação TERCEIRO ANO e nas operações CHELA 2 e OUTRA VEZ.

 

Contam-se por dezenas as acções de fogo inimigo sobre as nossas tropas, sendo de realçar a sua reacção à penetração numa mata de refúgio, emboscando e atacando por cinco vezes as nossas tropas que, apesar disso, atingiram o objectivo que lhe fora determinado, sem quaisquer baixas.


Rendido neste Sector por um Batalhão de Caçadores, deixa a região com a certeza de ter cumprido a missão que lhe fora cometida, e as vidas dos seus homens caídos em combate, que ficaram para sempre sepultados no pequeno cemitério de Quipedro, são provas indeléveis do sacrifício, do valor e do heroísmo que se opunham às dificuldades a vencer.

 


A 19 de Agosto inicia o seu movimento para uma nova Zona de Acção e a partir de 3 de Setembro, com a Companhia de Artilharia n.º 419 em reforço, passa a ter a responsabilidade dessa zona.


Aqui passam as Companhias a desempenhar grande actividade de patrulhamento, levando a presença das nossas tropas até aos locais mais recônditos. Simultaneamente, empenha-se o
Batalhão na redução do Inimigo no limite Sul do Sector vizinho, para o que monta inúmeras acções. Para isso foi necessário submeter o pessoal a uma intensa instrução para o tornar apto a fazer operações especiais pela natureza do terreno e obstáculos a vencer. Destas acções, pelos resultados obtidos, é de salientar as operações LAGOAS DE ALÉM, JACARÉS DO ZENZA, FANTASMAS NA NOITE, FANTASMAS DE BOTE, PRENDAS DOS FANTASMAS e FESTA DOS FANTASMAS.


Em traços muito largos, deu-se uma descrição retrospectiva do que foi a vida de uma família, que se formou através dum trabalho constante, se foi cimentando com os perigos vividos, e que, BRAVOS E SEMPRE LEAIS, se deu totalmente à defesa da Pátria, enaltecendo-a para GLÓRIA DO EXÉRCITO de PORTUGAL.


O Batalhão de Artilharia n.º 525 regressou à Metrópole no «Vera Cruz», tendo desembarcado cm Lisboa no dia 6 de Outubro de 1965.

 

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